Secretaria estadual dos Transportes calcula uma queda de 36% no índice de vítimas feridas no feriado de Corpus Christi deste ano

Secretaria estadual dos Transportes calcula uma queda de 36% no índice de vítimas feridas no feriado de Corpus Christi deste ano

Secretaria estadual dos Transportes calcula uma queda de 36% no índice de vítimas feridas no feriado de Corpus Christi deste ano

O índice de acidentes nas estradas paulistas, cálculo feito em cima dos números de acidentes, veículos em circulação e período, caiu 20% neste feriado de Corpus Christi em comparação ao feriado do ano anterior. O índice de acidentes IA) do último feriado foi de 0,8, contra 1,0 em 2008.

O índice de vítimas fatais, nos 22 mil km de estradas estaduais, registrou uma diminuição de 4,4, para 4,2, de uma operação para outra, uma queda de 4%. O índice de vítimas feridas diminuiu de 58,6 para 37,2, de um ano para o outro, uma queda de 36%.

Para esclarecer melhor, o índice de acidentes (IA) não é o número absoluto de acidentes nas estradas. Ele é calculado levando-se em consideração, além dos dados quantitativos, a extensão das rodovias, o volume diário médio de veículos (VDM) nas estradas e o período analisado. Essa metodologia, que começou a ser discutida no Brasil na década de 1970, é necessária para que haja uma comparação tecnicamente correta, já que há vários fatores que determinam se o final de semana foi mais ou menos violento, afinal o fluxo de veículos varia, por exemplo.

Apenas a título de informação, neste feriado, em números absolutos: foram 1168 acidentes, 60 mortos e 533 feridos.

Reforço nos recursos operacionais e fiscalização mais rigorosa. Várias medidas para manter as estradas seguras foram realizadas pelo DER,
Polícia Rodoviária Estadual, Dersa e concessionárias na chamada Operação Corpus Christi. O esforço mútuo do Departamento de Estradas de Rodagem – DER, Dersa Desenvolvimento Rodoviário, de treze concessionárias de estradas, que envolveu 2.200 profissionais, além de 4 mil homens do
Policiamento Rodoviário, órgão especializado da Polícia Militar do Estado, foi primordial para o sucesso da Operação. Esses tiveram ainda o apoio de outros órgãos da Polícia Militar, incluindo as unidades de policiamento de área da região de São José dos Campos e de Santos, os Comandos de Policiamento da Capital e Metropolitano, o 1º Batalhão de Polícia de Choque (ROTA – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), o 2º Batalhão de Polícia de Choque e o Grupamento de Radiopatrulha Aérea e batalhões que atuam nas cidades às margens das rodovias.

Em relação à fiscalização por parte dos policiais militares rodoviáriosnas estradas paulistas, houve intensificação no controle rígido de alcoolemia, de velocidade e na fiscalização de motocicletas, além de outros enfoques abrangidos durante a abordagem de veículos e motoristas.

Foram feitas 38.106 fiscalizações, tendo sido lavradas 12.991 autuações por infrações de trânsito diversas em todo o Estado, sendo apreendidos 672 veículos, 280 carteiras de habilitação e 2.297 documentos de veículos por
irregularidades. Quanto às questões de controle de alcoolemia, foram registrados 70 casos de embriaguez. Já no aspecto da prevenção e repressão criminal, foram apreendidos, também nas estradas paulistas, 4 kg de cocaína e 18 kg de maconha.

Histórico do índice
Os primeiros estudos para uma metodologia que pudesse efetivamente comparar os resultados de acidentes, baseando-se em quilômetros rodados, veículos em trânsito e acidentes, começaram em 1940 nos Estados Unidos e
Europa. Em 1956, os estados americanos de Dakota do Sul, Virgínia e Texas começaram a usar esse tipo de índice. Internacionalmente, o índice é conhecido como “Accident rate method”. Além dos Estados Unidos, outros
países como Áustria, Dinamarca, França e Alemanha adotam índices semelhantes. No Brasil, a metodologia começou a ser discutida em 1974.

Desde 2005, o Departamento de Estrada e Rodagem vem aprimorando o índice, inclusive com a ampliação e melhoramento dos equipamentos de contagem de veículos, possibilitando a divulgação precisa nos últimos anos.