Superbike

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Alex Barros

Alex Barros

Apesar de a diferença ser grande, ainda é cedo para Bayliss comemorar. Ainda faltam 14 corridas (7 etapas) para o fim do campeonato, e com o vencedor de cada uma levando 25 pontos para casa é fácil perceber que as chances de alguém alcançá-lo não são tão pequenas assim, como pode parecer.

Candidatos a alcançar o líder, além de Troy Corser, temos Noriyuki Haga, pilotando uma Yamaha R1, que tem dado shows de pilotagem, mas com pouca consistência em 3° no campeonato, em 4° James Toseland, campeão em 2004, agora pilotando uma Honda CBR1000RR, com uma moto igual, em 5° no campeonato temos nosso Alex Barros, que vem sofrendo muito com o sistema de largada de sua moto. E em 6° o australiano Andrew Pitt, também pilotando uma R1. Para se ter uma noção de quanto é equilibrado o campeonato, a diferença entre o segundo e o sexto colocado é de apenas 46 pontos. Ou seja, ta tudo aberto.

Existe também uma grande batalha nos bastidores. A Ducati tem feito muita pressão sobre a FIM para mudar as regras do campeonato para permitir motores de até 1200cc para as bicilíndricas, alegando que a potência superior dos motores 1000cc quatro cilindros é injusta. Mas não é o que tem se visto nas corridas, com Bayliss e seu companheiro de equipe registrando recordes de velocidade no fim das retas. Em Monza chegaram a 319 km/h. A Ducati alega que para manter esse nível de potência em motores V2 é necessário um investimento muito alto, e que no futuro inviabilizará o fornecimento de motos para as equipes privadas que correm com as 999. As montadoras japonesas estão tentando segurar a Ducati, e em breve terão o apoio da MV Agusta (se sair da pendenga financeira que se encontra) que está desenvolvendo uma F4 Mille para entrar no campeonato em 2007, e da também italiana Aprilia que divulgou que está desenvolvendo um motor V4 para entrar no SBK em 2008.

No presente, a grande briga é entre a Klaffi Honda, do nosso Alex Barros, e a Ten Kate, de James Toseland, pelo apoio oficial da Honda (leia-se HRC) no desenvolvimento da moto. A Honda HRC saiu oficialmente do SBK após o campeonato de 2002 vencido por Colin Edwards (companheiro de Rossi na Yamaha) com sua VTR1000 SP2, hoje chamada de RC51. Desde então, a marca de Soichiro Honda, tem dado apoio moderado às equipes privadas que correm com suas motos, com um pouco mais de atenção à Ten Kate por causa de seus resultados no mundial de supersport. Eis aí a grande questão, ambas as equipes pleiteiam por apoio exclusivo da HRC. Barros tem conseguido bons resultados com uma moto inferior enquanto Toseland alega que a moto é aquém de suas competidoras na pista. Na prática, enquanto nenhum deles se destacar no campeonato, dificilmente a Honda vai fazer alguma coisa.

Diferentemente do MotoGp, categoria na qual as motos são puros protótipos de corrida e o desenvolvimento de tecnologias é intenso e o grande diferencial, no Mundial de Superbikes, as equipes correm com motos de rua, iguais as que qualquer um de nós pode comprar em uma loja. O regulamento permite uma certa preparação, mas uma lista grande de coisas tem de permanecer idêntica à moto de homologação. Ou seja, não dá pros caras inventarem muita coisa que o regulamento é muito duro nesse ponto. Daí o grande equilíbrio existente, e a certeza de grandes emoções a cada prova.

No domingo, dia 25 de junho, tem a sexta etapa do campeonato, em Misano, na Itália. A Ducati não vai querer perder em casa, e precisa consolidar a liderança de Troy Bayliss, enquanto os outros 5 pilotos com chances de alcançar o australiano não vão deixar isso barato. Principalmente Troy Corser, atual campeão, que não terminou a primeira etapa de Silverstone e chegou em 6° na segunda.

Quem quiser acompanhar as corridas, os canais BandSports e SporTV estão transmitindo ao vivo todas as etapas, que normalmente não coincidem com as corridas do MotoGp, e quem quiser mais informações, pode consultar o site oficial do campeonato www.worldsbk.com , que tem uma grande quantidade de informações, inclusive dados dos tempos de volta, velocidades, e classificação volta a volta.