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Yamaha do Brasil vai com Ricardo Martins ao Dakar 2017

O Rally Dakar 2017 terá mais um piloto estreante na categoria Motos. Além de Gregorio Caselani (Honda), o catarinense Ricardo Martins vai representar o Brasil pela Yamaha no Rally Dakar 2017. Aos 36 anos, o campeão brasileiro de rally, fará sua estreia nesta que é considerada a competição off-road mais difícil do mundo.

Essa não é a primeira vez que a Yamaha do Brasil patrocina um piloto brasileiro na competição. A dupla Klever Kolberg e André Azevedo em 1989 encarou a Rally Paris-Dakar, que naquela época era disputado na África, como insinuava seu próprio nome, com duas Yamaha XT 600 Tenéré fabricadas no Brasil. Desta vez, quase 30 anos depois, Martins e sua Yamaha WR 450F tentarão superar o desafio entre os dias 2 e 14 de janeiro, partindo do Paraguai, passando por Bolívia e Argentina.

Ricardo e sua WR 450F: o objetivo é terminar

Ricardo e sua WR 450F: o objetivo é terminar

“Estou preparado mental e fisicamente para este desafio. É um sonho participar do Dakar. Sei que será difícil, que é a competição mais complicada que eu vou enfrentar na minha carreira, mas pretendo completar os 12 dias de prova. Treinei bastante, sei que o equipamento é bom, e sei que se completar todos os dias, terei um resultado satisfatório no final. Vou trabalhar para isso”, comenta.

O equipamento é uma Yamaha WR 450F, moto genuína para as trilhas de enduro e rally, que recebeu algumas adaptações para o Dakar, como tanques de combustível maiores, proteção de motor maior e painel dianteiro para leitor de planilha de navegação. Com nove mil quilômetros de percurso e altitudes de até 3660 metros pela frente, o catarinense vai utilizar os pneus HE 42, modelo específico para a modalidade desenvolvido pela Rinaldi.

Treinos nas dunas de Santa Catarina: rotina dos últimos meses

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O palco da largada será Assunção, capital do Paraguai, que integra o percurso do Rally Dakar pela primeira vez. Com rumo para o norte, onde cruzará os altiplanos da Bolívia até a cidade de La Paz, o roteiro retorna com direção ao sul para atravessar a Argentina. A chegada será na capital Buenos Aires. “Estou preparado para enfrentar o que vier e não vou desistir. O grande objetivo é terminar bem a prova, estou fazendo tudo o que posso para isso,” fala Ricardo.

“É uma WR igual às 2017 que chegam para o consumidor final, só que, pelas distâncias e por causa dos equipamentos que temos que carregar, ela precisa de adaptações. A principal mudança é o tanque de combustível maior, para 30 litros, o restante é equipamento de navegação e proteção porque passaremos por lugares muito complicados”, explica.

Ao todo, são 168 pilotos inscritos na categoria das motos, sendo que 49 são estreantes assim como Ricardo Martins, que carrega o número #164 em sua WR 450F. Confira o roteiro da prova divulgado pela organização:

Total do percurso do Dakar 2017: 8.818 km

  1. 2 de janeiro – Asunción (PAR) para Resistencia (ARG) – percurso total de 454 km;
  2. 3 de janeiro – Resistencia (ARG) para San Miguel de Tucumán (ARG) – percurso total de 803 km;
  3. 4 de janeiro – San Miguel de Tucumán (ARG) para San Salvador de Jujuy (ARG) – percurso total de 780 km;
  4. 5 de janeiro – San Salvador de Jujuy (ARG) para Tupiza (BOL) – percurso total de 521 km;
  5. 6 de janeiro – Tupiza (BOL) para Oruro (BOL) – percurso total de 692 km;
  6. 7 de janeiro – Oruro (BOL) para La Paz (BOL) – percurso total de 786 km;
  7. 8 de janeiro – Dia de descanso em La Paz (BOL);
  8. 9 de janeiro – Maratona La Paz (BOL) para Uyuni (BOL) – percurso total de 622 km;
  9. 10 de janeiro – Uyuni (BOL) para Salta (ARG) – percurso total de 892 km;
  10. 11 de janeiro – Salta (ARG) para Chilecito (ARG) – percurso total de 977 km;
  11. 12 de janeiro – Chilecito (ARG) para San Juan (ARG) – percurso total de 751 km;
  12. 13 de janeiro – San Juan (ARG) para Rio Cuarto (ARG) – percurso total de 754 km;
  13. 14 de janeiro – Rio Cuarto (ARG) para Buenos Aires (ARG) – percurso total de 786 km

Fotos: Stephan Solon

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Sidney Levy

Motociclista e jornalista paulistano, une na atividade profissional a paixão pelo mundo das motos e a larga experiência na indústria e na imprensa. Acredita que a moto é a cura para muitos males da sociedade moderna.