Sinceridade da Yamaha, Poluição, CTB

Sinceridade da Yamaha, Poluição, CTB

Sinceridade da Yamaha, Poluição, CTB

“obtivemos a seguinte resposta da assessoria de imprensa da Yamaha: Caro André, a novela terminou hoje”
Isso é resposta digna de uma assessoria de imprensa? Definir um caso sério como uma “novela” é, pra dizer o mínimo, uma tremenda falta de educação com o cliente da marca. Leonardo,Santos-SP

Léo não leve tanto para o lado negativo. Realmente, foi uma novela, mas não por culpa da Yamaha, mas da concessionária. Se não houvesse a intervenção eficaz da assessoria de imprensa, seria mais um caso para o Poder Judiciário resolver daqui uns 10 anos.

Uma moto pode poluir bem menos que um automóvel. Geralmente quando se afirma que uma moto polui mais que um carro está se referindo as emissões de gases como CO, hidrocarbonetos (resultado da queima incompleta da gasolina), óxidos de nitrogênio ou de enxofre (o nitrogênio vem do ar e o enxofre é uma impureza do combustível). Outro gás é o CO2, que é um dos que contribuem para o efeito estufa. Se a gasolina queimasse de modo ideal o que sairia pelo escapamento seria CO2 e água. E como não se cria ou perde matéria, o que entra tem que sair, de modo que se o consumo do veículo é baixo a emissão de CO2 é baixa. Então uma moto que faz 36km/l emite menos CO2 do que um carro que faz 12km/l (três vezes menos). Acontece que, como a queima não é perfeita parte do CO2 não se forma e no seu lugar aparecem o CO e o HC (o hidrocarboneto, a gasolina que não queimou). Para evitar que esses gases nocivos à saúde (o CO é venenoso enquanto o CO2 é asfixiante) sejam emitidos existe o catalisador. Ele facilita a combustão total (o CO é transformado em CO2 e o HC em CO2 e H2O). Por isso se diz que as motos poluem mais, porque elas (na grande maioria) não têm catalisadores. Entretanto um scooter de baixa cilindrada com catalisador deverá poluir bem menos que a maioria dos automóveis. Alexandre, Rio de Janeiro -RJ

Alexandre, infelizmentenão é verdade, mas esse cenário tende a mudar. Em 1999 as motocicletas emitiam 23,5 g/km de CO, um automóvel – que suporta até cinco passageiros – emitia 0,7 g/km de CO, com o PROMOT 2004 uma motocicleta à combustão passou a emitir 2,3 g/km de CO, enquanto um carro à gasolina faz 0,33 g/km de CO. Agora com o PROMOT 2009 cairá ainda mais, espero que, em breve, nos sintamos orgulhosos de bater no peito que moto ajuda não faz trânsito e polui menos.

Gosto muito de motos off-road pelo seu baixo peso e agilidade. Há pouco tempo tenho pensado em adaptar uma para uso “civil” urbano. Quero algo diferenciado, que não seja eportivo nem custom. O CTB determina que devo obter um novo Certificado de Registro de Veículo, devido às alteração das características originais ou mudança de categoria. É possível, nesse caso, legalizar a moto e obter RENAVAM? E se realmente puder fazer a adaptação, o peso da moto almentaria muito? Abraço. Rubens, São Paulo -SP

Ola amigos motonline! Gostaria de tirar uma duvida. Eu possuo uma scooter 50cc que esta parada a muitos anos. Gostaria de reforma-la, mas ela nunca foi emplacada e me parece que agora seria obrigatorio, correto? Voces saberiam em informar como devo proceder para emplacar uma moto nessa codicao?
Obrigado. Michael – RJ

Rubens e Miachel o RENAVAM do veículo passa a existir quando sai de fábrica, é o que determina o artigo 125 do CTB. As pessoas tem confundido RENAVAM com CRV – certificado de registro do veículo. Você faz as alterações como determina a Resolução 201/2006 do CONTRAN. Você deve pegar uma autorização, depois passá-lo por vistoria, para ter emitido o CRV. Quanto ao peso, depende do material que voe utilizará.

Lembrem-se não há razão quando se ganha uma lesão. Vai pilotar, use equipamento.