Foto: Onde cabe um cabem...

Motos são 18% da frota de Bauru (SP)

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Mais baratos e econ“micos, os ve¡culos de duas rodas tˆm aumentado em propor‡Æo maior que os de quatro rodas

Antes s¡mbolo de irreverˆncia e transgressÆo, as motocicletas se multiplicam pelas ruas de Bauru nÆo mais pelas distantes razäes comportamentais. Mais baratas e com manuten‡Æo menos dispendiosa, atualmente elas representam 18% da frota total da cidade. H  oito anos, o percentual nÆo ultrapassava 11%.

A escalada dos n£meros, diariamente constatada nas vias p£blicas do munic¡pio, ‚ facilmente explicada pelo diretor da 5.¦ Circunscri‡Æo Regional de Trƒnsito (Ciretran), Adib Jorge Filho, quem forneceu a estat¡stica.

“Existem condi‡äes peculiares que favorecem (o crescimento da frota de motocicletas). A questÆo da faixa et ria ‚ uma delas. Temos muitos jovens. Para eles, ‚ mais f cil comprar uma moto (em rela‡Æo a um autom¢vel). O custo-benef¡cio vale a pena”, comenta o delegado.

O motorneiro L£cio Fl vio Rodrigues concorda. Aos 27 anos, ele trabalha sobre duas rodas e nÆo pretende a curto prazo adquirir um autom¢vel. Entre casar e comprar um carro, ficou com a primeira op‡Æo. J  o primo dele, Rog‚rio Rodrigues Martins, tem os dois ve¡culos. A motocicleta ‚ usada diariamente, tamb‚m para trabalhar. O Diplomata estacionado em casa s¢ sai da garagem aos domingos.

Mais uma vez, a rotina ‚ ditada por “ordem” financeira. A economia de combust¡vel, por exemplo, ‚ determinante. Com apenas um litro de gasolina ‚ poss¡vel rodar mais de 30 quil“metros com uma motocicleta. A troca de ¢leo e de pastilhas de freio, embora mais constante que num carro, tamb‚m ‚ muito mais barata.

O custo-benef¡cio, que na maioria dos casos exclui o item conforto, auxilia a expansÆo da frota em todo territ¢rio nacional, acrescenta o economista Wagner Ismanhoto. Quanto mais a economia estiver arrochada, mais gente migrar  para o ve¡culo de duas rodas.

“No futuro vai ser como fogÆo, todo mundo vai ter uma. A cada dia, a gente vende mais (motocicletas). O novo cliente ‚ aquele que nÆo gostava. Agora, economiza at‚ com estacionamento”, explica Tadeu Fernando dos Santos Nardi, propriet rio de uma revendedora de motocicleta.

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