17YM CBR1000RR Fireblade SP

Mais leve e potente, CBR 1000RR chega às lojas este mês

Na histórica edição comemorativa aos 25 anos de produção deste ícone da esportividade em duas rodas, a Honda CBR 1000RR Fireblade chega às lojas a partir de dezembro (em um lote promocional com 25 unidades. Após, a rede Honda Dream passa a receber novas motos em fevereiro). Apresentada no Brasil durante o Salão Duas Rodas, a moto moveu com o imaginário daqueles que admiram velocidade e controle, pois retorna ao país em sua versão mais recente – com aproximadamente 90% de seus componentes inéditos – e também na exclusiva edição CBR 1000RR Fireblade SP, disponibilizada pela primeira vez por aqui.

CBR 1000RR Fireblade SP virá Brasil pela primeira vez. Lote promocional chega às lojas em dezembro e a partir de dezembro modelo estará disponível na rede Honda Dream normalmente

CBR 1000RR Fireblade SP virá Brasil pela primeira vez. Lote promocional chega às lojas em dezembro e a partir de dezembro modelo estará disponível na rede Honda Dream normalmente

A pré-venda do modelo foi realizada desde sua apresentação, em São Paulo. Os preços públicos sugeridos são R$ 69.990,00 para a CBR 1000RR Fireblade e R$ 79.990,00 na versão SP – sem considerar despesas de frete e seguro. Importada do Japão, a moto está disponível nas cores vermelha ou preta metálica (Fireblade) ou a versão nas cores da HRC em vermelho, preto e branco (exclusiva da SP). Além disso, conta com 3 anos de garantia e o serviço “Honda Assistance 24h”, com assistência durante todo o período de vigência da garantia em território brasileiro, e também Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.

CBR 1000RR Fireblade: mais potência, menos peso e muita tecnologia

Em comparação ao modelo anterior, a nova Fireblade está com uma relação peso/potência 14% melhor, 15 kg mais leve, 11 cv mais potente e com a embreagem requerendo 17% menos força de acionamento em sua operação. Na prática, isto significa que são 191,7 cv (13.000 rpm), 11,82 kgf.m de torque (a 11.000 rpm), 13,0:1 de taxa de compressão (antes era 12,3:1), 171 kg a seco e itens em magnésio ou titânio, como tanque de combustível e escape, que contribuíram para a redução.

Agora são 191,7 cv (13.000 rpm) e 11,82 kgf.m (a 11.000 rpm) distribuídos em 178kg. Dieta de campeã

Agora são 191,7 cv (13.000 rpm) e 11,82 kgf.m (a 11.000 rpm) distribuídos em 178kg. Dieta de campeã

Segundo a marca, os novos conjuntos ciclísticos e mecânicos da CBR derivam diretamente da RC213V-S, versão street do modelo RC213 utilizado pela Honda na MotoGP. Por isso, também há um amplo aparato tecnológico na superesportiva, seguindo o conceito chamado pela montadora de “Nova era do Controle Total”, que buscou “elevar a tecnologia, desempenho e segurança em níveis nunca atingidos por uma motocicleta desta categoria”. Entraram na lista de equipamentos: unidade de medição de inércia (IMU), sistema TCS de controle de tração regulável (HSTC), novos freios ABS, novo sistema de seleção do modo de condução (RMSS), acelerador eletrônico (TBW), 5 modos de pilotagem, 9 níveis de controle de tração, 3 níveis de freio motor e configuração da suspensão dianteira em seis níveis (apenas na SP), por exemplo.

Com unidade de medição de inércia, acelerador eletrônico (TBW), 5 modos de pilotagem, 9 níveis de controle de tração, 3 níveis de freio motor e configuração da suspensão dianteira em seis níveis, precisava mesmo de um engenheiro para explicar detalhes de todo o funcionamento. Na foto, Alfredo Guedes

Com unidade de medição de inércia, acelerador eletrônico (TBW), 5 modos de pilotagem, 9 níveis de controle de tração, 3 níveis de freio motor e configuração da suspensão dianteira em seis níveis, precisava mesmo de um engenheiro para explicar detalhes de todo o funcionamento. Na foto, Alfredo Guedes

Os três primeiros modos de pilotagem estão divididos em Street (Modo 3), para uma pilotagem mais suave e que prioriza o conforto; Winding (Modo 2), que equaliza características esportivas em um nível não tão arisco de condução; e Track (Modo 1), onde toda força e desempenho são disponibilizados a pleno, ou mesmo desligados por completo. Para isso, uma central eletrônica mantém pré-ajustados parâmetros de funcionamento de três características básicas: potência do motor, controle do torque e o controle do freio-motor. Já os 4 e 5 são de definições pessoais e totalmente configuráveis do piloto, possibilitando personalizar e gravar na memória do sistema os níveis desejados de atuação para cada um dos parâmetros, com cinco níveis de potência, nove para a seleção de torque e três para o freio-motor. “A grande vantagem destes modos é facilitar diferentes configurações na motocicleta. Fica muito mais fácil, por exemplo, o piloto ter um mapa para correr em Interlagos e outro específico para Londrina (no Autódromo Ayrton Senna)”, comentou o engenheiro da Honda, Alfredo Guedes.

Nova carenagem, com design mais agressivo e jovial

Nova carenagem, com design mais agressivo e jovial

Outro detalhe interessante está na atuação da unidade de medição de inércia (IMU), com o controle de tração (HSTC) e sensores fixados nas rodas. Estes trabalham de modo a auxiliar na condução e minimizar erros do piloto, por exemplo, não permitindo que situações de aceleração bruta tirem a roda da frente do solo façam a roda traseira escorregar em saídas ou entradas de curvas. Na prática, o “controle de Wheelie” está diretamente ligado ao HSTC, que ajusta a derrapagem, trabalho do acelerador e ângulo de inclinação, mas que também pode ser desligado se o piloto assim preferir.

Todas as informações são exibidas e monitoradas através do painel de instrumentos, totalmente digital. Além de possuir um sensor que se adequa automaticamente à luz ambiente para facilitar a visualização das informações em qualquer situação de iluminação, ele também é completo em informações. O instrumento exibe dados específicos sobre o modo de condução, como tempo de volta, temperatura e até o ângulo de posicionamento da manopla do acelerador – além de informar, claro, hodômetro total e parcial, consumo médio e instantâneo, velocímetro, tacômetro e luzes de alerta.

Exclusividades da versão SP

CBR 1000RR FIreblade SP

CBR 1000RR FIreblade SP

Suspensão Ohlins ajustável eletrônicamente

CBR 1000RR FIreblade SP

CBR 1000RR FIreblade SP

Painel totalmente digital com setups personalizáveis

CBR 1000RR FIreblade SP

CBR 1000RR FIreblade SP

Freios ABS Brembo

CBR 1000RR FIreblade SP

CBR 1000RR FIreblade SP

Versão topo de linha é 2 kg mais leve que a STD

CBR 1000RR FIreblade SP

CBR 1000RR FIreblade SP

Como não poderia faltar, Quick Shifter

A versão topo do linha da CBR 1000RR Fireblade traz alguns itens que lhe conferem exclusividade, no visual e mecânica. Destaque para a suspensão ajustável e as novas pinças de freio (assinadas pela Brembo). Fabricada pela Öhlins, a suspensão possui seis níveis de ajuste, sendo três manuais e outros três automáticos, selecionados eletronicamente através do painel de instrumentos. Como exclusividade, há também câmbio quickshifter de 6 marchas e o uso de uma bateria de Li-On, que propicia baixa taxa de descarga e vida útil maior.

CBR 1000RR Fireblade STD

CBR 1000RR Fireblade STD

Modelo icônico completa 25 anos

CBR 1000RR Fireblade STD

CBR 1000RR Fireblade STD

Painel de instrumentos se adapta a luz ambiente automaticamente

CBR 1000RR Fireblade STD

CBR 1000RR Fireblade STD

Dois discos de 320 mm na roda dianteira

CBR 1000RR Fireblade STD

CBR 1000RR Fireblade STD

Conjuntos ciclísticos e mecânicos derivam da RC213V-S

CBR 1000RR Fireblade STD

CBR 1000RR Fireblade STD

Detalhe do punho direito

Design e motor na essência HRC

As mudanças visuais da nova CBR 1000RR foram pensadas para conferir um ar mais ‘agressivo e jovial’ ao modelo, com traços mais angulosos, “fruto do conceito Forward-looking lines”. Para isso, as carenagens, por exemplo, ficaram menores, mais justas e também mais compactas – o que também proporcionou uma melhora aerodinâmica e na refrigeração do motor, com mais entrada de ar nos dutos dos radiadores, nas laterais dos faróis e lanternas. A nova rabeta também merece destaque, elevada, e com o assento em dois níveis, com altura de 832mm (834mm SP). As rodas também receberam novo conceito de design, em ‘Y’, com redução de 6 para 5 raios – o que também buscou reduzir o peso da motocicleta.

FICHA TÉCNICA HONDA CBR 1000RR FIREBLADE

FIREBLADE

FIREBLADE SP

MOTOR

Tipo DOHC, quatro cilindros, quatro tempos, arrefecimento líquido
Cilindrada 999,8 cc
Diâmetro x curso 76,0 x 55,1 mm
Potência máxima 191,7 cv a 13.000 rpm
Torque máximo 11,82 kgf.m a 11.000 rpm
Sistema de alimentação Injeção Eletrônica, PGM-FI
Taxa de compressão 13.0: 1
Sistema de lubrificação Forçada, por bomba trocoidal
Transmissão Seis velocidades
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Sistema de partida Elétrica
Combustível Gasolina

SISTEMA ELÉTRICO

Ignição Eletrônica
Bateria 12 V – 6 Ah
Farol LED

CHASSI

Tipo Diamond Frame
Suspensão dianteira Garfo telescópico
Curso: Amort. / Eixo roda 120 / 110 mm
Suspensão traseira / curso Pro-Link
Curso: Amort. / Eixo roda 62 / 137 mm 60 / 133 mm
Freio dianteiro / diâmetro Disco / 320 mm
Freio traseiro / diâmetro Disco / 220 mm
Pneu dianteiro 120/70 ZR17M/C (58W)
Pneu traseiro 190/50 ZR17M/C (73W)

DIMENSÕES

Comp x Larg x Alt 2.065 mm x 715 mm x 1.123 mm 2.065 mm x 715 mm x 1.125 mm
Distância entre eixos 1.404 mm
Distância mínima do solo 127 mm 129 mm
Altura do assento 832 mm 834 mm
Capacidade do tanque 16,1 litros (3,7 litros p/reserva)
Peso seco 178 kg 177 kg


Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.