Lançamento mundial: BMW K1600 GT e BMW K1600 GTL

Lançamento mundial: BMW K1600 GT e BMW K1600 GTL

A BMW  reúne a Imprensa de todo o mundo na Cidade do Cabo – África do Sul, para o lançamento das motos que prometem ser a nova referência no segmento touring

A concepção da categoria GT da BMW é clara e determinada: motocicletas para grandes percursos em extremo conforto.A nova BMW K1600 GT vem para disputar a liderança da categoria, na foto Bitenca.

 

 

 

Na evolução natural da classe a BMW se destaca mais uma vez pela inovação tecnológica e design. O resultado são duas versões na categoria e uma apresentação impecável e marcante para os padrões da indústria de motocicletas mundial.

O motor do Concept 6 resolveu vários problemas inerentes como a largura total de apenas 555 mmIniciando como um estudo, o Concept 6, no outono alemão de 2009, o motor de 6 cilindros anunciado na época já chamava a atenção. As Benelli sei 750 foram pioneiras com esse tipo de motor. Seguiu-se a Honda CBX de 1978, com 1024 cc e a atual líder do segmento, com motor boxer de seis cilindros, a Honda Gold Wing.

Face ao desafio, a engenharia da empresa alemã não se intimidou às limitações do conceito. Conseguiram estreitar o motor para espantosos 555 mm de largura e ainda com uma relação diâmetro x curso bem radical para esse tipo de moto (72 x 67,5 mm) e apenas 5 mm de espaço entre os cilindros.

Um câmbio de seis marchas com três eixos compartilha a área destinada ao reservatório de óleo que assim diminui o volume perto do virabrequim e também o volume do cárter. Junto com a embreagem se movimentam as bombas de óleo, de água e o alternador, de forma que apenas uma engrenagem no virabrequim foi o bastante para mover o câmbio e todos os sistemas auxiliares. Com um peso total de 102,6 kg esse motor é o mais leve e estreito dos motores acima de 1000 cc já produzidos em série.

Detalhes do Sub-chassi em alumínio extrudado demonstra competrência no processo de fabricaçãoNo chassi a engenharia e a tecnologia também aplicaram soluções louváveis, que baixou ao extremo o centro de gravidade com o mesmo conceito de estrutura tipo “ponte” em liga leve já aplicado na série K de 4 cilindros. Os sistemas já consagrados, mas não menos importantes, qualificam as suspensões como sendo de excelente qualidade com os sistemas Duolever e Paralever no controle das rodas dianteira e traseira. A distribuição das massas é de 52% na dianteira e 48% na traseira, o que permite uma dirigibilidade impressionante (K1600 GT sem carga). O sub-chassi da estrutura traseira é construído em alumínio extrudado com secção quadrada e adiciona apenas 4 Kg ao total de 20 Kg que pesa a estrutura da motocicleta, que inclui como elemento estrutural o próprio motor.

A BMW K1600 GTL com todo conforto que oferece Por causa do sistema Duolever a frente fica virtualmente livre do efeito mergulho que se verifica nas suspensões convencionais, mas para melhor avisar o piloto sobre as forças que os freios aplicam na roda por causa da geometria do Duolever, um pequeno balanço avisa o piloto que o freio está atuando com força sobre o sistema. Assim a dinâmica nas curvas se mantém constante e sem causar surpresas desagradáveis na pilotagem.

Na traseira, a fábrica desenvolveu novas carcaças e braços para todo o sistema que responde por muito mais torque na transmissão. Estes e outros amplos ajustes determinaram o desenvolvimento do pneu especialmente para esse modelo por causa das características de carga e velocidade que são aplicadas.

E como não poderia deixar de ser, a BMW disponibiliza os dois modelos com o sistema ESA II (Electronic Suspension Adjustment II) que está numa nova versão e regula as suspensões eletronicamente para as várias condições de carga e modos de condução. Os ajustes alteram a pré-carga das molas, sua progressividade e a atuação do amortecimento hidráulico no retorno da suspensão. Ele permite também ajustar facilmente e de acordo com a carga da moto, os seguintes usos: uso solo, uso solo com carga e uso com garupa e carga. Além disso, adiciona-se também as características de controle desejáveis: Conforto, Normal ou Esportivo.

No total são nove pre-sets para ajuste das suspensões, o que proporciona sempre o melhor ajuste para o piloto, sua carga e forma de condução. Toda essa regulagem muda sensivelmente o comportamento da moto e faz toda diferença na adequação da máquina às condições de carga, percurso e esportividade na pilotagem.

O ABS em nova versão responde bem e rápidoO ABS parcialmente integral que vem standard nessas motos contam com um novo sensor de pressão na linha hidráulica e por isso consegue produzir potência de frenagem adicional sem excesso de pressão no acionamento. Nas ações firmes e fortes de frenagem, no limite da tração dianteira e traseira, por instantes o sistema anti travamento passou despercebido. No manete dianteiro aciona-se parcialmente os dois freios e no pedal apenas a roda traseira é acionada. No ABS desta versão não se percebe qualquer ação que interfira na pilotagem. Uma nova categoria de sistema de freio está instalado nessa moto também.

O DTC (Dynamic Traction Control) pode ser fornecido como acessório e como na BMW S 1000 RR muda o torque aplicado na roda traseira, considerando a inclinação da moto, posição do acelerador e a diferença entre as velocidades das duas rodas, que o sistema identifica como perda de tração. Adiciona muito em termos de segurança e para cada um dos modelos tem uma programação diferente. Se desejável pode ser desativado.

Os faróis adaptativos mantém o facho na horizontal mesmo com a moto inclinadaComo primeira aplicação em motocicletas a BMW desenvolveu os faróis adaptativos, eles são opcionais nos dois modelos. Com uso de um espelho conectado a um servo motor ligado a  vários sensores e a uma central de processamento, o facho de luz baixa se mantém na horizontal e focado para a curvatura da estrada, mantendo o piloto com uma visão perfeita do ambiente sem interferir com o tráfego no sentido contrário, independente da inclinação da moto e da posição do guidão.

Com tanta eletrônica o acesso às funções do painel teve que ser reinventadoCom a eletrônica, outras facilidades puderam ser incorporadas como:

– Travas elétricas dos vários compartimentos centralizados em um único botão;

– Párabrisa com acionamento elétrico que bloqueia a retirada do GPS integrado ao painel e incorporado ao sistema de gerenciamento eletrônico, sistema conta com um botão rotativo único junto à manopla esquerda que executa várias funções intuitivamente e claramente identificáveis no painel digital. Ele foi incorporado inicialmente na BMW R1200 RT em 2009 e mantém as mãos do condutor sempre firmes ao guidão.

– Monitoramento da pressão dos pneus para segurança adicional;

– EWS, imobilizador anti-roubo integrado à chave de contato e integrado à trava elétrica;

– Sistema de som compatível com MP3 players, iPod, e USB;

– Bluetooth, que incorpora as facilidades de áudio, navegação e telefonia.

Na filosofia dos americanos vem a idéia de que o tamanho é o que importa, quanto maior melhor, ou como eles dizem: “Size matters, big is better”. Na configuração da BMW K 1600 GT e GTL os alemães vem com uma proposta diferente. Nem sempre o tamanho é o que importa. Essas motos primam pela leveza e agilidade conquistadas na aplicação inteligente dos recursos de materiais construtivos, concentração de massa e eletrônica embarcada. Naturalmente, o tempo vai mostrar quem tem razão.

A Honda Gold Wing atende bem ao anseio americano, mas os alemães com essa nova proposta procuram realizar os sonhos de qualquer piloto de moto entregando maneabilidade, conforto e praticidade ao extremo na categoria das motos Gran Turismo.

Obs.: Para facilitar a discussão sobre esse assunto, criamos um tópico no fórum para os motonliners. Clique aqui para acessar o tópico.

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