suspensao1

Suspensão eletromagnética

Na conferência sobre o Futuro de Veículos Elétricos de dezembro passado, em San Jose, na Califórnia, um grupo de pesquisas da Universidade Eindhoven, da Holanda, apresentou um trabalho que a instituição vem fazendo com um novo tipo de suspensão eletromagnética. Agora, nos dias 13 a 23 deste mês de abril, na AutoRAI de Amsterdam, um veículo de testSuspensão eletromagnéticaes equipado com esta suspensão estará sendo mostrado ao público, e a universidade dará mais detalhes sobre sua suspensão. Nada calmamente, ela diz que a qualidade de conforto melhora em até 60%.

A suspensão de Eindhoven não é apenas eletromagnética, mas também ativa, controlada por computador que recebe dados de acelerômetros e outros sensores e ajusta seu comportamento em frações de segundo.

Suspensões ativas não são novidade, mas até hoje as existentes foram integradas em sistemas hidráulicos, que não conseguem reagir na velocidade de uma suspensão eletromagnética – e por isso mesmo não são tão suaves quanto ela.

Mais ou menos do mesmo tamanho que um amortecedor convencional, o sistema consiste de uma mola passiva, um atuador eletromagnético, baterias e uma unidade de controle. Se as baterias pifarem, o sistema se manterá como uma suspensão puramente mecânica.

Utilizando vibrações da estrada na geração de eletricidade, com consumo máximo de 500 watts, usa um quarto da energia dos sistemas hidráulicos, alongando a vida útil das baterias e seus projetistas acreditam que, com refinamentos, sua eficiência energética poderá ser ainda maior.

Os 60% de melhoria de comportamento foram obtidos com um sistema em uma só roda montada numa cama de teste em laboratório, na simulação de condições reais. No mês passado, um carro de teste teve um sistema eletromagnético instalado em duas de suas rodas, cada uma delas funcionando independentemente. Agora, os pesquisadores estão desenvolvendo sistemas que permitem comunicação entre todas as quatro, em ação coordenada.

O trabalho todo está sendo feito pelos pesquisadores da universidade em conjunto com colegas da SKF mecatrônica sueca, que patenteou a tecnologia e está estudando sua comercialização.
—————————————————————————
José Luiz Vieira, Diretor, engenheiro automotivo e jornalista. Foi editor do caderno de veículos do jornal O Estado de S. Paulo; dirigiu durante oito anos a revista Motor3, atuou como consultor de empresas como a Translor e Scania. É editor do site: www.techtalk.com.br e www.classiccars.com.br; diretor de redação da revista Carga & Transporte.


TAG