Tamanho é documento, óleo, TDM 225, Argentina, adaptação

Tamanho é documento, óleo, TDM 225, Argentina, adaptação

Tamanho é documento, óleo, TDM 225, Argentina, adaptação

Para pneus de moto, tamanho é documento sim.
É moda agora espremer um pneu grande num aro pequeno, dá uma impressão de que a moto é maior…
Um série 190 fica demais na traseira de uma Hornet, ainda mais sem paralama, mas vestir um pneu grande num aro pequeno pode ser uma grande bobagem.
Faça uma experiência medindo a altura do pneu original 180 montado num aro 5.5 polegadas e compare com a altura do mesmo aro montando um pneu 190, maior que o proposto pela fábrica. A medida original X aumenta para uma outra dimensão Y. Isso altera toda ciclística da moto, quando anda em linha reta e pior,
descontrola toda dinâmica de uma curva. A moto puxa para dentro e balança como se o pneu dianteiro estivesse gasto só no meio.
Isso acontece porque o “rake” e “trail” se alteram quando a moto inclina, porque a altura da traseira fica menor ao inclinar e maior em linha reta. A curvatura do pneu visto em corte tem que ser constante, não como uma parábola, que acontece quando se põe o pneu grande demais para o aro. Da próxima vez que um amigo te mostrar o pneuzão que colocou na moto dele, já sabe o que dizer.

Óleo
Tenho uma twister 2006 gostaria de saber se posso trocar o oleo mobil classificação API SF POR TEXACO CLASSIFICAÇÃO API SL essa diferença de classificação prejudica em alguma coisa e vejo falar que algumas pessoas andam colocando oleo de carro 20W 50 API SJ na moto isso prejudica a moto futuramente. obrigado a todos…Anderson Marinho -DF
– Positivamente, as motos têm que rodar com óleos apropriados, específicamente formulados. Em especial as embreagens das motos funcionam em banho de óleo e necessitam de aditivos especiais, portanto é possível a utilização de lubrificante classificação SF que é a mais nova designação API desde que
formulado específicamente para motocicleta. Veja se na embalagem consta essa utilização.

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Salve! Minha TDM 225 está c/ 17mil original, e vaza um pouco de óleo na base do cilindro. Um bom mecânico de cá sugeriu mandar fazer uma
junta sob medida, mais larga que a original, pra aproveitar melhor a interface cilindro/bloco ( a original parece mesmo estreita) ; sugeriu tb
um radiador de óleo, que já vi em XTzinha, mas nem sacava que era adaptção. A moto é minha paixão, e não queria modificar na molecagem, mas as idéias não me pareceram ruins. São possibilidades, ou risco à toa? Pedro Sebrian Concario – Ribeirão. Preto – SP
– Para tirar o vazamento, se for significativo sujiro trocar todas as juntas, anéis de vedação e retentores da parte de cima do motor, cilindro, cabeçote e tampas com as peças originais, verificando antes se não há deformação nas
superfícies. No caso da base do cilíndro veja bem, ela teve sua área útil calculada pela fábrica levando em conta variáveis como pressão do óleo, dilatação das peças pela variação da temperatura e com base no torque aplicado sobre os parafusos. Não creio ser necessário aumentar a área, até porque poderia ser preciso soldar e usinar a base do cilindro e/ou carcaças do motor e ainda assim vazar óleo. Se o vazamento for do tipo mais comum, um leve “suor” oleoso quando a moto estiver suja, um reaperto ao torque especificado já pode resolver o problema. A adaptação do radiador de óleo deve ser feita por um mecânico bem experiente, pois tem várias implicações que podem de fato piorar o rendimento do motor. O circuito dos diversos dutos de óleo são calculados para dar o volume e pressão corretos em cada região do motor, câmbio e embreagem e se não forem mantidos pode-se comprometer a vida de um componente ou do conjunto todo. Um radiador de óleo bem dimensionado deve diminuir a temperatura de trabalho do cabeçote sem comprometer a pressão e fluxo nos outros componentes. Particularmente acho arriscado o serviço.

Argentina
Estamos indo a Ushuaia em janiro 2009 com duas xt 660 e uma Lander 250, como será o comportamento da Lander ao receber a gasolina bem melhor na Argentina, teremos problemas na injeção? João Manoel Anderson – São José/SC
– Não deve haver problema nenhum com o combustível, ela vai até render mais.

Adaptação
Gostaria de mais informações de como colocar um freio a disco traseiro na minha twister igual a essa verde da matéria , e também valores . desde já agradeço a atenção . Álvaro Obst Reina São Paulo-SP
– O freio em questão deve ser o da Falcon, e as peças que podem ser orçadas numa loja, são essas: Pinça completa com pastilhas, flexível, burrinho completo, suporte da pinça, rotor, vaso de óleo do freio completo com mangueira e parafusos diversos. Procure essas peças numa concessionária Honda. (não incentive o roubo de moto comprando peças usadas). Procure um bom torneiro para fazer uma peça em alumínio que seja bem leve e que prenda bem o rotor numa posição adequada na roda traseira. Mande soldar uma outra peça para ancorar o suporte da pinça na balança de modo que dê total regulagem para a corrente; a roda deve cumprir todo percurso necessário para a regulagem. Teste a montagem verificando a fixação e o funcionamento de todo o sistema e junto com um bom soldador faça a adaptação do pedal de freio no acionamento do burrinho. Essa não é uma operação muito simples e deve ser executada por um profissional experiente e comprometido com a segurança.
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Carlos Bittencourt é administrador de empresas e motociclista desde 1968, participou na década de 70 do grupo pioneiro do fora de estrada no Brasil, em parceria com Carlão Coachman, Julio Carone, Ronnie Hornet Kopenhagen, Emílio Camanzi entre outros, hoje tem junto com os irmãos Mario e Marcos Baptista de Castro uma empresa de prestação de serviços em motocicletas.