Rally Dakar – Para garantir segurança, rota do rali é alterada

Governo do Mali recomenda que rali evite Timbuctu e organiza‡Æo acata

Os pilotos do Rally Dakar nÆo passarÆo mais pelas mesquitas seculares de Timbuctu, no Mali. Foi o pr¢prio Minist‚rio das Rela‡äes Internacionais do pa¡s africano que recomendou … organiza‡Æo da prova que cancelasse a 10¦ (16/01) e a 11¦ (17/01) etapas, por nÆo poder garantir a seguran‡a de competidores, organiza‡Æo e espectadores.

A d‚cima etapa seria entre Nema, na Mauritƒnia, e Timbuctu (Mali). A d‚cima primeira seria um retorno a Nema, mas por outro caminho. Com a altera‡Æo, a 10¦ etapa virou um trajeto “looping” Nema-Nema, apenas pela Mauritƒnia. E a 11¦ ser  um deslocamento de Nema at‚ Ayoun-el-Atrous, na Mauritƒnia. De Ayoun, no dia seguinte, um deslocamento at‚ Kaynes, no Mali, recoloca o rali em seu roteiro original.

Outra mudan‡a ‚ no circuito do La go Rosa, no encerramento da competi‡Æo, em Dakar. Antes prevista para ser apenas uma festa de encerramento e de premia‡Æo, agora o £ltimo dia contar  com uma especial de 16 quil“metros. Em rela‡Æo … quilometragem total dessa edi‡Æo do rali, a altera‡Æo ser  m¡nima –de 8.696 para 8.708 quil“metros.

Em novembro o jornal francˆs Le Monde havia noticiado que o servi‡o secreto francˆs alertara a organiza‡Æo do Rally Dakar sobre amea‡as terroristas no Mali. O temor era quanto ao seqestro de pilotos ou de elementos da pr¢pria organiza‡Æo. As suspeitas reca¡am sobre o Grupo Salafista para a Predica‡Æo e Combate (GSPC) que, segundo o servi‡o secreto francˆs, uniu-se recentemente … Al-Qaeda. Ainda segundo o Le Monde, o GSPC ‚ herdeiro do Grupo Armado Islƒmico (GIA), e tem entre 500 e 800 ativistas.

Em 2004 a organiza‡Æo do rali j  havia cancelado etapas na reg iÆo. “Naquela ‚poca os organizadores tamb‚m foram alertados pelos servi‡os secretos franceses”, comentou o piloto Klever Kolberg. “Infelizmente, nÆo ‚ a primeira vez que o rali ‚ alvo de grupos assim, que usam a prova como trampolim para divulgar suas causas. J  sofremos v rias amea‡as e, em 1991, um co-piloto de um caminhÆo foi assassinado”, lembrou Andr‚ Azevedo, piloto do caminhÆo da equipe Petrobras Lubrax.