Yamaha-V-Max-14

Teste Yamaha V Max

A Yamaha V Max se tornou uma lenda. A moto tem o nome que associa àquele filme, Mad Max – Fury road e mais recentemente (2007) ao filme de Mark Steven Johnson, O motoqueiro Fantasma (Ghost Rider). A abordagem é daquela moto poderosa, com motor que nunca acaba e uma potência de deslocar as órbitas oculares.

Yamaha V Max no filme O motoqueiro fantasma

Yamaha V Max no filme O motoqueiro fantasma

A moto foi lançada inicialmente em 1991, com uma versão 1200cc, que seguiu em fabricação até o ano 2000. Ficou fora de linha até 2008, ano em que voltou com o novo motor 1700cc.

Motor para nunca fazer falta, as grandes entradas de ar dão o tom

Motor para nunca fazer falta, as grandes entradas de ar dão o tom

A moto é grande, mas muito enxuta de coisas desnecessárias, apenas o motor e o mínimo para se andar com ela está lá. Os grandes escapamentos, a entrada de ar pelas laterais da moto lembram o sistema de admissão dos dragsters, equipados com compressores “blowers” de rosca, aqueles que se vê nos filmes e que percorrem os 400 metros (1/4 de milha) em cinco ou seis segundos, coisa muito rápida de se ver.

A Yamaha V Max segue essa ideia, com o motor de 4 cilindros em V, 1700 cc e o mínimo de coisas agregadas para deixá-la mais rápida nas arrancadas, sem ter que carregar muito peso. Mas ela também é uma moto para uso cotidiano e usual, por isso tem que contar com itens de conforto como um belo banco de couro com encosto para o piloto, uma instrumentação minimalista, mas eficiente, um tanque de gasolina para uma autonomia razoável e os pequenos painéis, o mínimo necessário para um bom visual musculoso, que transmite a imagem de moto poderosa, porque isso é o que ela é.

Como um dragster de rua, a V-Max é muito longa e muito estável nas retas

Como um dragster de rua, a V-Max é muito longa e muito estável nas retas

Sentar nela já é um desafio, o grande tanque se mostra com o volumoso motor sob ele e você tem que se posicionar com o corpo levemente inclinado à frente, a barra do guidão quase reta te posiciona perfeitamente para suportar a força da aceleração. Ela não é pouca e te leva a velocidades estonteantes em poucos segundos. As trocas de marcha, se feitas no fim da faixa útil do tacômetro, no limite dos 9000 rpm proporcionam essa aceleração máxima – impressionante. Algo que mesmo em velocidade de cruzeiro, nas estradas. Se acionado o acelerador ela passa a acelerar continuamente, aparentemente sem limite – o seu com certeza vem antes do da moto.

Para tanta aceleração há que se ter freios, e eles são poderosos. Bons pneus e um chassi que também dê conta de tantas forças distribuídas pela moto e a transmissão por eixo cardã predispõe baixa manutenção e mais limpeza. O chassi é longo, com seus 1700 milímetros faz da V-Max o máximo de estabilidade em linha reta, sob grande aceleração. Precisa muito torque na roda para fazê-la empinar e o mais comum é deslizar o pneu traseiro, quando estiver sob forte aceleração. Nessa hora não há controle de tração, por isso é preciso habilidade para controlar os 200 cv de potência. Também a grande inclinação do rake (31º) com 148mm de trail vai dificultar colocá-la em condições de curvas, mas isso não quer dizer que ela seja incapaz disso, só não é muito sua praia. As melhores condições para performance é em linha reta, como um bom dragster.

O ângulo de esterço da direção é pequeno e também o comprimento da moto não favorece manobras de estacionamento ou em trânsito pesado, mesmo assim ela surpreende na agilidade, graças ao seu chassi em alumínio com dupla barra periférica, com o enorme motor travado pelo centro do V com uma bela peça treliçada. A Yamaha V Max 1700 é uma moto que vive a imagem da força bruta e aceleração estonteante. Você sente sua força ao acelerar, na força que tem que fazer nas mãos e no apoio que o assento com encosto, aliás muito bem vindo, provê. Três ou quatro trocas de marcha, uma piscada e provavelmente já vai ter que retornar o acelerador. Vai estar muito rápido para a via, e assim a próxima ideia será “onde posso acelerar tudo nessa moto?” – Vai precisar de muito espaço, quem sabe numa pista de um aeroporto. O preço? R$129.605,00 na tabela FIPE, maio de 2016.

FICHA TÉCNICA YAMAHA V MAX 1700
Motor
Tipo 4 cilindros em V, arrefecimento a líquido, 4 tempos, DOHC, 4 válvulas
Quantidade de cilindros 4 cilindros
Cilindrada real 1.679,48 cc
Diâmetro x curso 90 mm x 66 mm
Taxa de compressão 11,3 : 1
Potência máxima 200 cv / 9.000 rpm
Torque máximo 17,01 kg-m / 6.500 rpm
Sistema de lubrificação Cárter úmido
Alimentação Injeção eletrônica
Embreagem Múltiplos discos em banho de óleo
Câmbio 5 velocidades
Sistema de ignição TCI (transistorizada)
Sistema de partida Elétrica
Transmissão primária Engrenagens
Transmissão secundária Eixo Cardan
Combustível Gasolina
Bateria 12V x 11,2Ah
Chassi
Tipo do Chassi Dupla barra periférica em alumínio, seção traseira tubular
Suspensão dianteira / curso Garfo telescópico / 120 mm
Suspensão traseira / curso Braço oscilante / 50 mm
Freio dianteiro Disco duplo hidráulico de 320 mm
Rake / Trail 31º / 148 mm
Freio traseiro Disco hidráulico de 298 mm
Pneu dianteiro Bridgestone 120/70R 18M/C 59V
Pneu traseiro 200/50R 18M/C 76V
Dimensões e peso
Comprimento x Largura x Altura 2.395 mm x 820 mm x 1.190 mm
Distância entre eixos 1.700 mm
Altura do assento 775 mm
Raio mínimo de giro 3500 mm
Altura mínima do solo 140 mm
Peso Líquido (ordem de marcha) 310 kg
Capacidade do óleo do motor 5,9 ± 0,5 litros
Capacidade do tanque de combustível 15 litros (3,9 litros reserva)
Instrumentação
Painel de Instrumentos Velocímetro digital e analógico, hodômetro total e dois parciais (TRIP1 E TRIP2), autonomia de combustível (F-TRIP), marcador do nível de combustível e relógio. Conta-giros analógico
Cor
Preto Eclipse

 

 Tabela de consumo Km tanque Hodômetro litros Km/litro
160,8 2685 11,44 14,05
154,9 2840 11,77 13,17
151,8 2992 11,64 13,04
152,3 3144 10,10 15,08
176,3 3321 13,41 13,15
Totais/média 796,1 58,36 13,64


Pioneiro no Motocross e no off-road com motos no Brasil, fundou em 1985 o TCP (Trail Clube Paulista). Desbravou trilhas em torno da capital paulista enquanto testava motos para revistas especializadas.