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Nunca se vendeu tanto combustível como em 2011

Recorde de venda de combustíveis reflete o crescimento de venda de veículos

Recorde de venda de combustíveis reflete o crescimento de venda de veículos

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) apresentou os números consolidados do mercado em 2011 e as expectativas do setor para 2012. No ano em que a economia reduziu seu ritmo de desenvolvimento, em função da crise global, o mercado de distribuição de combustíveis superou os índices projetados de crescimento econômico: uma variação de quase 2,8% em relação ao ano anterior.

As associadas ao Sindicom, que respondem por cerca de 80% do mercado, também apresentaram desempenho semelhante projetando um volume de vendas de 87,4 bilhões de litros, uma alta de 4,6% frente ao ano passado. Esse volume gerou um faturamento de R$240 bilhões para o setor e R$73 bilhões em tributos para os estados e o governo federal. O setor continua afetado pela sonegação e inadimplência no pagamento de tributos, fato que vem sendo combatido fortemente pela entidade.

Em 2011, estimativas do Sindicom indicam que o combustível mais vendido é o óleo diesel, com 43 bilhões de litros, seguido da gasolina com 35,3 bilhões de litros. Para o ano que vem, as expectativas são grandes em face da introdução da nova frota de veículos com tecnologia P7 (que utilizam diesel com baixo teor de enxofre – S-50 – em cumprimento ao Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve), a partir de janeiro de 2012.

O etanol hidratado recuou 28,4% em função da baixa oferta, que levou a uma volatilidade de preços em 2011. Os preços do etanol anidro aumentaram 121% no ano, e o hidratado, 47%. Com uma frota flex que já representa mais de 13 milhões de veículos, o consumidor pôde optar pelo combustível mais vantajoso na hora de abastecer e preferiu usar gasolina durante todo o ano, em 22 Estados.

Mas o mercado aquecido é evidente quando comparados os volumes comercializados dos combustíveis do chamado Ciclo Otto, que competem entre si. São eles: a gasolina, o etanol hidratado e o GNV. A performance das vendas somadas destes combustíveis foi excelente, estimando-se um crescimento de 6,1% em comparação com o passado.

Em relação ao biodiesel, o foco esteve voltado ao debate de um novo marco regulatório para o setor. O aumento do percentual de mistura sem uma reavaliação dos conceitos que nortearam sua implantação e a qualidade do produto são temas que fazem parte das discussões.

Fechando os destaques de 2011, e como resultado da expansão do transporte aéreo no Brasil, que registra um aumento de 150 milhões de passageiros nos terminais brasileiros, por quilômetros transportados, o querosene de aviação terminará o ano com 13,6% de crescimento frente a 2010. O segmento de lubrificantes também demonstra que acompanhou a tendência do mercado e finaliza o ano com um crescimento de 3%.

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