Foto: Isso ‚ um cƒmbio aberto (ecah)

Relação de câmbio (parte 1)

Foto: Isso ‚ um cƒmbio aberto (ecah)

Foto: Isso ‚ um cƒmbio aberto (ecah)

Acompanhe o relato t‚cnico e bem humorado sobre o cƒmbio; se algu‚m entender, por favor me explique!. Esse texto foi escrito originalmente pelo Renato Gaeta, meu professor de mecƒnica de motos, e foi devidamente “traduzido” por mim.

Para que possamos levar a potˆncia do motor para a roda, vamos precisar de um conjunto de engrenagens, que com seus variados diƒmetros, nos darÆo a possibilidade de ajustar o n£mero de rota‡äes do motor com as condi‡äes das estradas e com a velocidade desejada.

Para conseguirmos tudo vamos necessitar de alguns componentes, que nos darÆo a condi‡Æo de aproveitar toda a potˆncia e o torque que o motor da nossa moto possui. Estes componentes terÆo nomes de acordo com sua utiliza‡Æo, como a transmissÆo ou redu‡Æo prim ria, que ir  levar a for‡a do motor para o cƒmbio. O cƒmbio, como o pr¢prio nome diz, significa mudan‡a.  na caixa de cƒmbio, que por estar equipada com uma s‚rie de engrenagens dentadas que se engrenam entre si, com diƒmetros variados, que mudaremos a velocidade de acordo com a necessidade.

Tudo isto fica dentro do conjunto motor-cƒmbio, que fica longe da roda traseira. Para levar a for‡a do motor at‚ ela, usaremos a rela‡Æo secund ria, composta pelo pinhÆo (colocado no eixo do cƒmbio), da corrente (que liga o pinhÆo … roda), e da coroa que fica instalada na roda.
Al‚m dos dois tipos de rela‡Æo, e da caixa de mudan‡as, nossa moto est  equipada com mais um componente chamado embreagem, e que serve para ligar e desligar total ou parcialmente o motor do cƒmbio. Mas para nÆo complicar vamos conhecer os equipamentos por partes.

TRANSMISSÇO OU REDU€ÇO PRIMµRIA –  ela que ajusta inicialmente o grande n£mero de rota‡äes do motor, pois, mesmo em marcha lenta, ele vira a mais de 1.000 rota‡äes por minuto, ou seja, muita rota‡Æo e pouca for‡a. Para mudar este quadro, coloca-se no eixo do virabrequim uma engrenagem de pequeno diƒmetro. Ligada a esta – por‚m no eixo de cƒmbio – teremos uma engrenagem de grande diƒmetro, normalmente de 4 a 5 vezes maior que a engrenagem pequena.

Para que possamos entender melhor as engrenagens, vamos entender que elas possuem nome e sobrenome, al‚m de caracter¡sticas de enviar for‡a ou receber for‡a. Se uma engrenagem envia for‡a a uma outra, ela ‚ chamada de motora, condutora ou motriz. Se ela recebe for‡a ‚ chamada de movida ou conduzida.

Toda engrenagem motora estar  em primeiro plano em rela‡Æo a uma engrenagem movida, que estaria em segundo plano. Sendo assim, teremos as engrenagens prim rias e secund rias, ou seja, j  teremos dado os nomes a elas. Como exemplo, podemos usar a engrenagem de transmissÆo prim ria que fica na ponta do virabrequim. Ela ‚ motora, e tamb‚m ‚ a prim ria (nome) da transmissÆo prim ria (sobrenome), ao passo que a engrenagem maior, instalada no eixo do cƒmbio, e que receber  a for‡a ser  movida, al‚m de ser a engrenagem secund ria da transmissÆo prim ria. A finalidade dessa transmissÆo ‚ a redu‡Æo dupla, pois al‚m de levar a for‡a do motor ao cƒmbio ir  aumentar a for‡a transmitida, ao mesmo tempo que diminui o n£mero de rota‡äes.

Os motores modernos possuem cada vez mais potˆncia, por‚m em mais altas rota‡äes. Sendo assim existe a necessidade de abaixarmos o n£mero de rota‡äes para que possamos aproveitar melhor esta potˆncia. Estas engrenagens poderÆo ser de dentes retos como nos motores 4 tempos, ou inclinados, com dentes chamados helicoidais, que aumentam a  rea de contato para a mesma largura das engrenagens, que sÆo utilizadas em motores de 2 tempos ou de grande potˆncia.

EMBREAGEM – Na engrenagem secund ria da transmissÆo prim ria fica instalada a embreagem, que funciona atrav‚s de discos de fric‡Æo, que sÆo revestidos por um material resistente ao atrito (como corti‡a), e por discos separadores ou placas de pressÆo. Para que o sistema funcione, utiliza.se um suporte para os discos de fibra, que ‚ chamado campana externa, pois os discos de fric‡Æo ficam dentro da mesma.

Esta campana ‚ fixada diretamente … engrenagem, que gira livre no eixo prim rio do cƒmbio. Na parte interna da engrenagem est  o eixo do cƒmbio.  nele que fica instalada a campana interna, que possui ao seu redor os discos de ferro. Os discos de fibra e os de a‡o sÆo montados de forma intercalada, sendo que um conjunto de molas os une firmemente. Sendo assim a potˆncia do motor passa atrav‚s da embreagem indo para o cƒmbio.

Quando acionamos o manete da embreagem, neutralizamos a pressÆo das molas, desligando o sistema. Normalmente o desgaste ‚ maior nos discos de fibra, que nÆo poderÆo estar desgastados al‚m de um limite determinado pelo fabricante. J  os discos de a‡o nÆo poderÆo estar empenados ou queimados, quando entÆo deverÆo ser substitu¡dos.

As molas tamb‚m sofrem de fadiga, sendo que quando estivermos fazendo uma verifica‡Æo no sistema deveremos inspecionar o comprimento das molas, que devem ser igual para todas. Al‚m do limite de comprimento determinado para seu uso ‚ importante o aperto correto dos parafusos de fixa‡Æo das molas. Quando regularmos o cabo da embreagem deveremos deix -lo sempre com uma pequena folga, a fim de evitar que os discos da embreagem fiquem em atrito constante e se queimem.