Jorge Lorenzo garantiu a pole para o Red Bull Grande Prémio dos Estados Unidos depois de Stoner e Pedrosa terem falhado os ataques tardios.

Lorenzo voa para a pole sem efeitos da queda matinal

Jorge Lorenzo garantiu a pole para o Red Bull Grande Prémio dos Estados Unidos depois de Stoner e Pedrosa terem falhado os ataques tardios.
Jorge Lorenzo garantiu a pole para o Red Bull Grande Prémio dos Estados Unidos depois de Stoner e Pedrosa terem falhado os ataques tardios.

Lorenzo, da Yamaha Factory, foi para a qualificação da tarde sem dar sinais de estar afectado pela enorme queda sofrida na sessão de livres da manhã. O Campeão do Mundo esqueceu-se de desligar o botão que desactiva o sistema de controlo de partida e activa o controlo de tracção durante uma simulação de largada, o que o projectou no ar e fez aterrar na gravilha quando acelerou a fundo. Contudo, durante a tarde não se mostrou afectado pelo contratempo ao assinar a melhor volta ao cabo de apenas 15 minutos de qualificação, mantendo-se na frente da tabela de tempos durante quase toda a sessão. A sua 35ª e última volta, de 1m21,202s, foi quase meio segundo mais rápido que o tempo que tinha registado em FP3 e valeu-lhe a primeira posição da grelha.

O líder do Campeonato Casey Stoner (Repsol Honda) fez uma derradeira tentativa de conquista da pole ao registar um tempo de 1m21,274s, o que acabou por o colocar no segundo posto da grelha com Dani Pedrosa (Repsol Honda) a terminar em terceiro com uma marca de 1m21,385s

A sessão de uma hora foi disputada sob condições perfeitas, com o sol a brilhar e a temperatura da pista nos 41ºC, o que levou o pelotão a começar o trabalho com as borrachas mais duras. Os pilotos americano foram os primeiros a trocar para o composto mais macio na esperança de alcançarem bons resultados em casa, com Ben Spies (Yamaha Factory Racing) a garantir a pole provisória a 15 minutos do final da qualificação para grande alegria do público presente. Contudo, com cinco minuto para o final do treino, Spies perdeu a frente na Curva 3, fez uma incursão pela gravilha e acabou por embater com a sua Factory Yamaha na barreira de ar, danificando demais a montada para voltar a rodar, o que o relegou para o quarto posto.

Marco Simoncelli (San Carlo Honda Gresini) assinou um tempo de 1m21,696s, o que lhe garantiu a posição intermédia da segunda linha. O italiano foi seguido do compatriota Andrea Dovizioso (Repsol Honda) com uma marca de 1m21,731s.

Valentino Rossi, da Ducati Team, fez grandes melhorias na segunda metade da qualificação para levar a sua GP11.1 à liderança da terceira linha da grelha com o sétimo registo, a um segundo da melhor volta de Lorenzo.

O companheiro de equipa Nicky Hayden optou por continuar com a GP11 durante os resto do fim-de-semana depois de ter avaliado a GP11.1. O americano sofreu queda na curva Rainey e depois correu para a box após a sua moto ter sido recuperada pelos comissários. O piloto da Ducati não perdeu tempo a voltar ao trabalho para assinar a nona marca.

Cal Crutchlow (Monster Yamaha Tech 3) encontrou alguma velocidade, passando de 13º da manhã para o décimo posto da grelha, á frente do companheiro de equipa Colin Edwards, que foi 11º, isto enquanto Héctor Barberá (Mapfre Aspar Team MotoGP), foi oitavo.

O wild card americano Ben Bostrom, aos comandos de uma das LCR Honda, voltou a melhorar em mais de meio segundo, mas mesmo assim manteve o 18º posto, um segundo mais lento que o companheiro de equipa Toni Elías e a quatro segundos da pole.

Registaram-se ainda incidentes por parte de Álvaro Bautista (Rizla Suzuki) e Randy de Puniet (Pramac Racing). Bautista perdeu a frente na Curva 3 e sofreu queda a alta velocidade acabando na barreira de ar no final da gravilha. Ainda assim, o espanhol correu de imediato para a box. Enquanto isso, De Puniet sofreu uma escorregadela na Curva 5 e apesar de ter conseguido sair do local do acidente pelo próprio pé viu depois serem-lhe confirmadas fracturas nas vértebras L3 e L5, além da suspeita de uma fractura do osso ilíaco, na bacia.