Sistema de freio à tambor

Sistema de freio à tambor

Sistema de freio à tambor

Saiba como funciona e quais os cuidados necess rios com o sistema de freio a tambor.

Conhecido por “freio … tambor” ou tamb‚m chamado de “freio de expansÆo interna”, sua aplica‡Æo em motocicleta surgiu aproximadamente na d‚cada de 20 para substituir os freios que at‚ entÆo eram derivados do sistema das bicicletas.

O baixo custo de produ‡Æo deste sistema favorece sua produ‡Æo em larga escala, sendo aplicado principalmente em motocicletas populares de baixa cilindrada (ex. 125cc) ou tamb‚m como freio traseiro em motocicletas onde sÆo menos exigidos no momento da frenagem. O freio … tambor dispersa mal o calor gerado por ele no momento da frenagem, e como conseqˆncia, h  necessidade de percorrer um espa‡o maior at‚ adequar a velocidade pretendida. Por isso sua aplica‡Æo nÆo ‚ bem aceita em motocicletas de maior cilindrada.

Quando o piloto aciona o manete (alavanca) ou o pedal de freio, ele est  aplicando uma for‡a que ser  transmitida para um eixo excˆntrico (eixo de came) atrav‚s do cabo de tra‡Æo ou de uma haste de acionamento, este eixo, por ser excˆntrico, no momento em que girar abrir  uma das extremidades das sapatas do freio. Como conseqˆncia, as lonas do freio pressionam o lado interno do cubo da roda (tambor) e a motocicleta desacelera.

Sistema de freio à tamborNa maioria dos sistemas de freio a tambor que sÆo utilizados atualmente, existem apenas um eixo excˆntrico e por isso o desgaste nas sapatas do freio se dÆo de maneira irregular. A sapata que tem o maior efeito de frenagem ‚ chamada de “sapata principal” e, obviamente, sofrer  um desgaste maior em rela‡Æo a outra sapata que ‚ chamada de “sapata de arrasto”.

Devido a sua posi‡Æo no sistema, a sapata de arrasto ‚ empurrada pela rota‡Æo do tambor impossibilitando-a de ter a mesma eficiˆncia que a sapata principal que estar  trabalhando justamente ao contr rio da rota‡Æo do tambor.

Ap¢s soltarmos o manete ou o pedal do freio, as sapatas retornaram a sua posi‡Æo original devido as molas de retorno contidas entre elas..

Verificamos que a frenagem s¢ ‚ poss¡vel devido ao atrito que ocorre entre a superf¡cie das lonas e o tambor. Este atrito gerado, naturalmente se transformar  em calor, que se for muito intenso poder  modificar as propriedades f¡sicas da sapata, fazendo com que se perca significativamente o atrito o que impossibilitar  de frear adequadamente a motocicleta, este fen“meno ‚ chamado de “fading”.

A lona de freio fica vitrificada (aparˆncia prateada e com brilho) naturalmente devido ao res¡duo (p¢) do material da lona que se desprende no momento da frenagem, este p¢, junto ao calor gerado, ‚ prensado na lona toda vez que o freio ‚ acionado, deixando a lona por sua vez vitrificada, devemos lixar a superf¡cie da lona sempre que a encontrarmos vitrificada. Quando a lona est  vitrificada, colocamos em risco o bom rendimento da frenagem.

Outro fator muito importante ‚ a espessura da lona de freio, que devemos medir para verificarmos se h  necessidade de substitu¡-la ou apenas ajustar o acionamento em caso de deficiˆncia na frenagem.

Para evitarmos o travamento do freio ap¢s uma frenagem, devemos verificar o desgaste no eixo excˆntrico e aplicar corretamente graxa para o seu correto funcionamento. Alguns motociclistas j  tiveram o seu freio a tambor travado ap¢s desacionar o pedal ou o manete, isto ocorreu provavelmente por falta de graxa no eixo excˆntrico – cuidado na aplica‡Æo em excesso da graxa que em hip¢tese alguma dever  ter contato com a lona – O desgaste neste eixo causar  uma deficiˆncia na frenagem e o risco de travamento tamb‚m.

Na maioria das motocicletas a inspe‡Æo neste sistema se faz necess ria a cada 3.000 km, ou de acordo com a recomenda‡Æo do fabricante.