Quero ser big!

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Em 2010, a Dafra motos quer vender 400 mil motos e conquistar 10% do segmento de duas rodas

A mais nova marca de motocicletas do mercado – a Dafra Motos – abriu as portas de sua linha de montagem em Manaus (AM). Em m‚dio prazo, os planos da empresa sÆo ambiciosos: vender em 2012 mais de 400 mil unidades e dominar 10% do segmento moto at‚ 250 cmü. Expertise para esta opera‡Æo o Grupo Itavema tem de sobra, j  que atuam em v rios segmentos, principalmente gestÆo e log¡stica, al‚m de ind£stria pl stica, servi‡os e distribui‡Æo de autom¢veis. Enfim, a montadora come‡a como um gigante: infra-estrutura moderna, distribui‡Æo dos produtos em rede nacional e um plano de comunica‡Æo eficaz, que far  da Dafra uma marca nacional forte.

S¢ para se ter uma id‚ia do poderio do grupo empresarial at‚ o final deste ano serÆo 230 pontos de vendas. Al‚m disso, serÆo investidos R$ 25 milhäes em publicidade. “Ind£stria nÆo ‚ novidade para a gente. Por isso estamos utilizando a experiˆncia de mais de 30 anos para termos um crescimento cont¡nuo e sustent vel”, afirma Creso Franco, presidente da Dafra Motos.

O mais impressionante ‚ chegar … f brica da Dafra, que iniciou suas opera‡äes em dezembro, e j  ver obras de amplia‡Æo. O novo galpÆo receber  estamparia, soldagem, cabine de pintura e um laborat¢rio para an lise de emissÆo de poluentes, que, sozinho, consumiu um investimento de R$ 5 milhäes. “Hoje, em Manaus, duas montadoras tˆm este tipo de laborat¢rio. O da Dafra ser  o mais moderno da Am‚rica Latina e nos dar  mais agilidade para a homologa‡Æo de novos produtos”, explica Franco.

Quero ser big!Este novo neg¢cio est  sendo encarado com muita seriedade por parte dos executivos do grupo. Os resultados virÆo a m‚dio-longo prazo, j  que a diretoria da Dafra acredita que o mercado de duas rodas duplicar  em pouco tempo. E pelo andar da carruagem eles estÆo certos em suas previsäes. Al‚m disso, o neg¢cio j  come‡ou grande e muito bem estruturado. Investimento de R$ 100 milhäes, dos quais 75% foram para a planta fabril, que fica em um terreno de 100 mil metros quadrados. Hoje sÆo mais de 15 mil metros quadrados de  rea constru¡da que abriga 310 funcion rios diretos.

Sem medo de mostrar suas instala‡äes, a Dafra abriu suas portas para cerca de 50 jornalistas vindos de Norte a Sul do pa¡s. Uma atitude de tirar o chap‚u, j  que outras marcas com v rios anos de P¢lo Industrial nÆo convidam os meios de comunica‡Æo para visitas monitoradas em suas f bricas. A nova montadora optou por uma nova forma e filosofia de montagem de suas motocicleta “Made in China”. Em vez de simplesmente montar as motos, a Dafra traz lotes de pe‡as e faz a montagem item por item. O motor, por exemplo, chega completamente desmontado. H  uma linha de montagem espec¡fica para este quebra cabe‡a que se chama propulsor. A carca‡a ‚ lavada, recebe n£mero de s‚rie e, em seguida, recebe o outro componente. No fim da linha, todos os motores sÆo testados (dinam“metro).

Hoje, na linha de montagem principal, sÆo montadas 15 motos por hora. Parece pouco, por‚m o controle de qualidade do produto ‚ acima da m‚dia. Com o modelo totalmente finalizado, a moto passa por novos testes (sistema el‚trico e motor). Em fevereiro serÆo produzidas 250 motos. J  em mar‡o serÆo 310. A Dafra quer fechar o ano com 60 mil motos fabricadas. No ano seguinte, 90 mil unidades. Para isso, flexibiliza‡Æo de fornecedores, ¡ndice de nacionaliza‡Æo progressivo, p¢s-venda eficiente e distribui‡Æo de pe‡as de reposi‡Æo sÆo fundamentais para o nova modalidade de neg¢cio do Grupo Itavema. “Teremos um produto globalizado, sempre pensando no consumidor brasileiro que quer um ve¡culo para o transporte e lazer”, afirma o presidente da Dafra.

Em Manaus foram apresentadas e realizadas as primeiras impressäes dos quatro modelos Dafra. Com bom n¡vel de acabamento, o destaque da linha foi a Kansas 150 (R$ 5.590,00), uma autˆntica custom de motor de baixa cilindrada e linhas cl ssicas. Com baixo centro de gravidade, leve e f cil de pilotar, a motinho ser  uma boa op‡Æo para quem quer se diferenciar na multidÆo. Outro modelo que causou boa impressÆo foi a Super 100 (R$ 3.290,00), modelo street de estilo retr“ que ser  concorrente direta da Sundown Hunter 100 e Honda Pop 100. Para completar o mix, a Speed 150, encorpado modelo street que dever  representar 40% das vendas da Dafra nesse ano, chegar  ao consumidor final com pre‡o de R$ 4.990,00. Para um p£blico mais elitizado, o scooter Laser 150, que tem pre‡o sugerido de R$ 5.990,00.

A montadora tem acordos de longo prazo com trˆs fornecedores asi ticos – Loncin, Lifan e Zongshen – que estÆo entre os maiores fabricantes mundiais de motocicletas. A montagem das motos Dafra segue o que est  estabelecido no processo produtivo b sico (PPB). Do modelo que foi montado e testado ao longo de 2007, a Speed 150 teve 70% de seu projeto alterado, entre suspensäes, componentes do motor, tanque, painel e balan‡a. Isso s¢ foi poss¡vel pelo trabalho dos 20 t‚cnicos brasileiros que estÆo na China que barram as pe‡as de baixa qualidade em sua origem. Claro que os produtos da Dafra ainda precisam de alguns ajustes. Por‚m, estas mudan‡as acontecerÆo de forma bastante  gil, sempre para atender as necessidades do mercado consumidor que quer um produto com qualidade e pre‡o competitivo.

Para o governador do Amazonas, o motociclista-aposentado Eduardo Braga, “o movimento que as empresas estÆo fazendo para buscar novos mercados ‚ praticamente o mesmo que os japoneses fizeram h  mais de 30 anos”. Segundo Braga, h  no P¢lo Industrial de Manaus (PIM) ind£strias de motocicletas e mais quatro em fase de implanta‡Æo. Hoje, a Honda ‚ a maior empresa da Zona Franca (receita e empregos) e a previsÆo ‚ que a produ‡Æo dˆ um salto para 4 milhäes de motocicletas em 2012.

A Dafra promete para 2009 uma leve reestiliza‡Æo dos produtos – e ado‡Æo do sistema de inje‡Æo eletr“nica – PROMOT 3. J  em 2010, a montadora promete produtos completamente novos com o layout assinado por renomados designers europeus. “SerÆo feitas pelos mesmos homens que desenharam as motos mais desejadas do mundo”, antecipa Creso Franco.