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Macacos na Lama realiza terceiro encontro em Urubici – SC

urubici-1Viajar em grupo de moto é sempre uma experiência prazerosa. Se o grupo for de amigos queridos e conhecidos, melhor ainda. E se o objetivo for simplesmente pelo prazer de estar com sua moto junto com bons amigos, a experiência, o local, o clima e muitas outras variáveis não importam muito. Como dizem por aí, “a jornada é mais importante que o destino”.

Há um grupo de motociclistas denominado “Bando do Macaco – Motonliners”, que se formou a partir do 2º Encontro Nacional Motonliners, que aconteceu em 2011, na cidade de Lavras (MG). Antes ainda, estes motociclistas de todo o Brasil se conheceram virtualmente pelo Fórum Motonline e, aos poucos, pela própria afinidade, formaram um grupo de amigos reais que sempre andam em “bando” pelas estradas do Brasil (tendo até mesmo encarado viagens internacionais). O Bando do Macaco é um destes grupos que fazem jus ao que foi mencionado no primeiro parágrafo. O que vale é o prazer de estar com sua moto junto com bons amigos.

Rock e suas selfies!

Rock e suas selfies!

Pela afinidade e por terem se “apoderado” e se auto definido como “Motonliners”, nosso espaço está aberto para relatar as boas iniciativas deste animado grupo de amigos que encontram na motocicleta o pilar básico para se manterem unidos. Desta vez o roteiro foi do “3º Macacos na Lama”, passeio que leva os participantes a espaços off-road e que nem sempre a lama se faz presente, ficando apenas a poeira mesmo. O destino foi Urubici, em Santa Catarina, o incluiu no roteiro a Serra do Rio do Rastro.

Motos Preparadas para encarar o Off Road

Motos Preparadas para encarar o Off Road

O evento aconteceu durante o carnaval e a ideia inicial era conseguir reunir os membros do grupo e amigos motociclistas em um evento com a navegação on-road até Urubici e de lá partir em passeios off-road pela Serra Catarinense. “O Prancha é o membro local e guia que organiza os passeios nas estradas de terra da região, com visita a lugares onde o visual é de primeira, muitas curvas e condições de estrada variáveis com cascalho, terra batida, pontes, rios, lagos e outros atrativos naturais existentes na região”, destacou Sergio Souza, membro fundador do Bando.

Morro da Igreja (Pedra Furada), um cartão postal de Urubici

Morro da Igreja (Pedra Furada), um cartão postal de Urubici

Embarcaram na viagem 30 participantes em 15 motocicletas de diversas marcas, dentre elas BMW, Honda, Kawasaki, Suzuki, Yamaha e Triumph, de 250 cc até 1.200 cc, demonstrando que o grupo não limita nem restringe a participação um tipo específico ou tamanho de motocicleta, permitindo a participação inclusive de famílias com carros. “O importante é viver bons momentos entre amigos e amantes do motociclismo. Além disso, a presença de esposas e filhos demonstra o espírito familiar do evento”, frisou Sergio.

Bando do Macaco na Serra Catarinense

Acompanhe o relato escrito a múltiplas mãos e ajustado por de Sergio Souza sobre a viagem. Todas as fotos são de Rock Ténéré (Ricardo Kadota).

O primeiro dia de passeio contou com visita à bela Represa do Perimbó e ao Mini Pantanal com o almoço em local muito agradável. O retorno para a pousada foi por uma estrada que liga Rio Rufino a Urubici, com belas paisagens e estrada de terra em boas condições. O passeio representou uma aventura off-road de aproximadamente 180 km, com direito a travessia de balsa no Rio Canoas enriquecendo muito as emoções do passeio.

Clima familiar durante todo o terceiro Macacos na Lama

Clima familiar durante todo o terceiro Macacos na Lama

O segundo dia teve as clássicas visitas ao Morro da Igreja (Pedra Furada), Serra do Corvo Branco (Cava de Pedra e trecho off-road com opção da aventura para encarar suas curvas extremamente fechadas e íngremes), Cascata do Avencal (com direito à tirolesa sobre a queda d’agua) e a famosa ida e volta na Serra do Rio do Rastro, trecho considerado o parque de diversões do Bando do Macaco, com suas curvas e paisagens de tirar o fôlego.

Travessia de Balsa manual sobre o Rio Canoas

Travessia de Balsa manual sobre o Rio Canoas

Os participantes vieram de oito cidades e quatro estados: Espírito Santo (Vila Velha), Minas Gerais (Lavras, Belo Horizonte e Matozinhos), São Paulo (Araçariguama) e Santa Catarina (Itapema, Otacílio Costa e São José). Foram rodados no total aproximadamente 37.000 km somando-se a quilometragem rodada em todas as motocicletas. O respeito às normas de segurança e utilização de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) garantiram um evento sem ocorrência de acidentes graves. Tivemos apenas algumas quedas de pequenas proporções decorrentes de falta de pé de apoio (ou dedão de apoio, ou unha de apoio) para segurar a motocicleta em algumas posições de manobra e paradas.

Houve quem comentasse que vai adquirir botas com 5 cm de espessura do solado. Foi muito importante para os motociclistas de primeira viagem receber as orientações e as dicas dos mais experientes, o que incluiu lições de on e off-road sobre como pilotar e manobrar uma motocicleta que em alguns casos possuem peso, potência e tamanho que podem exigir muito dos pilotos com estatura e preparo físico nem sempre compatíveis.

"Fica a saudade dos bons momentos vividos no encontro e das amizades criadas durante o evento"

“Fica a saudade dos bons momentos vividos no encontro e das amizades criadas durante o evento”

O retorno para o lar dos bandoleiros foi diversificado. Teve quem foi direto para casa e os que esticaram a semana, passeando e pegando uma praia em Bombinhas (SC) e mais um pouco de curvas nas belas estradas da Serra da Graciosa e Rastro da Serpente. Fica a saudade dos bons momentos vividos no encontro e das amizades criadas durante o evento. Como dizemos aos membros e amigos “vida longa ao Bando do Macaco Motonliners!” e até a próxima”.

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