Pesquisa da Associação Comercial de SP revela perfil do inadimplente

Maioria dos inadimplentes ‚ homem, tem entre 31 e 40 anos, emitiu cheques pr‚-datados, ganha mais de R$ 761 e pretende quitar o d‚bito no pr¢ximo mˆs e com o pr¢prio sal rio

A Pesquisa de Inadimplˆncia realizada pela Associa‡Æo Comercial de SÆo Paulo (ACSP), durante o mˆs de mar‡o de 2008, revela que a maioria dos inadimplentes ‚ homem, tem entre 31 e 40 anos, ganha mais de R$ 761 e possui um d‚bito m‚dio de R$ 1.163,66. A maioria ficou inadimplente porque perdeu o emprego, mas informou que vai quitar as d¡vidas nos pr¢ximos 30 dias, cortando gastos e com recursos do pr¢prio sal rio.

Devido a maior participa‡Æo no mercado de trabalho e na concessÆo de cr‚dito, as mulheres tiveram um crescimento entre os inadimplentes, com 45% das respostas este ano ante 38% em mar‡o de 2007. J  os homens, que ainda sÆo maioria, apresentaram queda na aquisi‡Æo de d¡vidas, passando de 62% em mar‡o de 2007 para 55% em mar‡o de 2008.

Sobre as formas de pagamento nÆo cumpridas, 38% responderam que utilizaram o carnˆ, 34% o cheque, 20% o cartÆo de cr‚dito e 8% os empr‚stimos realizados nos bancos e em financeiras.

Entre os que ficaram inadimplentes com o cheque, 30% responderam ter entre dois e cinco cheques em atraso, 22% um cheque, 18% de seis a 10, 15% de 11 a 20 e 15% mais de 20 cheques. Dos consumidores que tiveram o cheque como objeto da inadimplˆncia, 83% o emitiram como pr‚-datados e 17% para pagamento … vista.

Empr‚stimos consignados foram feitos por 17% dos entrevistados, entretanto, 56% dos que emprestaram esse dinheiro para desconto diretamente no sal rio ou na aposentadoria afirmaram que o pagamento mensal das parcelas do empr‚stimo nÆo foram respons veis pela inadimplˆncia.

Questionados sobre os motivos para os empr‚stimos consignados, 55% responderam que utilizaram o dinheiro para quitar d¡vidas, 16% para compras, 15% para reformas em im¢veis, 10% para aux¡lio da fam¡lia e 4% alegaram outros motivos.

Como causas para a inadimplˆncia, 56% responderam o desemprego pr¢prio ou de algu‚m da fam¡lia, 13% o descontrole dos gastos, 13% ter sido fiador, avalista ou ter “emprestado” o nome, 6% ter a renda diminu¡da, 5% ter algu‚m doente na fam¡lia, 2% ter recebido o sal rio com atraso e 5% disseram ter tido outros motivos.

Entre os que tiveram o desemprego como causa da inadimplˆncia, 73% responderam que estÆo trabalhando atualmente.

Na classifica‡Æo por idade, 30% tˆm entre 31 e 40 anos, 25% entre 21 e 30 anos, tamb‚m 25% entre 41 e 50 anos, 10% entre 51 e 60 anos, 6% menos de 20 anos e 4% mais de 60 anos. Em mar‡o de 2007, apenas 3% tinham menos de 20 anos e 1% tinha mais de 60 anos.

A renda familiar tamb‚m foi questionada: 23% responderam receber de R$ 761 a 1 mil, tamb‚m 23% de R$ 1 mil a R$ 2 mil, 19% de R$ 501 a R$ 760, 12% de R$ 381 a R$ 500, 10% acima de R$ 2 mil, 8% de R$ 201 a R$ 380 e 5% de R$ 100 a R$ 200.

Questionados se pretendem quitar seus d‚bitos nos pr¢ximos 30 dias, 61% responderam que sim, 22% que nÆo e 17% disseram que nÆo sabem.

Os recursos que vÆo ser utilizados pelos que pretendem acabar com as d¡vidas sÆo: 79% vÆo cortar gastos e utilizar o sal rio, 9% vÆo utilizar outros meios, 6% com a poupan‡a, 2% com o FGTS, 2% com as f‚rias e 2% com empr‚stimos.

Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, a resposta de quase 80% dos que querem quitar seus d‚bitos em at‚ 30 dias demonstra a responsabilidade da maioria. “Responsabilidade e otimismo. Sabemos que as pessoas nÆo ficam inadimplentes sem motivo. Cortar gastos e utilizar o pr¢prio sal rio para pagar as contas prova que a maioria dos que estÆo inadimplentes nÆo sÆo devedores contumazes”.

Para os pr¢ximos trˆs meses, 47% responderam que nÆo pretendem fazer novas compras, 32% disseram que pretendem e 21% que nÆo sabem. Entre os que pretendem, 27% vÆo comprar eletroeletr“nicos, 15% m¢veis, 12% roupas e cal‡ados, 10% autom¢veis, 8% material de constru‡Æo, 6% telefone celular, 3% produtos de inform tica e 19% outros produtos.

A Pesquisa de Inadimplˆncia da ACSP foi realizada com 823 entrevistas feitas no balcÆo do Servi‡o Central de Prote‡Æo ao Cr‚dito, durante todo o mˆs de mar‡o de 2008.