Meio milhão de adolescentes irados na Itália

A partir de hoje (1§ de julho) expira o prazo para que os adolescentes italianos passem a circular com carteirinha de habilita‡Æo para ciclomotor e scooter.

Isso mesmo, “CARTEIRINHA”, uma esp‚cie de permissÆo tempor ria, v lida at‚ o jovem completar 18 anos. A It lia foi um dos £ltimos pa¡ses a exigir capacete para pilotar as motonetas e scooters, agora passa tamb‚m a exigir a freqˆncia em moto-escolas, bem como exame de sanidade f¡sica e mental.

Claro que a not¡cia nÆo ‚ novidade, porque a portaria foi baixada h  exato um ano, por meio do ministro da Infraestrutura, Pietro Lunardi, mas nesse per¡odo poucos procuraram uma escola de pilotagem por uma razÆo muito prosaica: nÆo havia quantidade suficiente de moto-escolas aptas a realizar o exame. DEsta forma apenas uma parcela muito reduzida dos usu rios conseguiram botar a mÆo na permissÆo.

Havia esperan‡as de uma prorroga‡Æo deste prazo, visto que o n£mero calculado de carteirinhas expedidas nÆo passava de 800 na cidade de Napoli, por exemplo, mas o governo deu um banho de  gua fria na garotada e o ministro Lunardi ainda anunciou “os pais vÆo me agradecer por isso”. Os n£meros sÆo conflitantes, por o minist‚rio da Infraestrutura divulga que 450 000 menores j  foram habilitados, enquanto a assessoria de imprensa do mesmo minist‚rio apresenta a informa‡Æo de 290 000 expedi‡äes.

Para quem for pego sem a carteirinha a multa ‚ alta: 516 euros (cerca de R$ 1.800), al‚m de uma multa de 345 euros (cerca de R$ 1.200) para os pais, al‚m de apreensÆo do ve¡culo por dois meses.

O mercado j  sentiu o golpe da resolu‡Æo e nos £ltimos 12 meses as vendas de scooters e ciclomotores ca¡ram 35%, o que representa 30 000 ve¡culos a menos vendidos, sendo que deste total 70% sÆo italianos.

Enquanto isso, no Brasil continua o jogo de empurra para determinar se os ve¡culos at‚ 50 cc podem, ou nÆo, ser conduzidos sem habilita‡Æo. Cada jurista interpreta a lei de uma forma e quem sai perdendo ‚ o usu rio que poderia rodar com um ve¡culo simples, econ“mico e  gil.