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Vem aí a Yamaha RD 300 (ou será RD 350?)

Para retomar o caminho do crescimento no Brasil, a Yamaha adotou uma estratégia mais agressiva e passou a disputar espaço em nichos bem específicos do nosso mercado. Foi assim com as duas motinhos no segmento de entrada (Fazer 150  e Crosser 150), seguiu com as duas naked MT-09 e MT-07, e agora a empresa já prepara mais um lançamento, desta vez no segmento das pequenas esportivas.

Durante muito tempo a Kawasaki ficou sozinha com a sua Ninjinha (250 e 300). Depois a Honda apareceu com a sua CBR 250R, mas sem muito ímpeto. A Dafra também tentou com a Roadwin 250, mas ficou só na tentativa. E agora, parece que a Yamaha quer um bom pedaço desse segmento ainda dominado pela Kawasaki. Ao menos o produto escolhido pode de fato alcançar sucesso. Trata-se da YZF-R3, que no Brasil poderá ser chamada de RD 300 ou quem sabe de RD 350, sem dúvida um nome muito mais forte e que tem história.

Moto chegará para balançar o mercado das superesportivas

Moto chegará para balançar o mercado das superesportivas

Este segmento tem na Kawasaki Ninja 300 (ninjinha) a liderança de vendas, com 2.845 unidades vendidas em 2014 e preço médio é R$19.496,00. A concorrente Honda CBR 250R  não chega nem próximo em volume, apesar de custar quase R$4.000,00 a menos. Em 2014 foram vendidas apenas 795 unidades da Honda, cujo preço médio é R$15.987,00. É neste pequeno, mas importante segmento, que a nova Yamaha vai entrar.

Como não poderia ser de outra forma, o desenho da YZF-R3 segue as linhas de sua irmã mais velha e mais forte, R1, apenas para usar a referência presente no nosso mercado. Mas na Europa há também a YZF-R125, R25 e R6, além da nova R3. A Yamaha dá a toda sua linha superesportiva o mesmo tratamento estético e nesta R3 não é diferente: carenagens com recortes e muito angulada, grande entrada de ar central, duplo farol dianteiro com cores e grafismos que remetem à equipe oficial da MotoGP. Quem a vê não tem dúvida: trata-se de uma moto com DNA de pista, uma autêntica superbike para o dia-a-dia.

Apenas duas cores disponíveis, mas nos EUA há também o vermelho

Apenas duas cores disponíveis, mas nos EUA há também o vermelho

O motor tem dois cilindros em linha, 321 cc,  duplo comando de válvula no cabeçote (DOHC) e arrefecimento líquido. Essa configuração garante um desempenho que merece muito respeito: são 42 cv a 10.750 rpm e 3 kgf.m de torque a 9.000 rpm, números que indicam respostas rápidas e muita força em giros mais altos. Segundo as informações da Yamaha, os pistões são forjados para tirar 10% de peso (em relação aos pistões fundidos) e oferecer melhor resposta do acelerador, suportar temperaturas maiores e assim ganhar em eficiência.

Painel moderno que mescla tela digital com mostrador analógico

Painel moderno que mescla tela digital com mostrador analógico

A construção da moto segue padrões trazidos das pistas, sobretudo do mundial de superbike. A engenharia da Yamaha procura centralizar as massas da moto para melhorar o equilíbrio e dar mais agilidade nas manobras de mudanças de direção. O chassi é tubular do tipo diamond com o motor fazendo parte da estrutura e as dimensões da moto são pequenas, com entre-eixos de 1.380 mm, 780 mm de altura do banco e rodas de 17 polegadas, o que deve garantir excelente nível de controle da moto, mesmo para pilotos menos experientes.

Outra característica trazida de sua irmã maior (R1) é o comprimento da balança maior para melhorar a estabilidade da moto em todas as condições de aceleração, curva e frenagem. As suspensões seguem o padrão, com amortecedor único da traseira (tipo monocross) e 125 mm de curso, e garfo telescópico com 130 mm de curso na dianteira. O sistema de freios traz ABS de série e tem freio a disco flutuante de 298 mm de diâmetro com pinça de dois pistões na dianteira e disco simples na traseira com 220 mm de diâmetro e pinça de um pistão. O peso em ordem de marcha é 169 kg.

Esta moto já tem confirmação de chegada no mercado norte-americano e europeu para este ano. Nos EUA, o preço já está estipulado em US$ 4.990 (algo em torno de R$ 12.000). Mas por aqui, esta moto – RD 300 – deverá seguir o preço de sua principal concorrente, a Kawasaki Ninjinha, que hoje está em torno de R$19.476,00 (FIPE). Mas se a Yamaha quiser realmente balançar (e agradar) o mercado, deve colocá-la a um preço próximo dos R$16.000,00. Enquanto a “nossa” RD 300 não chega, curta as fotos na galeria.

 

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Sidney Levy

Motociclista e jornalista paulistano, une na atividade profissional a paixão pelo mundo das motos e a larga experiência na indústria e na imprensa. Acredita que a moto é a cura para muitos males da sociedade moderna.