Foto: Teste de alinhamento - técnica do barbante. Bitenca

Sua moto esta torta – Moto polui mais que carro –

Foto: Teste de alinhamento - técnica do barbante. Bitenca

Foto: Teste de alinhamento - técnica do barbante. Bitenca

Há cerca de dez dias, caí com minha Hunter 100 ao fazer uma curva. A moto ficou danificada do lado esquerdo, o que foi posteriormente consertado. No entanto, tenho percebido a moto meio “frouxa” ao trafegar, como se a traseira tivesse menos peso e aderência do que tinha antes. Digo isso por que, mesmo em linha reta, sinto como se a traseira da moto tivesse vida própria, escapando ou dando a impressão de que a roda traseira não está normal. Seria caso de se regular a suspensão traseira? A calibragem dos pneus também está correta: 28D/32T. Essa sensação que descrevi pode estar ligada à queda? A moto foi reparada na assistência autorizada, pois ainda está em garantia e lá afirmaram que só foi mexido na moto o que precisava ser substituído. O que devo fazer?
Daniel, 27, Campo Grande MS.

R: Daniel, faça um teste de alinhamento, veja como: Com um barbante enrole uma ponta no pneu traseiro, de forma que ele saia pela borda do pneu e estique-o até a roda dianteira, por baixo da moto, pelos dois lados.
Com esse barbante deve ser possível fazer com que ele saia paralelo com a roda traseira, tocando a borda do lado interno e da mesma forma na roda
dianteira. Pode haver uma pequena diferença decorrente da largura diferente dos pneus mas vendo pelos dos dois lados essa diferença deve ser igual. Se for diferente está identificado um desalinhamento.
Mantenha a direção bem alinhada para fazer esse teste, se houver diferença nos barbantes ela ficará levemente virada para um dos lados.
Se o barbante não conseguir medir a distância igual entre as duas rodas, retorne à oficina para o reparo correto.
Outra coisa, você não deve sentir folga nenhuma ao balançar a roda de um lado para outro, com a moto suspensa do chão. Indica uma folga nos mancais da balança ou rolamento de roda.
Se a moto for bastante rodada verifique também os amortecedores. Boa sorte

Foto: Fumaça preta - O que o motociclista respira nas cidades. Bitenca

Foto: Fumaça preta - O que o motociclista respira nas cidades. Bitenca

Bom dia, Bitenca. Muito agradecido pela resposta. Rápida e esclarecedora. Essa inspeção de suspender a moto eu já tinha feito por mais de uma vez e não deu nenhum “jogo” na parte traseira. Agora essa técnica no barbante eu ainda não conhecia. Vou testar ainda hoje e ver. Dependendo do resultado, volta pra oficina pra um alinhamento geral.
E agora, já abusando na réplica, tem alguma idéia de como “colocar” quilometragem no hodômetro dessa moto? Explico: o painel teve de ser trocado, pois ficou bem danificado com a queda e na autorizada, foi colocado um novo, indicando a quilometragem zero, mas na época do acidente, o anterior marcava exatos 799,1km. Na autorizada, foi dito que não era possível para o mecânico “colocar” a quilometragem anterior. Mas já vi em anúncios do Mercado Livre e em outros e-shops com venda de painéis para carros e motos que o comprador informa a quilometragem e o vendedor envia o produto já com a “percorrida” que havia antes. E sobre as revisões, foi dito que eu poderei mesmo fazer a 1ª delas aos 200,9, que seriam os 1000 caso o painel fosse o mesmo desde o início.
Por agora é isto, senão vou desandar a fazer listas de dúvidas e corro o risco de ser sugerido a fazer um curso de motomecânica.. Daniel.

R: Daniel, como depende de cada fabricação, se o revendedor não recomenda fazer a adição da quilometragem eu também não arriscaria.
obrigado


Boa tarde. Li na internet no site do Ministério de Minas e Energia que as motos poluem muito mais que carros. Já li a respeito e sei que não é exatamente assim, mas gostaria de saber como fica essa situação agora com o PROMOT 3. As motos fabricadas a partir de 2009 ainda poluem bastante? Obrigado. Flávio, 21, São Paulo, SP

R: Tudo é relativo Flávio. É fácil dizer que uma moto de 125 cc polui mais do que um ônibus, por exemplo, se analisarmos o aspecto emissão por centímetro cúbico, isoladamente. Se as condições do motor forem iguais certamente o de maior deslocamento (cilindrada) vai gerar um volume de gás maior. Se usarmos o parâmetro de toxicidade apenas, sem levar em conta o volume dispersado, claro que uma moto a gasolina polui mais do que um carro flex, com álcool por exemplo, mas se contarmos o tempo que os motores ficam ligados para se chagar de um lugar para o outro a coisa muda de figura também.
Na verdade temos que analisar de uma forma mais prática. Se verificarmos a quantidade de veículos multiplicado pelo volume, tempo em que permanecem ligados, aceleração e marcha utilizada e ainda quanto à toxicidade da poluição que eles emitem, etc. as motos ficam bastante para trás, pois por mais que o seu índice (em partes por milhão) isoladamente seja maior, na massa de veículos presentes nas cidades e na sua dinâmica de uso a importância desse fato fica irrelevante..
No caso de motores Diesel de caminhões e ônibus, por exemplo. Acho que a participação dessa classe de veículo no conjunto das emissões é a maior de todas, pois são motores de deslocamento enorme, na ordem de três a cinco litros de cilindrada, andam em grande quantidade na cidade e estradas e se não bem ajustados (a maioria não é) emitem uma quantidade enorme de resíduos tóxicos, como carbono, monóxido de carbono, aldeídos, dióxido de nitrogênio, dióxido sulfúrico e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. Nos resíduos sólidos do Diesel (a fumaça preta) fica de 70% a 80% de todos esses contaminantes que é sabido serem cancerígenos, muito mais que os da gasolina e álcool (fonte: Health and Safety Executive, UK).
Motores a gasolina produzem mais monóxido de carbono, dado um mesmo deslocamento, mas gera muito menos resíduos como esses.
Não me parece que os legisladores levam esse tipo de informação muito em conta, acho que é mais uma questão de oportunidade de ordem comercial, o lobby que faz com que um ou outro tipo de veículo seja alvo da inspeção veicular. Ainda nem temos no Brasil, como em muitos outros países, os incentivos fiscais para a fabricação dos veículos elétricos ou híbridos, que não emitem nenhum ou quase nada de contaminante no ar, mas isso não gera receita, muito pelo contrário. Talvez por isso não tem importância relevante. Abraços,