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Pilotos da Yamaha falam dos bastidores das conquistas

Reportagem de Ruan Burdino
Em clima descontraído, a Yamaha apresentou alguns de seus pilotos patrocinados e que obtiveram conquistas relevantes em competições off-road pelo Brasil e também no exterior. Até aqui não há grande novidade, mas para mim é um grande desafio participar e relatar esse encontro com pilotos e máquinas.
Trabalho na área comercial do Motonline e raramente tenho a oportunidade de manter contato com pilotos. Mas surgiu a oportunidade, sobretudo porque além da atividade comercial, sou piloto de Supermoto na categoria nacional, o que me coloca muito próximo do que a Yamaha apresentou naquele dia.

Ruan Burdino e tietagem explícita com Ricardo Martins

Ruan Burdino e tietagem explícita com Ricardo Martins

Primeiro o destaque de tudo e que merece muita atenção: uma parte destes desafios foram enfrentados com motos nacionais quase originais, como a Yamaha XTZ 250 Ténéré. Já que falei dela, vou começar pelo Rodrigo Khezam, paulista de 33 anos e que começou cedo no off-road navegando para o seu pai, aos 11 anos de idade… nos carros de rally. A ida para as motos foi por acaso, quando um problema no carro e a inscrição feita o fez correr com sua Yamaha TT-R 230. Não deu outra, um primeiro lugar na categoria nacional o empurrou para as motos definitivamente.

Yamaha XTZ 250 Ténéré

Foram duas as façanhas mais incríveis de Khezam e que o transformaram em ídolo de todos os “tenerezeiros” do Brasil. A primeira numa etapa do Campeonato Brasileiro de Baja, quando Khezam venceu uma das etapas com uma Yamaha Ténéré 250 totalmente original, provando que ela estaria apta para o grande desafio de suportar os difíceis 3.300 km da 25ª edição do Rally dos Sertões. E essa foi a segunda façanha, superar todas as dificuldades do rally mais difícil do Brasil com sua Yamaha XTZ 250 Ténéré.
No encontro proporcionado pela Yamaha cada piloto fez sua própria apresentação em detalhes, contanto as boas e más experiências, os momentos difíceis, as pequenas e grandes alegrias deste grande desafio que é competir, onde para muitos terminar a prova já é uma enorme vitória. “Aceitei o desafio da Yamaha para disputar o Sertões com a Tenerezinha e fiquei surpreso com a ciclística e a resistência da moto em condições severas”, falou Rodrigo.
Ele estava acostumado com a TT-R 230, mas fez uma etapa com a XTZ 250 e concluiu a etapa. “Não sabia que iria criar um grupo de fãs, que viajariam muitos km para me conhecer pessoalmente, tirar fotos e fazerem odo tipo de pergunta sobre essa experiência. Para mim foi muito especial chegar no box da Yamaha e encontrar pessoas que esperaram horas para me encontrar simplesmente porque gostam da moto e da marca”, explicou.

Ricardo Martins em ação no Rally dos Sertões: desistência prematura

Ricardo Martins em ação no Rally dos Sertões: desistência prematura

Os outros dois pilotos patrocinados pela Yamaha – Ricardo Martins e Rafael Paschoalin – são mais conhecidos e experientes, mas não menos ousados em seus desafios. O catarinense Ricardo Martins teve que abandonar o Rally dos Sertões devido a uma fratura na costela. Mas pude conversar com ele e percebi quanto sacrifício faz um piloto para poder participar de uma prova como o Rally dos Sertões. “Enquanto amigos e familiares passeiam e se divertem durante os momentos de folga, eu aproveito para treinar e melhorar meu desempenho sempre em busca de superar meus limites para vencer o próximo desafio”, falou Ricardo.

Treino, treino, treino e mais treino

É importante destacar que para quem vê, tudo parece muito fácil e bonito, o cara chega lá, sobre na moto e acelera. Nada disso! Tem muito suor e lágrimas antes para encarar as trilhas, estradas e vencer muito km de distância para, muitas vezes, nada ganhar em troca, apenas a satisfação de completar o desafio!

Paschoalin: desafios novos e muito treino sempre

Paschoalin: desafios novos e muito treino sempre

Para Rafael Paschoalin, nos últimos anos tem sido um surpresa atrás da outra. Ele sempre busca novos desafios no nosso País, que infelizmente não oferece oportunidades para futuros esportistas com motos. Desta vez Rafael realizou outro desafio, que foi estrear no “American Flat Track” (aquelas corridas em circuitos ovais em pistas de saibro). E claro, com bons resultados, histórias de superação e enormes desafios nos Estados Unidos, tendo que fazer tudo sozinho, desde alugar a van para se transportar (a ele, seus equipamentos e a moto), preparar a moto para as provas, cumprir toda a burocracia, etc… Tudo isso torna a conquista ainda mais valiosa.
Alguém perguntou ao Rafael se ele acredita que o Brasil possa ter corridas de Flat Track? Na opinião do piloto, ainda precisamos desenvolver uma outra categoria que ele também foi um dos pioneiros no Brasil, o Supermoto ou como é chamada na Europa – Supermotard. Por aqui essa modalidade teve início em 2.002, mas ainda carece de melhor apoio e desenvolvimento.
E aqui eu encerro meu relato, muito feliz pela oportunidade que o Motonline me dá para estar próximo de pilotos e de máquinas. Espero que vocês tenham gostado do meu relato, pois tentei passar a emoção e a alegria que senti por ter estado lá, principalmente com o Rafael Paschoalin, que foi o piloto que me apresentou ao Supermoto em 2004, modalidade na qual sigo viciado!
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