Mais preconceito

Agora ‚ a vez da Ecovias querer proibir as motos de circular no sistema Anchieta-Imigrantes nos feriados prolongados.

Esta apareceu logo ap¢s o carnaval. Um representante da Ecovias, Hamilton Amadeu, em entrevista … Radio Eldorado, de SÆo Paulo, estava na maior saia justa tentando explicar o aumento no n£mero de acidentes durante o carnaval 2003. Na falta de um argumento mais s¢lido mandou a bucha pra cima das motos, alegando que nos finais de semana e feriados prolongados aumentava muito o n£mero de motociclistas se dirigindo ao litoral. Uma dedu‡Æo tÆo ¢bvia quanto afirmar que uma previsÆo de sol atrai mais gente … praia. E que estes motociclistas se envolviam em acidentes.

A certa altura da entrevista ele sapecou a bomba: “J  estamos pensando, inclusive, em proibir a circula‡Æo de motos nos feriados prolongados”. Parece que o Jooji Hato (pronuncia-se RATO) fez escola na administra‡Æo da coisa p£blica. E mais uma vez o caminho mais f cil para resolver os problemas passa pela proibi‡Æo. J  perceberam? Proibir ‚ sempre o caminho mais f cil, assim elimina a necessidade de fiscalizar e regulamentar.

Mais uma vez eu volto no tema chave: as administra‡äes p£blicas nunca olharam para as motos com o devido respeito. Hoje, que o Brasil se tornou o terceiro maior fabricante de motos do mundo, com capacidade de produzir um milhÆo de unidades por ano, ainda tem gente que insiste em tratar as motos como um mal necess rio.

No site as Ecovias (www.ecovias.com.br) nÆo existe qualquer men‡Æo …s motos. Na revista publicada pela Ecovias NUNCA houve nem uma £nica mat‚ria sequer a respeito de seguran‡a de motociclistas. A Ecovias NUNCA fez um ciclo de debates sobre seguran‡a de motociclistas. Claro que nÆo, isto envolveria investimentos e os cons¢rcios que gerenciam as estradas nÆo estÆo dispostos a gastar dinheiro em motociclistas.  mais f cil proibir a circula‡Æo deles.

NÆo d  mais para agentar uma administra‡Æo privada usando de m‚todos preconceituosos com rela‡Æo a um tipo de usu rio para gerenciar uma via p£blica. Como muito bem escreveu meu colega J£lio Carone, sobre a proposta insana do Jooji Hato, o h bito de criar generaliza‡äes foi a mola propulsora de um regime mundialmente recha‡ado, conhecido como nazismo.