Foto: eu fazendo curso no CETH Honda. Foto - Caio Matos

Repercussões Harley Davidson, Proibição das motos abaixo de 250cc, Proibição do Tráfego nas Marginais e Avenida 23 de Maio – resposta a Prefeitura Municipal de São Paulo

Foto: eu fazendo curso no CETH Honda. Foto - Caio Matos

Foto: eu fazendo curso no CETH Honda. Foto - Caio Matos

André Garcia, parabéns pela matéria sobre o Grupo Izzo, contanto, na mesma você cita um link do TJ, mas o mesmo não cai diretamente no processo e é de dficil pesquisa…Abraços! Policarpo Jr (37), São Paulo – SP.

R: Fórum origem: Fórum Central João Mendes Jr; clicar em autor e colocar o nome Harley Davidson; tipo de pesquisa fonética: aleatório; transcrever as letras de segurança e clicar em pesquisar.

Aparece dois processos que pode ser clicado qualquer um dos dois.


André Garcia Ref: Editorial: 12/03/2010 – Projeto de Lei Proíbe motocicletas com menos de 250cc… Gostei dos detalhes que escreveu sobre este projeto de lei,adicionando seus conhecimentos de motos. Minha dúvida é com relação ao direito de ir e vir que menciona. Até onde entendo este direito não é ferido, uma vez que não há uma proibição de locomoção do indivíduo. Se trata de uma restrição, não uma proibição, já que o indivíduo pode usar de qualquer outro meio de transporte para ir e vir. Valter Friedrich (26)SBCampo – SP

Foto: Motociclista sem educação. Foto - Claudinei Cordiolli

Foto: Motociclista sem educação. Foto - Claudinei Cordiolli

R: Valter não mencionei nada quanto ao direito de ir e vir na referida matéria. No entanto, a partir do momento que há restrição de locomover-se com uma motocicleta sem o Estado dar a contrapartida de transporte coletivo barato e de qualidade, o direito não está sendo exercido na sua amplitude.


Hoje, 2010-03-17, foi noticiado na primeira página da Folha de S. Paulo que a prefeitura proibirá, nos próximos dias, a circulação de motocicletas na Av. 23 de Maio, entre Detran e Vale do Anhangabaú; também nas vias expressas das Marginais. Precisamos nos mobilizar para evitar mais este absurdo. Como simples motociclista, conto com o apoio e a liderança de vocês contra mais este ataque (porque de fato o é) à liberdade dos motociclistas, calcado novamente em preconceitos e não na busca da verdadeira solução dos problemas. Aguardo sua manifestação. Um Grande Abraço, Everaldo de N. Peixoto (43) São Paulo – SP

R: Everaldo vivemos um momento onde os políticos, gestores e administradores públicos buscam alternativas mágicas que gere menos trabalho e gasto.

É mais fácil proibir do que educar. Quando o Secretário Alexandre Moraes afirma que a Marg. Tietê não poderá circular motocicleta, porque haverá onze faixas e para evitar que o motociclista atravesse as onze faixas para sair da via, demonstra a má vontade da administração pública com a educação. Se você, eu e centenas de motociclista não faremos essa loucura em mudar onze faixas de uma só vez, porque sabemos pilotar, temos educação, me parece óbvio que cabe a CET/SP junto com a Prefeitura Municipal de São Paulo iniciativa para educar esses motoboys e motociclistas que não tem noção em trafegar nas vias da cidade. Por outro lado, será que ele quer dizer que veículos 4 rodas podem fazer essa manobra? Interessante que são essa manobras dos veículos 4 ou mais rodas que causam acidentes com motocicleta.

Permitir o tráfego de motocicletas só na pista local, escreva que eu assino: será um verdadeiro strike todos os dias com motocicletas, quando carros, ônibus e caminhões acessarem a pista local da Marg. Tiête.

A criação de faixa na Rua Vergueiro e a proibição de trafegar na Av. 23 de Maio é outra debilidade da administração pública, já que, na realidade, só será alterado o local dos acidentes.

Todos sabem que a Prefeitura Municipal de São Paulo, por meio de sua Secretária Municipal de Transportes há alguns anos atrás criou mais uma faixa na Avenida 23 de maio, incentivando o uso do veículo 4 rodas, e estreitando todas as demais e está ai o motivo dos acidentes com motocicletas.

A Prefeitura Municipal de São Paulo infelizmente tem uma visão equivocada, todavia, vê a motocicleta como problema e como poluidora do meio ambiente e não como solução e um meio de transporte justo. Justo é uma única pessoa numa SUV que faz 5 Km/l, tem dimensões enormes e colabora em travar o trânsito.

No entanto não sabe que com o PROMOT 3 em vigência, hoje motocicleta polui menos do que um veículo 4 rodas. Só para você ter uma idéia, minha motocicleta que é um 4 cilindros com 600cc na inspeção veicular teve índice 0% de COc, de 29 HCc (com máximo de 2000) e 1,06 fator de diluição (com 2,50 como máxima).

Já meu carro teve 0% de COc com máxima de 1%, Diluição de 15,0 com máxima de 6% e HC 6 com máxima de 700.

No entanto meu carro faz 10Km/l na cidade e minha motocicleta faz 17,5 Km/l, ambos gasolina, deve ser muito difícil chegar a conclusão de qual polui menos, não é mesmo? Quem roda mais com menos combustível? Na minha casa carro só sai da garagem com mais de 2 ocupantes. Eu e minha esposa usamos motocicleta todos os dias. Carro só para buscar as crianças na escola, quando apenas 1 filho vai para a escola, vai de motocicleta. Todos tem equipamento de segurança e não é só capacete.

O problema está no fato de que a administração pública não consulta um especialista. Há vários pseudo-especialistas de trânsito dando entrevistas, todavia, é um engodo o sujeito se autodenominar especialista se ele nunca pilotou uma motocicleta: não conhece a dinâmica, não tem visão, não sabe o que está falando, não sabe nem como funciona a motocicleta, não sabem o elementar: por exemplo o motociclista não tem visão se ficar atrás de SUV, daí a necessidade do corredor. De outro lado corredor não é lugar para altas velocidades, isso só será combatido com educação e não com proibição. Se corredor for proibido aumentará a arrecadação de multas, que é o desejo da administração pública e aumentará o índice de mortos nos acidentes com motocicleta. Afinal de contas, ande ocupando o lugar de um carro e verá pelo retrovisor alguém motorizado quase lhe atropelando.

Quanto a mobilização: passou da hora de aprendermos a votar.