SERTÕES – Edição 2005 será a mais difícil

SÆo Paulo – Os detalhes do roteiro do Rally dos Sertäes 2005 j  foram conferidos pela Dunas Race, empresa organizadora do evento e que acaba percorrer o trajeto para checar toda a log¡stica do percurso. SerÆo aproximadamente 4.500 quil“metros entre deslocamentos e trechos cronometrados (chamados de “especiais”) atravessando os estados de Goi s, Tocantins, Mato Grosso, Par  e tamb‚m o Distrito Federal durante 10 dias de disputas entre carros, motos, caminhäes e quadriciclos. A programa‡Æo oficial do Sertäes come‡a dia 28 de julho com as verifica‡äes administrativas e t‚cnicas em Goiƒnia, local da largada e da chegada, que acontecer  dia 9 de agosto.

A conferˆncia do roteiro foi feita por Marcos Erm¡rio de Moraes, presidente da Dunas, Simone Palladino, diretora-executiva da empresa e respons vel pelas filmagens a‚reas durante o rali, e tamb‚m pelos diretores de prova para carros e motos: o portuguˆs Jaime Santos e o brasileiro Adilson Kilca, al‚m dos diretores-adjuntos.  a primeira vez que todo o staff do Rally dos Sertäes participa da conferˆncia do trajeto.

Percurso mais curto
A Dunas Race chegou … conclusÆo de que ser  necess rio reduzir a quilometragem do sexto dia de rali, entre SÆo F‚lix e Natividade, interior do Tocantins. O trecho cronometrado, que teria 463 quil“metros inicialmente, foi diminu¡do em 129 quil“metros, passando para 334. “O Jaime Santos acha que no dia anterior, entre Palmas e Natividade, muitos pilotos vÆo enfrentar problemas e, para nÆo correr o risco de diminuir o grid de forma significativa, optamos por reduzir a etapa cronometrada do dia seguinte para aliviar a situa‡Æo”, afirmou Marcos Moraes.

Ali s, as duas etapas do Tocantins sÆo as maiores preocupa‡äes dos organizadores, tanto pelas distƒncias e dificuldades quanto pela localidade, que ‚ praticamente deserta. “Esse ser , com certeza, o Rally dos Sertäes mais dif¡cil de todos, e os pilotos sentirÆo bastante. Para superar as areias do Tocantins, o competidor, principalmente o de moto, precisar  estar bem preparado fisicamente. Caso contr rio ele ficar  esgotado”, disse Marcos.

A areia ‚ motivo de preocupa‡Æo para as motocicletas, principalmente com o consumo de combust¡vel. “Elas precisarÆo ter autonomia de 200 quil“metros, no m¡nimo, j  que o ponto de abastecimento estar  a uma distƒncia de 190 km. Mas ‚ preciso pensar no consumo alto provocado pela areia e tamb‚m na possibilidade de andar mais, caso algu‚m se perca. Quero chamar a aten‡Æo dos pilotos de moto para a questÆo da autonomia. Vai ter muita gente com pane seca”, acredita Marcos.

Estrat‚gia
Moraes acha que saber poupar o equipamento nas etapas do Tocantins poder  fazer muita diferen‡a no resultado final. Segundo ele, que acampou em redes no meio deste trecho durante a conferˆncia do percurso, os pilotos que tiverem problemas mecƒnicos entre Palmas e SÆo F‚lix dificilmente conseguirÆo voltar para a prova no dia seguinte. Vale ressaltar que a equipe t‚cnica do rali vai prestar socorro aos competidores com problemas mecƒnicos nos ve¡culos, mas ir  deix -los em pontos previamente definidos (trˆs ao longo do percurso). A partir dali eles terÆo que contar com a ajuda das pr¢prias equipes de apoio. “Como as equipes vÆo se revezar no trecho, trocando de posi‡Æo nestes dois dias no Tocantins, ser  imposs¡vel rebocar algu‚m ou levar a moto at‚ o acampamento”, disse Marcos Moraes. Devido …s dificuldades dos dois dias no Tocantins, os caminhäes percorrerÆo 200 quil“metros de trechos cronometrados no total, sendo 100 por dia. Depois de determinado trecho, eles usarÆo rotas alternativas at‚ a pr¢xima cidade.

As dificuldades do roteiro tamb‚m fizeram com que a organiza‡Æo, sob orienta‡Æo dos diretores de prova, nÆo fizesse mais a segunda etapa Maratona, entre Cavalcante e Padre Bernardo, em Goi s. No final deste dia as equipes de apoio nÆo poderiam trabalhar na manuten‡Æo dos ve¡culos; pilotos e navegadores fariam apenas abastecimento nos carros, motos, caminhäes e quadriciclos.

O motivo de nÆo fazer a Maratona est  na seguran‡a dos competidores. “No dia seguinte, entre Padre Bernardo e Bras¡lia, enfrentaremos uma serra bastante perigosa, sinuosa, com curvas fechadas, cascalho e abismos dos dois lados, como a crista da Serra da Canastra. Achamos melhor permitir que os mecƒnicos e equipes fizessem a manuten‡Æo completa dos ve¡culos para enfrentar este trecho. A seguran‡a ‚ a nossa prioridade”, disse Marcos, que tamb‚m j  havia optado pelo limite de velocidade no rali (150 km/h) para todos os ve¡culos