Projeto de Lei que proibe corredor - Parte 1

Projeto de Lei que proibe corredor – Parte 1

Projeto de Lei que proibe corredor - Parte 1

Volto eu para deixar para vocês mais uma do nosso congresso; Hugo Leal você concerteza vai perder muitos votos dos motociclistas ai do Rio !!!. Câmara aprova proibição do tráfego de motocicletas entre veículos Hugo Leal ressalta que o Código de Trânsito já estabelece como diretriz “o trânsito em condições seguras”. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última terça-feira(7), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2650/03, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) para proibir os condutores de motocicletas de trafegar nos corredores entre veículos. A proposta segue para análise do Senado. O projeto retoma a redação original do Código de Trânsito Brasileiro sobre motocicletas, dada pelo Congresso, mas que foi vetada pelo Executivo sob a alegação de que a prática é largamente utilizada em todo o mundo. O relator da proposta na CCJ, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), assinalou que o próprio código estabelece como diretriz “o trânsito em condições seguras”, e que a proibição é condizente com esse princípio. De autoria do deputado Marcelo Guimarães Filho (PFL-BA), o projeto determina que o motociclista deverá observar a distância lateral de 1,5 metro dos carros em circulação. A medida inviabiliza o costume de motociclistas de seguir pelos corredores formados entre carros no caso de congestionamentos ou em semáforos. Acidentes Com a medida, o deputado acredita ser possível reduzir a quantidade de acidentes envolvendo motocicletas, preservando, assim, a vida dos condutores, já que manobras como as realizadas atualmente no trânsito passarão a ser infrações sujeitas a multas.O projeto foi corrigido pela Comissão de Viação e transportes em 2004, e voltou a ser corrigido agora pela CCJ, mas o teor continua o mesmo, as mudanças foram apenas formais, uma vez que o número do artigo vetado não poderia ser utilizado para o novo artigo proposto, mesmo que seu conteúdo seja semelhante. Íntegra da proposta: PL-650/2003 Gláucio Duarte (25), Brasília – DF

Boa tarde, agradeço pelo belo trabalho de voces, assim como o esclarecimento dado aos motociclistas. Bom como muitos sou usuário diario de motos, por opção, tenho duas. Hoje lendo o jornal Folha de São Paulo, olha só a matéria que eu li. Já aprovada pela Camara dos Deputados, só falta o Senado e a Sansão do Presidente. Segue matéria na íntegra: Projeto proíbe motos de circular entre as faixas em avenidas Corredor de motos em São Paulo A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que proíbe a circulação de motocicletas e motonetas entre os veículos nas ruas ou avenidas e entre a calçada e a faixa adjacente. A medida vale também para casos de ultrapassagem. O infrator estará sujeito a multa no valor de R$ 85,13 (média). A proposta, caso não haja recursos, deverá ser encaminhada agora para o Senado. Se for aprovada, seguirá depois para sanção presidencial. Fonte: Jornal Folha de S.Paulo -14/04/2009 – Sérgio Henrique Moreira (34), Brasília – DF

Hoje pela manhã novamente ví uma matéria sobre motos no trânsito no Bom Dia Brasil da TV Globo e acompanhei a discussão sobre o veto da circulação das motos nos corredores entre os carros que já existe no código de trânsito mas depende de regulamentação e que deve ser aprovada ou vetada pelo presidente nos próximos dias. Um professor da Universidade de Brasília junto com o reporter Alexandre Garcia teceu uma série de considerações sobre os perigos de se andar de moto entre os carros e que o estado fiscalizando e multando estaria protegendo a vida dos “motoqueiros”. Em nenhum momento foi discutida a mobilidade urbana, só se falou na pressa dos motoboys, só se falou no desrespeito às mínimas regras de segurança com imagens cuidadosamente escolhidas e nos “motoqueiros”, não se falou dos motociclistas. Inclusive o mesmo professor se furtou de responder ao questionamento da apresentadora do jornal, a jornalista Renata Vasconcellos sobre o que fazer com a massa de motos que existe em São Paulo por exemplo, como garantir a mobilidade destas motos, e a resposta foi de novo a ficalização e as multas, como se fossem as motos que causassem os congestionamentos em São Paulo. Que existem setores da imprensa contra os motociclistas e que alimentam o preconceito já é fato consumado e que o próprio reporter em questão faz parte destes grupos e se furta a um diálogo conosco também o é, mas um professor de uma renomada instituição se prestar a um papel ridículo como o que foi apresentado é de doer na alma. Parece que no Brasil só se trata o efeito, a causa, que é a absoluta ignorância que impera nas nossa ruas e estradas fica para segundo plano, pra quê fazer alguma coisa direito se podemos multar e arrecadar fazendo errado? Quem quizer se manifestar a respeito da reportagem pode usar o site da própria TV que abriu um link para discutir o assunto.Saudações a todos. Douglas Leite (42) -São Paulo – SP

Sobre a possível proibição do transito de motos nos corredores. Eu já me salvei de um acidente por estar no corredor. Atravesso a ponte Rio-Niterói todos os dias para ir ao trabalho, nos horários de pico o trânsito geralmente é lento e pára várias vezes. Certo dia o trânsito andou um pouco e logo depois parou, nesse momento eu entrei no corredor em velocidade baixa, e logo em seguida “a um carro de distância” uma Van colidiu na traseira de um carro. Se esta lei existisse eu teria parado atrás desse carro que foi atingido pela Van, teria sido prensado entre os veículos e, provavelmente, teria ido para os noticiários como “Acidente com Motociclista causa engarrafamento na Ponte”. Corredor além de agilidade é questão de segurança ! Edvaldo Artmann (28) Niterói – RJ

A alternativa que nos foi oferecida há algum tempo foi a de limitarmos a velocidade das motos a 30km/h, no máximo, quando estivéssemos circulando entre os carros parados. Agora teremos velocidade ZERO! Culpa de muitos apressadinhos que acham que a moto é rápida por que é veloz e não porque é ágil que pode estar sempre em movimento independente dos engarrafamentos). Neste mesmo site o Tite mostrou que o tempo que se ganha pilotando-se perigosamente numa moto não compensa o risco de se machucar (ou de termos nossa liberdade cassada). Hoje ainda podemos estimar o tempo mais longo entre X e Y dividindo a distância por 30km/h. No futuro próximo esse tempo será imprevisível, pois moto=carro. A nova lei nos colocará em um posição perigosa. Quando se diz que “o motociclista deverá observar a distância lateral de 1,5 metro dos carros em circulação” como o policial irá julgar se foi o motociclista ou o motorista que se posicionou assim? A lei irá nos obrigar a, praticamente, andar atrás dos carros, uma situação em que a visibilidade é baixa – principalmente quando os vidros são escuros. A informação de que “apenas 23% das vítimas atuava na atividade de entregas rápidas” não ajuda em nada. Primeiro porque 23%, e mesmo 14%, são números altos se comparados à quantidade de profissionais nesta atividade. Segundo porque os que sobrevivem estão fazendo escola, estão ensinando aos que iniciam como não se deve pilotar uma moto. Alexandre M. Pope (58), Rio de Janeiro – RJ