Meados de 1970, o início do uso de bikini nas praias cariocas

O Capiroto se disfarça; usa microssaia, shorts e bikini

Por Eugênio Campos

O Dito e sua reluzente CB 400

Sucesso de vendas, a CB 400 foi lançada em 1980

Sucesso de vendas, a CB 400 foi lançada em 1980

O amigo Dito passa com sua Honda CB 400 brilhante por uma rua do bairro e avista uma mulata tipo as do Sargenteli ( só os antigos sabem do que falo ), usando minissaia abajourzinho, cruzando a rua. Mulata “imã de garanhão”… e nem tinha como o Dito Gauchão passar direto. Parou, levou uma conversinha básica e um convite pra um giro na poderosa CB, que foi aceito.

Só que terminou rápido pois a namorada ( ciumenta ao extremo) do Dito tava assistindo a cena logo ali na esquina… e terminou o “love à primeira vista” com uma PEDRADA certeira.

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Harley-Davidson Motovi 125, comercializada no Brasil no final dos anos 1970

Harley-Davidson Motovi 125, comercializada no Brasil no final dos anos 1970

E o Morcego se deu mal

Morcego era um amigo carioca da Ilha do Governador ( já tá no andar superior) . Quando chegava no colégio Freitas com sua “potente” Harley Motovi 125, derretia os corações das “peribikers” ( Periguete + Biker ).

Quase todo dia saia com alguma mocinha pra um passeio de motoca. E numa dessas saídas, distraído pelos carinhos a afagos da menina, entrou numa rua em reformas e com um gigantesco buraco de manutenção de esgoto.

Resultado: Harley, Morcego e peribiker literalmente mergulhados na bosta.

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Suelem motoqueira

Foto: Honda

Honda CBR 450SR

Tarcisio chega na minha loja com sua CBR 450SR azul e branca… novinha!! Então dá de cara com a Suelem. Modelo, atriz, entre outros atributos. O Cabra ficou encantado , é claro. Dificil foi segurar o queixo do menino (caído o tempo todo). De dentro do meu balcão eu assistia a conversa e via as “purpurinas”.

De repente a Suelem monta na CBR SOZINHA e sai acelerando. Aí gritei lá de dentro pro tarcisio que a Su não sabia andar de moto. A cara do Tarcisio mudou de “gato que vai comer o canário” pra “cachorro que caiu da mudança”.

Só deu tempo de ouvir o CRASHHHHHH. Moto caindo, batendo no meio fio e chiando no asfalto. Affff…

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As filhas do porteiro Izaias

O Capiroto se disfarça de diversas formas

O Capiroto se disfarça de diversas formas

No prédio tinha uma garagem com portão eletrônico, que abria mediante o comando de uma chave. O cabra parava, girava a chave e o portão se abria, sendo que entre a chave e o portão tinha uma distancia de uns 7 metros em descida ingrime e alguns segundos pra descer antes que o portão se fechasse.

Só que no prédio também tinham as filhas do Porteiro Izaias… que comumente estavam desfilando por ali com suas calças fechadas à vácuo ou micro shortinhos.

Nesse dia eu testemunhei…

Um sargentão chegou de moto e girou a chave no contato do portão que se abriu. Então ele iniciou a descida com a moto, só que uma da filhas do velho porteiro passou na plataforma do prédio nesse exato momento.
O Sarg querendo prolongar mais o “colírio”, se deteve por instantes na ladeira até que a menina sumisse entre as colunas do prédio.

Quando finalmente soltou o freio da moto, o portão ja estava se fechando. Resultado… moto presa entre a parede e o portão. Melhor ainda, mecanismo travado e a necessidade de chamar um técnico pra soltar a moto ( numa Sexta à noite ).

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Os bikinis da Praia do Pepino

Rio de Janeiro, final dos anos 70. Explosão de bikines tipo tanga, com franjinhas e tudo mais. Na praia do Pepino a moda era desafiar os costumes, fumando maconha e fazendo Topless.

A galera do subúrbio se divertia em Ramos ou nas praias da Ilha. E o cara vinha de moto na orla da Praia, perto do Jequiá Iate Clube, point das Cocotas, acompanhando visualmente um grupo de 4 ou 5 gatas , todas usando o torturador bikini tanguinha, desnorteado pelas ondas… que não eram do mar.

Meados de 1970, o início do uso de bikini nas praias cariocas

Meados de 1970, o início do uso de bikini nas praias cariocas

Procurando chamar a atenção das gurias, o mané resolveu empinar a magrela. Girou o acelerador, puxou a frente da moto e subiu. Quatro ou cinco metros andando na roda traseira foram suficientes pra o cabra perder o controle da moto, atravessar a rua e bater na traseira de um carro estacionado.

O mané voou “a la super homem” por cima do carro, caiu “catando cavaco” do outro lado na calçada. Se era atenção que ele queria, foi isso que conseguiu! Todos que estavam próximos olharam e riram, menos o dono do carro.

E as gatas? Bem…elas olharam, riram e seguiram em frente,… e o trouxa foi pra casa ralado e com o guidão torto.

Ah tá… esse ultimo “orelhudo”… FUI EU!

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O motonliner Eugênio Campos enviou seu texto e fotos através do “Você no Motonline“. Faça isso você também, compartilhe suas idéias e aventuras com milhares de leitores que também são apaixonados por motos.