Pedras no caminho - pesquisa CNT

Pedras no caminho – pesquisa CNT

Pedras no caminho - pesquisa CNT

Confedera‡Æo Nacional do Transporte(CNT) divulga pesquisa sobre a malha rodovi ria no Brasil. Segundo o levantamento, 64.699 km de rodovias tˆm algum tipo de problema

Viajar de moto ‚ um dos maiores prazeres de todo motociclista. Se a companhia ‚ boa e o tempo ajudar, melhor ainda. No entanto, existe um grande problema, antigo at‚, que faz com que a maioria dos motociclistas ainda pense duas vezes antes de se aventurar sem rumo: a p‚ssima condi‡Æo das estradas brasileiras. E foi justamente esta a conclusÆo que a Confedera‡Æo Nacional do Transporte (CNT) acaba de chegar.

A entidade divulgou uma pesquisa em Bras¡lia que avaliou 87.592 km de rodovias no Pa¡s, sendo toda a malha rodovi ria federal pavimentada, as principais rodovias estaduais e as sob concessÆo. As conclusäes mostram n£meros preocupantes para quem trafega de moto pelo Pa¡s. Do total de rodovias federais analisadas, 74,20% (43.661 km) apresentaram algum problema no pavimento, sinaliza‡Æo (horizontal ou vertical) ou de geometria da via. Com a inclusÆo das rodovias estaduais e da malha sob concessÆo, esse ¡ndice cai para 73,9% (64.699 km), reflexo apenas de maiores investimentos em infra-estrutura. E nÆo p ra por a¡.

A pesquisa tamb‚m se estendeu no sentido da chamada infra-estrutura de apoio rodovi rio, como pra‡as de ped gios, borracharias, balan‡as e postos da Pol¡cia Rodovi ria.

Pedras no caminho - pesquisa CNTDa extensÆo total pesquisada, o resultado foi que 26,1% (22.893 km) foram avaliadas positivamente, contra 73,9% (64.699 km) apresentando algum tipo de deficiˆncia.

Da malha pesquisada em 2007, 10,5% (9.211 km) obtiveram classifica‡Æo àtima; 15,6% (13.682 km) Bom; 40,8% (35.710 km) Regular; 22,1% (19.397 km) Ruim e 11,0% (9.592 km) P‚ssimo.

Foram avaliados na regiÆo Norte 9.015 km, no Sul 15.469 km, no Sudeste 25.066 km, no Nordeste 24.785 km e no Centro-Oeste 13.257 km.

A pesquisa CNT ‚ considerada hoje o mais s‚rio, completo e atualizado levantamento no sentido de aferir o real estado das rodovias brasileiras. Todo trabalho dos pesquisadores funciona de forma simples e extremamente eficiente. Durante 40 dias, 15 equipes da CNT inspecionam o estado geral das rodovias com base no tipo de pavimento, placas de sinaliza‡Æo e geometria da via. De acordo com os dados colhidos os pesquisadores elaboram um relat¢rio que aponta as principais falhas encontradas nas estradas analisadas.

Dicas de seguran‡a
Com base nos resultados mostrados pela pesquisa CNT 2007, nunca ‚ demais se ater para alguns cuidados ao se trafegar de moto pelas estradas. A regra n£mero um de todo motociclista na estrada ‚ “veja e seja visto”, ou seja, rode com o farol sempre aceso e sob hip¢tese nenhuma trafegue no chamado “ponto cego” dos carros e caminhäes. Dessa forma o piloto ir  evitar fechadas repentinas e, conseqentemente, acidentes. Por falar em caminhäes, fique atento ao ultrapassar grandes carretas. O deslocamento de ar gerado em altas velocidades pode desestabilizar a moto e ocasionar uma queda.

Outra dica importante ‚ nÆo viajar a noite ou no fim do dia. Prefira sair ao amanhecer, quando o corpo est  descansado e os reflexos apurados. Procure ingerir alimentos leves antes de sair e, claro, nÆo se esque‡a de checar todas as lƒmpadas de sua moto (farol, piscas, luz de freio etc), assim como a parte mecƒnica e cicl¡stica. Luvas, jaqueta, cal‡a, botas e capacete sÆo indispens veis em qualquer viagem. Por fim, nÆo esque‡a a documenta‡Æo, sua e da motocicleta, claro. No mais, nÆo deixe de aproveitar bons momentos de lazer ao guidÆo de sua moto e boa aventura.

Confira a lista com as principais conclusäes apontadas pela pesquisa CNT 2007:

TOTAL PRINCIPAL PROBLEMA
54,5% Tˆm o pavimento em estado regular, ruim ou p‚ssimo (47.777 km).
65,4% Tˆm problemas na sinaliza‡Æo (57.253 km).
8,5% Tˆm placas total ou parcialmente cobertas por mato (7.462 km)
39,0% Tˆm placas com a legibilidade deteriorada (31.880 km).
37,5% NÆo possuem placas de limite de velocidade (32.815 km).
42,5% NÆo tˆm acostamento (37.259 km).

Confira na tabela as melhores e as piores estradas para se rodar, de acordo com a pesquisa divulgada pela CNT
AS MELHORES:
RANKING NOME RODOVIAS
1§ Limeira (SP) – SÆo Jos‚ do Rio Preto (SP) SP – 310/BR-364, SP-310/BR-456, SP-330/BR050
2§ Barretos (SP) – Bueno de Andrade (SP) SP-326/BR-364
3§ Bauru (SP) – Itirapina (SP) SP-225/BR-369
4§ SÆo Paulo (SP) – Ita¡ (SP) – Esp¡rito Santo do Turvo (SP) SP-255, SP-280/BR-374
5§ Engenheiro Miller (SP) – Jupi  (SP) SP-209, SP-300, SP-300/BR-154, SP-300/BR-262
6§ SÆo Paulo (SP) – Limeira (SP) SP-310/BR-364, SP-348
7§ Rio Claro (SP) – Itapetininga (SP) SP-127, SP-127/BR-373
8§ SÆo Paulo (SP) – Uberaba (MG) BR-050, SP-330/BR-050
9§ Campinas (SP) – Jacare¡ (SP) SP-065, SP-340
10§ Sorocaba (SP) – Cascata (SP) – Mococa (SP) SP-075, SP-340, SP-342, SP-344

AS PIORES:
RANKING NOME RODOVIAS
100§ Macei¢ (AL) – Paulo Afonso (BA) BR-104, BR-110, BR-423, BR-424, PE-177, PE-360
101§ Bel‚m (PA) – Guara¡ (TO) BR-222, PA-150, PA-151, PA-252, PA-287, PA-447, PA-475, PA-483, TO-336
102§ Rio Brilhante (MS) – Porto Murtinho (MS) BR-267, BR-419
103§ Rio Verde (GO) – Ipor  (GO) GO-174
104§ Aragua¡na (TO) – Picos (PI) BR-135, BR-230, TO-222
105§ Teresina (PI) – Barreiras (BA) BR-020, BR-135, BR-235, BR-343, PI-140, PI-141/BR-324, PI-361
106§ Posse (GO) – Ilh‚us (BA) BA-030/BR-030, BA-262, BA-263, BA-349/BR-349, BA-407/BR-407, BA-415/BR-415, BA-430/BR-430
107§ Curvelo (MG) – Ibotirama (BA) BA-030/BR-030, BA-160, BR-122, BR-135, MG-122/BR-122
108§ Rio Verde (GO) – Itumbiara (GO) BR-452, BR-483
109§ A‡ailƒndia (MA) – Miranda do Norte (MA) BR-222