O casal e a Walkiria

Rumo a Punta Del’Este

Texto e Fotos de Victor Martini / Bauru(SP)

O casal e a Walkiria

O casal e a Walkiria

No feriado de 12 de outubro de 2012 partimos para uma viagem inesquecível de 15 dias, saindo de Bauru, no interior de São Paulo, rumo a Punta Del’Este, no Uruguai. Fomos eu e minha esposa na Walkiria, minha Yamaha DragStar 650, e meus sogros em uma Suzuki Boulevard 800.

Atravessamos o estado do Parana no primeiro dia de viagem, chegando em Santa Cecilia já em Santa Catarina. As paisagens lindas do estado ficaram embaçadas com muita chuva e frio. Como resultado, tivemos que ficar boa parte da noite passando um secador de cabelos nas roupas para seca-las para o outro dia.

Victor e a esposa em Gramado (RS)

Victor e a esposa em Gramado (RS)

No segundo dia descemos rumo a Gramado (RS) por uma estrada que corta a serra e repleta de curvas que até daria para colocar a mão no chão. De fato um caminho sensacional até aquela bela cidade da serra gaúcha. Aproveitamos a cidade por 2 noites, comendo bem e da melhor comida, conhecendo algumas atrações locais, como o Festival de Cinema e o Museu Harley-Davidson Motor Show, que é uma parada obrigatória para nós motociclistas.

Após Gramado, fomos até a fronteira do Brasil com o Uruguai, em Jaguarão (RS), para arrumar a documentação. Esta é uma cidade muito escura e já não parecia mais o Brasil que estamos acostumados. No quinto dia saímos de Jaguarão e fomos já ansiosos para chegar em Punta Del’Este no sul do Uruguai. Logo na primeira parada já não entendiamos nada que as pessoas diziam, pois nenhum de nós sabia espanhol. Mas conseguimos abastecer e beber uma coca-cola da industria Uruguaia.

Um registro do Museu Harley-Davidson também em Gramado (RS)

Um registro do Museu Harley-Davidson também em Gramado (RS)

A paisagem predominante era de terras planas com enormes gramados, gado, ovelhas, cidades pequenas, casas parecidas e distantes umas das outras. Foi assim até a chegada a Maldonado. Em Maldonado paramos para pedir informação em um ponto de táxi e, para nosso espanto, o taxista uruguaio já havia trabalhado em Pirajui, uma cidade vizinha a Bauru.

Chegamos a Punta. Vários prédios altíssimos, com fachadas lindas e modernas e os bairros com casas lindas, todas sem muros e com nomes, como se fossem da família. Após conhecer o litoral e também o centro da cidade, decidimos alugar um carro e ir até a capital, Montevideo. Outra linda cidade, com grandes prédios residenciais e praças com museus e palácios históricos. Lá conheci o Estádio Centenário, onde aconteceu a Primeira Copa do Mundo.

Entrada no Uruguai: emoção

Entrada no Uruguai: emoção

Após cinco noites nas terras uruguaias, voltamos para o Brasil. Uma parada no Chuy para compras e para comer um churrasco brasileiro. Realmente é apenas um canteiro central de uma avenida que separa os dois países. Programamos um ponto de parada na cidade de Rio Grande (RS), próximo à Lagoa dos Patos, onde ficamos por 2 noites para dar um passeio pela Praia do Cassino e fazer a travessia de balsa para São Jose do Norte (RS). A travessia acabou não acontecendo pois aconteceu um ciclone extra tropical, com ventos de 120 km/h.

Pausa pra (boa) comida e bebida que ninguém é de ferro

Pausa pra (boa) comida e bebida que ninguém é de ferro

Demos a volta na lagoa passando por Pelotas (RS) e rodamos bem devagar com as motos inclinadas devido aos ventos. Essa foi realmente uma experiencia bem interessante. Chegamos em Osório, pouco acima de Porto Alegre, mas um pouco antes da parada desejada, que era Torres. Osório possui a maior “plantação de cataventos” da America Latina. Muito bonito de ver aqueles “ventiladores” gigantes em volta da lagoa, produzindo energia de forma limpa.

O começo da volta: saudades

O começo da volta: saudades

Foi em Osório que aconteceu o que ninguém queria. A Walkiria teve uma pane elétrica faltando apenas 3 noites para o fim da viagem. Passei o dia seguinte tentando fazer o conserto para continuar a viagem, mas em conversa com o mecânico local, a moto teria que ser guinchada até Porto Alegre para uma tentativa de conserto. Com a chegada da noite e com muito desânimo, resolvi entrar em contato com a seguradora para pedir o reboque, já com o fim da viagem na cabeça.

 

Walkiria no reboque rumo a Bauru: tristeza

Walkiria no reboque rumo a Bauru: tristeza

A Walkiria voltou em um guincho até Bauru e eu e minha esposa saímos de Osório na quinta feira às 5 horas e almoçamos em casa, aqui em Bauru, apos um passeio de avião. Pois é. A viagem não foi completa, pois ainda estavam nos planos um passeio pela Serra do Rio do Rastro (SC) e Blumenal (SC) para curtir a Oktoberfest. Mas esse ano nós completaremos a viagem com certeza.

Na fila pra pegar o avião muito a contragosto

Na fila pra pegar o avião muito a contragosto