XEROX!

XEROX!

A R1 2005 recebeu muita preparação mecânica e visual, ficando a réplica quase perfeita da M1 de Valentino Rossi

Sempre foi a rainha, desde 1998 quando foi lançada a Yamaha YZF 1000R1 mudou o conceito de que uma moto de 1000 cc era grande e pesada, ou seja, só andava em reta mesmo! Foi a primeira 1000 cc com corpo de 600 e 750. Fora toda esta “revolução” na parte mecânica, o que também marcou época foi seu design, e continua na vanguarda até hoje. Como de praxe, a Yamaha neste aspecto é um dos fabricantes mais ousados e a R1, é o que é, por causa de suas linhas arrojadas e inovadoras, tanto que de certa forma ela dita as regras de estilo na categoria. Exemplo, depois de lançada fez com que todos os fabricantes corressem atrás para colocarem no mercado produtos competitivos com a nova realidade. Pintura réplida da M1

Lateral direita

Escapes

Amortecedor traseiro

Pedaleira

Freio dianteiro

Detalhes azuis

Faróis embutidos

Demorou mas a Honda de 1999 para 2000 mudou completamente a 900RR para 929, a Suzuki em 2001 lançou a nova GSX-R1000 e por último a Kawasaki com o lançamento da ZX-10. Enquanto todas tinham um farol, a R1 saiu com dois e logo após virou moda. Em 2002/2003, ela veio com lanterna de leds e pronto todos vieram atrás. Em 2004 veio com duplo escape embutido na rabeta, nem preciso falar o que aconteceu no ano seguinte!

Mas tudo o que é bom ainda pode ser melhorado, assim fez o preparador de Campinas/SP “Spiga”, que com o aval do proprietário radicalizou no projeto da R1.

A começar pela pintura réplica da M1 que Valentino Rossi usou em 2004 e 2005, com o mesmo azul e grafismos. Fora isso, inúmeros detalhes foram feitos para que a moto ficasse com aspecto muito mais nobre, para ter uma noção melhor, que tal trocar a maioria dos parafusos originais por outros em titânio na cor azul? Fora todo acabamento de ponta a redução de peso é nítida, no geral são quase 5 kg a menos só em parafuso.

Se o escapamento embutido não era do agrado, no lugar entrou o italiano Termignoni com duas ponteiras de dar medo e muito mais potência. Para adequar todo o sistema de alimentação um novo filtro com maior absorção de ar e o sistema Power Comander para injeção entraram em ação, agora a moto tem uma mistura muito mais rica e forte, e o novo escapamento permite uma maior vazão dos gases, pronto assim foi reformulado o novo sistema de alimentação e escape, o que somou aproximadamente 10cv à tropa do motor.

Se ela está andando mais, porque não fazer mais curva e frear mais forte! O novo disco é nada mais, nada menos que um “gringo” Braking no estilo margarida, ganhando em atrito, conseqüentemente maior eficiência nas frenagens. Mas o sistema ainda foi melhorado, a mangueira foi trocada por outra do tipo aeroquip, que não dilata com a alta temperatura do óleo quando exigido constantemente no limite. Os manetes tanto de freio como o de embreagem foram trocados por outros menores da CRG que permitem regulagens de altura. Sobrou até lugar para estilizar, além dos terminais destas mangueiras em azul anodizado a tampa do reservatório de óleo também foi feita em alumínio com o mesmo tratamento.

A suspensão não ficou por menos, na frente as válvulas de retorno e compressão foram substituídas por outras com ajustes mais finos, assim conseguimos fechar mais a passagem do óleo, ficando mais dura e trabalhando com reações mais lentas tanto no retorno como na compressão, deixando o sistema mais progressivo. Na traseira, uma melhora ainda bem mais significante, o amortecedor multi-regulável original deu lugar a outro da Öhlins, marca `top” em competições, e que também permite uma regulagem muito mais fácil e precisa, dá até para acertar parte do funcionamento andando, pois um regulador fica ao alcance do piloto sobre as bengalas.

Com tudo isso, dentro de um circuito fechado a moto virou um “capeta”, acelera muito, curva e freia forte também, estando bem mais rápida em tudo. Para auxiliar a tocada foi instalado um indicador de marchas eletrônico no painel, que agora acende azul, como o farol com lâmpada de xenon, realmente um espetáculo. A lanterna tem a mesma coloração da moto na cor azul com vários leds acendendo para freio e lanterna, a iluminação da placa também é colorida em azul através de uma lâmpada de néon, sem esquecer que o suporte da placa foi feito em alumínio e anodizado em azul. Como ele as hastes dos espelhos retrovisores, sliders, contrapesos do guidão e muitos outros detalhes que chamam a atenção, que passariam despercebidos normalmente.

As pedaleiras saíram para dar lugar a outras racing, que permitem inúmeros ajustes de posicionamento, colocando os pés mais para trás, pra frente, para cima ou pra baixo. Dependendo do traçado este ajuste ajuda bastante, facilitando a pilotagem em pistas travadas ou longas, como também melhora muito a posição, uma vez que cada piloto tem altura diferente. Por elas serem mais curtas, melhora bem o limite de inclinação da moto, você pode deitar tranqüilo que raspar a pedaleira vai ser muito difícil, ainda mais porque ela foi calçada por um par de pneus Michelin Pilot Power, que garante aderência de sobra.

Para encaixar melhor dentro da carenagem foi escolhido uma nova bolha Puig, que tem o meio bem mais alto que a original sendo muito mais fácil de “carenar” no retão. Após uma semana que fotografamos a moto, tive a oportunidade de fazer outra matéria em um programa de televisão, o local era nada mais do que o Autódromo de Interlagos. Fora o visual que empolga bastante, a moto está muito acertada mesmo, uma das diferenças mais gritantes é quando apertamos o freio, o poder de frenagem aumentou muito!

Deitando a moto na curva, ela é extremamente dócil, tem comportamento liso e linear é só não abusar do acelerador que o motorzão despeja potência de sobra na roda traseira e põe a “bichinha” de lado. O motor ganha muito mais força desde os primeiros giros e continua crescendo forte até a faixa vermelha, ela empurra forte a subida toda até entrar no “retão” beirando os 270km/h no painel, em uma reta de apenas 800 metros.

Sem dúvida é um brinquedinho que todo mundo queria levar pra casa, uma preparação radical em um dos modelos mais racing, e ainda faltou um detalhe que só chegou depois desta seção de fotos: as rodas italianas Marchesini.