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Saietta – A moto elétrica que nasceu para as cidades

É verdade que a população mundial está consciente da armadilha do modelo energético atual. Baseado quase que exclusivamente na queima do petróleo, o futuro não é muito promissor. Para os sistemas de transpoerte, há opções de uso de energia limpa, sem emissão de carbono, mas as pessoas ainda não estão dispostas a trocar o sistema de propulsão do motor a combustão interna pelo motor elétrico.

Saietta - Essa moto resulta de pesquisas intensas no dimensionamento dos requisitos necessários ao melhor desempenho

Saietta - Essa moto elétrica resulta de pesquisas intensas no dimensionamento dos requisitos necessários ao melhor desempenho

A propulsão da maioria dos veículos faz uso de um sistema complicado e que apenas nos últimos anos foi possível o desenvolvimento de uma tecnologia que administrasse toda complexidade do funcionamento de um motor a combustão interna (ciclo otto). Apenas porque seus problemas são tantos que acabaram por fazer com que o mundo inteiro se preocupasse em regulamentar a fabricação de veículos para tentar retardar o processo, uniformizando as soluções.

Dos quatro ciclos do motor quatro tempos, apenas o terceiro tempo produz energia, nos outros três ela é consumida

Dos quatro ciclos do motor quatro tempos, apenas o terceiro tempo produz energia, nos outros três ela é consumida

Primeiro há que se preparar uma mistura combustível, ar e algum composto de hidrogênio que seja capaz de liberar boa quantidade de energia, na forma de uma explosão. Porém, para essa explosão acontecer de forma controlada é necessário comprimir essa mistura e eventualmente disparar a combustão no momento adequado para a liberação da energia. Mais complicações advêm da necessidade de controlar a dinâmica de todo sistema, como o fato de que ele precisa ter sempre uma reserva de energia em forma de movimento para passar pelos ciclos mecânicos que não geram energia, mas apenas consomem. Por isso é que precisam de uma partida – Elétrica. Confira: admissão do gás combustível, compressão da mistura e após a expansão do gás que resulta no ciclo que produz energia, ainda é necessário expelir a mistura queimada para a atmosfera. Mas antes de jogar fora esse lixo, é preciso adequá-lo para prejudicar o mínimo possível o meio ambiente.

Catalisador melhora a qualidade dos gases expelidos mas consome energia do motor a explosão

Catalisador melhora a qualidade dos gases expelidos mas consome energia do motor a explosão

Ele passa por uma grade de metal especial para catalisar a reação química ainda incompleta. Parece complicado e na verdade é. Por isso os fabricantes ainda fazem investimentos formidáveis em pesquisa para desenvolver toda essa tecnologia.

Durante a carga, os íons de lítio migram pelo eletrólito do eletrodo positivo para o negativo, aderindo ao carbono. Na descarga, os íons de lítio saem do eletrodo de carbono e voltam ao eletrodo de lítio-cobalto

Durante a carga, os íons de lítio migram pelo eletrólito do eletrodo positivo (catodo) para o negativo (anodo), aderindo ao carbono. Na descarga, os íons de lítio saem do eletrodo de carbono e voltam ao eletrodo de lítio-cobalto

O veículo elétrico sempre foi deixado para trás por causa do baixo preço do combustível fóssil e da grande complicação em se acumular a energia elétrica de forma eficiente. Quase sempre a quantidade de energia tem sido proporcional ao peso que o veículo tem que carregar, gerando problemas de desempenho. Até que foi inventada a bateria de ions de lítio.

Esse tipo de bateria concentra muito mais energia em relação ao seu peso e é capaz de fornecer alta corrente para propulsão de motores elétricos de alta potência. Hoje, esse tipo de bateria já está presente em várias opções de automóveis e motocicletas a preço competitivo. Mas ainda cabe muito desenvolvimento para resolver problemas de excesso de custo, peso e autonomia.

No motor elétrico há propulsão em toda volta do eixo

No motor elétrico há propulsão em toda volta do eixo

Para a fábrica britânica Agility, esse problema recebeu uma abordagem científica para produzir a moto elétrica Saietta. Essa moto é resultado de 70.000 horas de desenvolvimento e pesquisa, que procurou adequar as qualidades, dimensões e requisitos necessários das baterias, potência do motor, autonomia e maneabilidade para definir o projeto. Tudo de forma coerente para maximizar as qualidades e reduzir os problemas, adequando um design musculoso e chamativo.

Feita para o uso nas cidades, para ir e voltar do trabalho, pequenos percursos circulares ela tem uma construção que mistura tecnologia dos carros de formula 1 – Estrutura monocoque feita em compósito com tubos de aço em treliça, bastante utilizado hoje em dia nas motocicletas.

A construção do chassi permite um controle dinâmico de sua geometria de forma a otimisar a agilidade.

Desenho arrojado na proposta radical de um veículo integrado ao meio ambiente

Desenho arrojado na proposta radical de um veículo integrado ao meio ambiente

Também é possível programar a curva de potência do motor para maior performance em detrimento de autonomia, ou maior autonomia em detrimento da performance. Depende do tipo de uso que se deseja. Mais esportivo ou mais econômico, para percursos mais longos.

Se no transporte público ainda se usa óleo diesel para mover os ônibus, (mandaram os elétricos para sucata em São Paulo) uma proposta como essa para o transporte individual se torna interessante. Na inglaterra e em outros paises os veículos elétricos são isentos de impostos para circularem, mas no Brasil isso nos parece utopia, ou não? quem sabe.