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Primeira experiência com a Boulevard

Texto de Priscila Coghi

Este final de semana foi especial, graças ao meu amado namorado Zeca, que me incentivou, apoiou e acreditou que eu era capaz de realizar meu sonho, pilotar uma Boulevard! Meus amigos já sabem, mas eu só tinha pilotado moto com marcha duas vezes na vida, uma Twister, dentro da USP (Universidade de São Paulo), ano passado.

Priscila e seu grande desafio: pilotar uma Boulevard

Priscila e seu desejo de pilotar uma moto "de verdade"

Sempre falei que queria pilotar uma moto “de verdade” e semana passada eu estava até pensando em pegar uma custom pequena ou uma nacked. Claro que essa vontade já passou. Explico!

No sábado, após o brunch, peguei o Zeca de surpresa e disse que eu queria ir pra USP dar uma volta na Boulevard! Ele topou, sem pestanejar!!!

Ao chegarmos na USP, paramos na rua da Raia Olímpica. O Zeca já me colocou sentada na moto, com ela desligada. Me fez sentir o peso dela, girar o guidão e finalmente descobrir onde ficava o contato pra ligar a chave! Liguei a moto, pedi pra ele me explicar todo o painel e botões.

Finalmente dei partida! E o meu medo? Lembrava que a moto da moto-escola era horrível, tinha um ponto da embreagem em que a moto começava a andar, se soltasse mais, ela morria ou dava tranquinhos. E meu desespero de pensar na Boulevard, com seus 269 kg, começar a dar tranquinhos ou desequilibrar! Mas, ao mesmo tempo, estava animada, quase eufórica!

Primeiro contato com a grande Boulevard e a confiança sendo adquirida rapidamente

Primeiro contato com a grande Boulevard e a confiança sendo adquirida rapidamente

Quando o Zeca disse, “solta um pouco a embreagem e sente ela andar”, eu quase pulei da moto e deixei ela lá, mas já era tarde demais! Quando dei por mim, eu já tinha soltado um pouco a embreagem, ela andou um pouco, segurei a embreagem, ela parou. Legal! Igual o carro!!! Repeti o processo mais duas ou três vezes, até que o Zeca finalmente me liberou: “vai lá, vai soltando a embreagem, se achar que dá pra continuar, vai em frente”.

Era o que eu precisava ouvir! Soltei a embreagem e a Boulevard deslizou, suave! Passei a primeira lombada, ainda em primeira marcha e achei que já dava pra tentar mudar para a segunda. Suave de novo!! Achei que a moto estava pedindo um pouco mais, terceira! Ops, lombada, segunda! Dá pra ir, terceira! Caramba, quanta lombada!! Ai, meu Deus, a rua acabou! Agora tenho que fazer a curva e voltar! É agora! Essa bicha é pesada pra $#%@$!!! Socorro! Amaral! Lembra do Amaral, olha o final da curva, olha lá! E quando dei por mim,  já estava do outro lado, voltando, suavemente.

Quando volto para o início da rua da Raia Olímpica, lá está o Zeca, já quase em desespero, porque demorei pra voltar. Mas eu disse que estava tudo bem, que fui até o final da rua e voltei! E na maior cara lavada avisei que ia dar uma volta na USP inteira e por isso ia demorar um pouco mais para voltar. Fui!

Conheço bem as curvas da USP, trabalho lá dentro há alguns anos, faço essas curvas com a PCX todo santo dia!  Então a segurança do percurso eu tinha. Mas sabia que de Boulevard seria tudo diferente! Curva pra direita, meu Deus, ela virou!! E ainda entrei na pista que queria. Lombada, lombada, rotatória! Marchas subindo e descendo! Esquerda, direita, subida, lombadas! Direita, esquerda, direita! Hum, ela até que faz curva bem! Lombadas, descida, @#$@%$#, agora vem a pior curva da USP, fechada demais, na descida! F%&$#, crianças soltando pipa! Sai da pista p@#$@!!! Ufa, deu certo! E quando comecei a curtir, encontrei o Zeca!

Dominando a máquina

Dominando a máquina

Animadíssima! “Amor, posso dar mais uma volta?” E lá fui eu, dessa vez já pegando mais agilidade e velocidade, impressionada como não é tão difícil fazer curvas com ela, como ela é estável! As marchas não engasgam, a embreagem não dá tranquinhos! Foi tão gostoso, mas tão gostoso, que na terceira e última volta já falei pro Zeca subir na garupa pra dar uma volta comigo, isso porque eu não levo garupa! Foi a vez dele superar os medos e sentir o desespero que dá andar na garupa!! Mas foi tudo muito tranquilo, ao menos pra mim!

Após a terceira volta fomos embora, pois tínhamos compromisso, mas eu estava radiante!!! Não cabia em mim de tanta felicidade!!!

Zeca, muito obrigada por toda sua paciência, confiança, incentivo e apoio! Você é um super namorado!!! Sou muito feliz ao seu lado!!! Que venham os próximos sonhos!!!

Priscila e o Zeca

Priscila e o Zeca

Colaboração da motonliner Priscila Coghi, fotografia Zeca Almeida

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