Ponte Rio-Niterói completa 39 anos

Ponte Rio-Niterói completa 39 anos com muita história e fatos curiosos

A Ponte Rio-Niterói, um dos mais famosos monumentos da engenharia nacional, completou 39 anos na última segunda-feira (4/3). Para comemorar a data, os painéis eletrônicos da rodovia divulgaram mensagens alusivas ao aniversário durante o dia todo.

 

Ponte Rio-Niterói completa 39 anos

Ponte Rio-Niterói completa 39 anos

Inaugurada em 1974 com nome oficial de Ponte Presidente Costa e Silva, é uma das maiores pontes do mundo, com seus 13 quilômetros de extensão e até 72 metros de altura no trecho do vão central. Cerca de 150 mil veículos transportam, diariamente, mais de 400 mil pessoas na principal ligação entre Niterói e a Capital.

Simulações curiosas produzidas pela concessionária do pedágio confirmam a grandiosidade da Rio-Niterói. Trata-se de exercícios estatísticos, mas os resultados chegam a ser impressionantes.

Desde a inauguração até janeiro de 2013, por exemplo, já teriam passado pela Ponte cerca de um bilhão e meio de veículos, transportando mais de 3 bilhões e 900 milhões de pessoas. Isso significa que, todos esses veículos enfileirados dariam 149 voltas na Terra ou cobririam 15 vezes a distância entre o nosso planeta e a Lua, enquanto que mais da metade da população mundial já teria cruzado a Ponte. Todas essas pessoas lotariam nada menos que 43 mil Maracanãs; de mãos dadas cobririam 20 vezes a distância entre a Terra e a Lua, ou dariam 194 voltas ao mundo.

Ainda é uma construção superlativa: uma das maiores pontes do mundo em volume espacial (área construída), a maior estrutura protendida das Américas (centenas de quilômetros de cabos de aço esticados no interior da estrutura), o maior vão em viga reta construído pelo homem (o vão central de 300 metros de comprimento). Poucos trechos rodoviários no mundo possuem tantas tecnologias e equipamentos de sinalização e controle de tráfego concentrados em apenas 13 quilômetros como na Rio-Niterói.

A concessionária do pedágio desenvolveu alguns projetos que constituíram novas contribuições de engenharia para o monumento, tais como o Sistema ADS (Atenuadores Dinâmicos Sincronizados), desenvolvido em parceria com a Coppe / UFRJ, um sistema de molas e pesos instalado no interior da estrutura do vão central, para acabar com as oscilações da estrutura sob fortes ventos; e as baias suspensas, construídas nas rampas de subida do vão central, nos dois sentidos de direção, implicando no alargamento da ponte em alguns trechos.