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Motos que queremos ver no Salão Duas Rodas

Faltam apenas 70 dias para iniciar o Salão Duas Rodas 2017, maior evento do segmento da América Latina, e ele tem uma meta: receber mais de 260 mil visitantes nos seis dias de realização. A atividade acontecerá entre 14 e 19 de novembro, no espaço São Paulo Expo, na capital paulista, e a organização já adiantou a informação de que haverá mais de 500 motos expostas, de todas as marcas presentes no mercado brasileiro – felizmente, a lista é grande: BMW Motorrad; Dafra; Ducati; Harley-Davidson; Haojue; Honda; Indian; Kawasaki; KTM; Kymco; Royal Enfield; Suzuki; Triumph; Yamaha. Estamos ansiosos.

Salão Duas Rodas 2017, maior evento do segmento da América Latina, inicia em menos de 75 dias! Quais lançamentos de motos teremos?

Salão Duas Rodas 2017, maior evento do segmento da América Latina, inicia em menos de 75 dias! Quais lançamentos de motos teremos?

O Salão Duas Rodas compreende uma série de atrações, como espaço exclusivo para test-ride de motos, estúdio de tatuagem da Tattoo You, Arena Life Style com a presença de ícones do motociclismo e exibições de freestyle de motocross… além de, claro, lançamentos de motos – e é isso o que mais interessa e move o imaginário de todos. Maior player dentre as montadoras do País, a Honda já adiantou que “os visitantes conhecerão lançamentos que vamos mostrar apenas no evento” (palavras de Odair Junior, gerente de marketing) deixando claro que vem novidades por aí. Mas o que será que veremos no salão?

Lançamentos de motos que esperamos ver no Salão Duas Rodas 2017

Nova Yamaha YS Fazer 250: Quando lançada no mercado brasileiro, em 2005, causou um verdadeiro alvoroço por ser a primeira motocicleta de baixa cilindrada a empregar injeção eletrônica no País, mas hoje o modelo carece de atualizações. Em 2010 a Yamaha apresentou sua segunda geração, com importantes novidades, como design, painel digital, lanterna traseira em LED e freio a disco na roda traseira, e em 2016 chegou um novo facelift. Neste meio tempo, também chegou a adoção do sistema bi-combustível. Já o conjunto mecânico, especialmente o motor, não recebeu atualizações significativas nestes 12 anos de produção.

Que a YS Fazer 250 irá mudar é fato. Cremos que ela terá visual similar ao da irmã asiática FZ 250 (foto), lançada em janeiro na Índia. As duas motos usam a mesma plataforma

Que a YS Fazer 250 irá mudar é fato. Cremos que ela terá visual similar ao da irmã asiática FZ 250 (foto), lançada em janeiro na Índia. As duas motos usam a mesma plataforma

Este breve histórico do modelo para contextualizar a muitíssimo provável apresentação da nova Fazer 250. Recebemos informações extra oficiais de integrantes da marca que a Yamaha apresentará o novo modelo no Salão, apesar de não fornecer dados mais específicos sobre como esta moto será. Provavelmente, teremos algo muito parecido com a FZ 250 comercializada na Ásia, que usa a mesma plataforma da YS brasileira (em janeiro publicamos uma reportagem sobre a apresentação da  FZ 250 na Índia), o que significa um design mais agressivo e similar ao da família MT – porém, o mesmo motor monocilíndrico, SOHC, de praticamente 21 cv.

Yamaha T7, conceito que reinventa a família Ténéré: Apresentado no EICMA (Salão de Milão) de 2016 como um conceito, a Yamaha já confirmou que a moto voltará ao evento italiano neste ano como um anúncio oficial. Construído para honrar e manter ‘o lendário espírito aventureiro da Ténéré’ (fazendo referência a XT 600 Z dos anos 1980), o modelo está exercendo “um papel importante no desenvolvimento da próxima geração de aventureiras da Yamaha”, segundo a marca. Na Europa, ela iniciará suas vendas já no primeiro semestre de 2018.

Yamaha T7 Concept

Yamaha T7 Concept

Segundo a Yamaha, modelo apresenta a nova geração de aventureiras da marca

Para honrar o legado Ténéré

Para honrar o legado Ténéré

A XT 600 Z Ténéré foi desenvolvida em prol do Rally Dakar, há 30 anos. Para a Yamaha, a T7 tem a missão de escrever uma nova página neste história

Estratégia ousada

Estratégia ousada

Lançar a T7 no Brasil no mesmo mês em que a apresenta na Europa seria tão ousado quando o design do conceito

Aventureira raiz

Aventureira raiz

Conceito apresentado em 2016 é extremo em cada detalhe

Motor da MT-07, escape Akrapovic

Motor da MT-07, escape Akrapovic

A 'nova Tenere 700' é exigente em seus materiais, empregando escapamento Akrapovic, freios Brembo e suspensão KYB. Motor é o excelente dois cilindros da MT-07

Detalhes que podem mudar

Detalhes que podem mudar

Da versão conceito para a que de fato virá ao varejo muito pode ser atualizado (como o banco estreito e em nível único)

Lançar a Yamaha T7 na Europa no início de novembro (o EICMA ocorre de 9 a 12) e apresentar ela no Brasil na semana seguinte (o Salão Duas Rodas vai de 12 a 19 de novembro) seria, no mínimo, muito ousado – e levaria os fãs brasileiros ao delírio. Por isso é pouco provável que ocorra, mas estamos torcendo por esta possibilidade. A T7 marca o início de uma nova era nas aventureiras da Yamaha e emprega o excelente motor de dois cilindros da MT-07, trabalhando com um sistema de exaustão Akrapovič. O tanque de combustível é de alumínio, a suspensão dianteira é KYB e seu farol de LED tem 4 projetores. É provável que a marca faça alterações no visual do modelo para seu lançamento ao varejo, passando uma mensagem menos agressiva que a do conceito.

KTM 390 DUKE: Em 2015 anunciamos a chegada da KTM 390 Duke no Brasil, famosa por conciliar baixo peso e um motor de um cilindro e 44 cv – mas de lá pra cá não surgiram mais novidades no Brasil. Porém, o modelo foi repaginado no ano passado e apresentado ao mundo pela KTM no Salão de Milão. Após, em maio de 2017, o braço tupiniquim da marca lançou uma ‘edição especial’ do modelo vendido aqui (ainda 2015) que nos soou como uma ‘queima de estoque’, talvez esvaziando as prateleiras enquanto se trabalha a chegada do novo modelo.

A nova versão da KTM 390 Duke também deve ser apresentada ao Brasil em novembro. Moto tem uma série de mudanças em relação ao modelo vendido aqui, lançado em 2015

A nova versão da KTM 390 Duke também deve ser apresentada ao Brasil em novembro. Moto tem uma série de mudanças em relação ao modelo vendido aqui, lançado em 2015

Portanto, tudo indica que a nova KTM 390 DUKE será apresentada no Salão Duas Rodas 2017. De fato, é uma nova moto, com outro painel de instrumentos (mas também totalmente digital), conjunto de iluminação – totalmente em LED – e freios com disco maior na traseira (de 300 para 320 mm). As suspensões e chassi também são inéditos, assim como as carenagens, grafismos e escapamento. O assento está mais alto, distante 830 mm do solo, e o tanque passou de 11 para 13,5 litros. O motor está com um pouco mais de torque. Resumindo, é um novo modelo.

Irmã da naked G 310 R, a aventureira G 310 GS também será lançada no mercado brasileiro

Irmã da naked G 310 R, a aventureira G 310 GS também será lançada no mercado brasileiro

BMW G 310 GS: Mais uma da lista ‘muito provavelmente veremos no Salão Duas Rodas’, a G 310 GS também foi exibida em “Avant-Première” no Salão de Milão do ano passado. Ela é irmã da G 310 R, primeiro modelo com menos de 500 cc produzido pela BMW Motorrad e que já está à venda no Brasil, e também já foi anunciada oficialmente para nosso País. Em uma nova gama de motos on-off road de baixa cilindrada (que também terá a Kawasaky Versys 300), a BMWzinha  segue o padrão da família GS, onde a versatilidade é um dos principais atributos, com agilidade para o trânsito urbano e robustez para o uso no fora-de-estrada. O design está ligado a motos maiores (como F 800 GS e R 1200 GS), sua roda dianteira é de 19 polegadas e o motor é o mesmo da irmã naked – um monocilíndrico de refrigeração líquida, de 313 cc (80,0 mm x 62,1 mm), com quatro válvulas e dois eixos de comando, que gera 34 cv a 9.500 rpm e um torque máximo de 2,9 kgf.m a 7.500 rpm, para empurrar os 169,5 kg da moto.

Kawasaki Verys 300: Ela já está confirmada para o mercado brasileiro no segundo semestre e não quer dar vida fácil à BMW G 310 GS. A Versys 300 chegou primeiro à Asia (onde foi apresentada como Versys-X 300) e completa a família peso-leve da marca japonesa, composta também por Z300 e Ninja 300. A moto vem equipada com o mesmo motor de dois cilindros paralelos das irmãs, um DOHC, 8 válvulas, de exatos 296 cm³ e arrefecido a líquido, que oferece 39 cv de potência a 11.000 rpm – conjunto que recebeu diversas melhorias para resultar em mais força em baixo e médio giros. Com caráter aventureiro, a crossover Versys tem tanque com capacidade para 17 litros, banco único e em dois níveis, rodas raiadas e posição de pilotagem confortável, digna de uma trail, oferecendo um convite para viajar.

Kawasaki Verys 300 completa a família peso-leve da marca japonesa e promete agradar os aventureiros que sentem falta de um pouco de motor e tecnologia nas atuais opções do mercado, Honda XRE 300 e Yamaha XTZ 250 Tenere

Kawasaki Verys 300 completa a família peso-leve da marca japonesa e promete agradar os aventureiros que sentem falta de um pouco de motor e tecnologia nas atuais opções do mercado, Honda XRE 300 e Yamaha XTZ 250 Tenere

Dafra Apache 200: Em meados de maio uma moto diferente foi flagrada em ruas de São Paulo e as suspeitas indicaram que seria a nova Apache 200. Diante dos burburinhos, a Dafra se pronunciou dizendo que fortaleceu sua parceria com a indiana TVS (grande marca asiática de baixa cilindrada, com a qual a BMW se uniu para produzir a G 310 R) e que está programando um lançamento para o segundo semestre, a ser apresentado no Salão Duas Rodas – mas que não seria necessariamente a nova 200. Mesmo assim. ao que tudo indica vem sim por aí uma nova Apache.

A indiana TVS já produz a Apache 200 e acreditamos que uma parceria com a Dafra trará a moto para nosso país. Modelo tem design de alta qualidade e iluminação em LED

A indiana TVS já produz a Apache 200 e acreditamos que uma parceria com a Dafra trará a moto para nosso país. Modelo tem design de alta qualidade e iluminação em LED

A única naked da Dafra hoje é a Next 250, uma vez que a Apache 150, em produção desde 2009, não está mais no catálogo da marca. A Apache 200 indiana tem um design moderno e moderadamente agressivo, com belo conjunto de iluminação, traseira com banco em dois níveis e aletas laterais. O motor é um monocilíndrico refrigerado a ar, com quatro válvulas e que gera potência na casa dos 21 cv – muito próximo a potência da Yamaha Fazer 250. Desta forma, se posicionaria no mercado entre as urbanas de 150 – 160 cilindradas (como Fazer 150 e Titan 160) e nakeds de 250 cc, como KTM 200 Duke, Honda CB Twister, Yamaha Fazer 250 e a própria Dafra Next 250 (outra que necessita de atualização).

A Z900 é, no mínimo, intimidadora. Modelo foi apresentado em Milão no ano passado e ficou de fora dos - vários - lançamentos que a Kawasaki fez no Brasil em 2017. Cremos que agora ela vem!

A Z900 é, no mínimo, intimidadora. Modelo foi apresentado em Milão no ano passado e ficou de fora dos – vários – lançamentos que a Kawasaki fez no Brasil em 2017. Cremos que agora ela vem!

Kawasaki Z 900: Mais uma representante da lendária família Z, a Z900 também foi apresentada no Salão de Milão do ano passado e ainda não chegou aqui, diferente da Z650 que foi apresentada no EICMA e já está disponível nas concessionárias brasileiras. Portanto, cremos que a Kawa irá lançar sua nova moto de alta cilindrada em São Paulo, em novembro. Nervosa, a Z900 chega para aposentar a Z800 europeia e herdou o propulsor da irmã maior, a Z1000, se tratando de um tetracilindrico de 948cc que gera potência máxima de 125,3cv. O conjunto do modelo pesa 210kg, contando com garfo invertido na suspensão dianteira e conjunto de freios com pinças de 300 mm e ABS. O quadro em treliça, inspirado no da H2R, pesa somente 13,5 kg.

Honda 500 Rebel: A Honda está se esforçando para fazer mistério quanto aos lançamentos que trará ao mercado nacional. Atualmente, algumas das motos que compões seu lineup mereciam uma atualização, como a XRE 300, praticamente inalterada desde seu ingresso no mercado, em 2009. Mas e se a marca resolvesse também entrar no segmento das clássicas, talvez o mais aquecido no Brasil neste momento? Nós adoraríamos.

Bem que a Honda poderia surfar na onda de motos clássicas que atingiu a costa brasileira trazendo a Rebel 500. Moto compartilha a mesma plataforma de CB 500F, CB 500X e CBR 500R

Bem que a Honda poderia surfar na onda de motos clássicas que atingiu a costa brasileira trazendo a Rebel 500. Moto compartilha a mesma plataforma de CB 500F, CB 500X e CBR 500R

Só em 2017 tivemos uma série de novidades aterrissando no País, como as clássicas Triumph Bonneville Bobber, três modelos da indiana/inglesa Royal Enfield e as italianas SWM, que ainda não estão sendo vendidas de fato por aqui. Neste mesmo segmento a Honda já possui (em países como os Estados Unidos) a Rebel 500, e talvez fosse um bom momento para anunciar a moto em nosso mercado. A Rebel é uma clássica com desenho minimalista e inspiração bobber que compartilha a mesma engenharia da ‘nossa’ conhecida família 500: CB 500F, CB 500X e CBR 500R – o que certamente diminuiria os custos caso a Honda trouxesse também este modelo para cá.

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Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.