Padrão CET pode ser modelo para o Brasil

Transformar a Companhia de Engenharia de Tr fego- CET em “professora de engenharia de tr fego” de todos os outros munic¡pios do Pa¡s.

Essa a id‚ia do arquiteto e urbanista Willian Fagiolo, autor do projeto que deu origem ao Minist‚rio das Cidades, criado pelo presidente Luiz In cio Lula da Silva e assessor da presidˆncia da CET, para o futuro da empresa.

O projeto define que um dos objetivos do minist‚rio ‚ incentivar os prefeitos a elaborar planos de a‡Æo para os munic¡pios. H  obst culos, por‚m, para que o “padrÆo CET” possa se espalhar pelo Pa¡s. O estatuto da empresa, que ‚ parte do governo municipal nÆo permite que ela preste servi‡os para terceiros.

O sucesso da proposta depende do esfor‡o do novo minist‚rio e do Denatran- Departamento Nacional de Trƒnsito, que agora ‚ subordinado a ele – para incentivar a municipaliza‡Æo do trƒnsito. Segundo Fagiolo, apesar de a responsabilidade por ordenar a circula‡Æo nas ruas ter sido passada aos munic¡pios pelo C¢digo de Trƒnsito Brasileiro, de 1998, poucos passaram a control -lo de fato.

O “curso de planejamento” aos prefeitos teria duas etapas. Na primeira, uma equipe de engenheiros da CET iria at‚ o munic¡pio para treinar os funcion rios respons veis pelo trƒnsito – dos engenheiros de tr fego aos marronzinhos. Na segunda etapa, aconteceria o inverso: os engenheiros de cada munic¡pio viriam … capital para mostrar a “li‡Æo de casa” e pedir orienta‡äes.

Criada na gestÆo do prefeito Olavo Set£bal, em 1976, a CET tem hoje 4,3 mil funcion rios – 1,2 mil deles t‚cnicos de n¡vel superior. Durante seus 26 anos, a empresa passou por v rias fases. Na primeira metade da d‚cada passada, enfrentou dificuldades: o n£mero de funcion rios caiu e havia falta de estrutura. Tamb‚m teve que enfrentar problemas na Justi‡a, que alegava que as multas deveriam ser feitas por policiais – e nÆo por marronzinhos.

Mais tarde, recuperou-se: em 2001, por exemplo, fechou o ano contabilizando 3,2 milhäes de multas aplicadas na cidade. O trƒnsito, por‚m, continuou motivo de dor de cabe‡a para o paulistano. “Mas ele nÆo ‚ ca¢tico como todos pensam”, diz Fagiolo. “O trƒnsito em SÆo Paulo ‚ superordenado. A questÆo ‚ que h  muitos carros”.