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O fim dos buracos

O Python 5000, operado por uma só pessoa de dentro de sua cabine, pode cobrir um buraco de 60 cm de diâmetro em dois minutos. Seu motorista/operador começa tudo de manhã enchendo o tanque traseiro de 4,5 toneladas com mistura de asfalto, quente ou frio, após o que o veículo está pronto para se dirigir rapidamente aos locais de trabalho. Chegado ao primeiro local, o operador bloqueia apenas a faixa da pista de rolamento onde se encontra o buraco, usa um joystick para manobrar o braço extensível e pivotante, até colocá-lo exatamente sobre o buraco.

O primeiro passo é aplicar um jato de ar comprimido para limpar o buraco de qualquer sujidade, pedras, pedaços soltos de asfalto ou outros contaminantes dentro do buraco.

O segundo passo é aplicar uma camada de óleo aderente à superfície interna do buraco. Uma cinta transportadora então leva asfalto fresco, mantido à temperatura correta de trabalho no tanque pelo calor do escape do motor, diretamente ao buraco. Um rastelo e um rolete presos ao braço são então usados para empurrar a mistura do asfalto, comprimindo-a até ficar bem lisa.

De acordo com o fabricante, a Python Manufacturing Inc., consertos feitos pelo veículo têm a mesma qualidade que a superfície do piso original e devem durar tanto quanto os consertos feitos a mão pelos operários tradicionais. Na realidade, eles devem durar mais do que os consertos normais, que são feitos jogando asfalto dentro dos buracos sem primeiro limpá-los.

O método de encher buracos pelo veículo especializado funciona até a temperaturas de 40 graus abaixo de zero, e permite que uma só pessoa encha três vezes mais buracos do que um grupo comum de operários consegue fazer em uma dia.

O Python 5000 já existe há bastante tempo, mas só recentemente ficou bem conhecido, quando passou a ser usado na cidade de Nova York. Ele também tem concorrente: o Pothole Killer (matador de buracões), um caminhão que faz a mesma coisa, mas que não tem rastelo e rolete.