Yamaha XVS950A Midnight Star

A Yamaha Midnight Star foi lançada no mercado brasileiro em 2009 e de lá para cá sofreu apenas pequenas modificações para melhorar o desempenho e adaptar o projeto original às condições do nosso país. É uma Custom para quem quer beleza e distinção na sua imagem.

Yamaha XVS950A Midnight Star - Desde 2009 está entre nós

Yamaha XVS950A Midnight Star – Desde 2009 está entre nós, sem grandes alterações

A Custom da Yamaha é considerada no exterior uma “cruiser”.  Como o nome diz, pelas suas qualidades ela pode te levar de um lado para o outro com muito conforto e estilo. A longa distância entre eixos e a baixa altura reflete o gosto de muitos motociclistas que procuram estilo com praticidade e conforto.

Midnight Star - refletindo suas qualidades

Midnight Star – refletindo suas qualidades

Por sua facilidade de manobra, a Midnight Star 950 cativa a pilotagem mesmo daquele que não curte o seu estilo, oferecendo grande leveza nas manobras para uma moto desse porte, por isso também agrada o público feminino. O ronco de seu motor, quando em velocidade de cruzeiro, perto de 120Km/h, lembra um V8 do passado. O guidão estilo “long horn” lembra os chifres alongados daquele gado do Texas, que leva esse nome. Oferece conforto e firmeza na pegada, mas um pouco largo e de altura que coincide com a maioria dos espelhos dos automóveis. Para uso intenso no trânsito brasileiro poderia ser mais estreito, mas dai a leveza seria de certa forma perdida.

O grande mostrador tem desenho clássico e as informações adicionais ficam por conta do pequeno visor de cristal líquido

O grande mostrador tem desenho clássico e as informações adicionais ficam por conta do pequeno visor de cristal líquido e das luzes espia

O motor em V tem  60° de inclinação entre os cilindros e seu deslocamento é de 942 cc com arrefecimento a ar. Ele conta com cabeçotes de quatro válvulas por cilindro e balancins roletados. A câmara de combustão tem perfil especial e nos cilindros tem depositados internamente uma camada de compósito cerâmico para ajudar na lubrificação e promover um transporte do calor de forma mais eficiente para o material das aletas. Assim os cilindros ficam em temperatura mais baixa.

Motor em V a 60 arrefecido a ar, tem quatro válvulas por cilindro e comando no cabeçote

Motor em V a 60 arrefecido a ar, tem quatro válvulas por cilindro e comando no cabeçote

Plataformas oferecem mais conforto e menos vibração, com os coxins de amortecimento

Plataformas oferecem mais conforto para os pés e menos vibração, com os coxins de borracha

Ponto alto na suspensão traseira é o mecanismo de link que melhora substancialmente a progressividade do sistema

Ponto alto na suspensão traseira é o mecanismo de link que melhora substancialmente a progressividade do sistema

Transmissão por correia minimiza a manutenção e mantém limpa a motocicleta

Transmissão por correia minimiza a manutenção e mantém limpa a motocicleta

Pistões forjados resistem mais e o motor tem uma concepção simplificada, sem balanceiros. A consequência é uma sensação de estar lidando com um motor clássico, com aquela pulsação em baixa rotação, mas que conta com tecnologia atual para maior performance e conforto. Transmite pouca caloria nas pernas e o sistema de injeção tem bicos de quatro furos, sendo dois deles direcionados às válvulas de admissão para ajudar no controle de temperatura e na atomização do combustível. Desta forma, melhoram também as respostas do acelerador, que conta ainda com uma válvula ISC (idle speed control) para estabilizar a marcha lenta.

O câmbio tem cinco velocidades e uma relação bem escalonada. Há sempre uma marcha ideal para cada situação e as trocas são suaves e precisas. Sua transmissão de correia dentada tem um pouco de folga, coisa de transmissão por corrente, que nesse caso poderia ser menor.
A alavanca de câmbio oferece a conveniência de se fazer as trocas com o calcanhar e também com o bico da bota. Para conservação do calçado, as trocas com o calcanhar são mais convenientes, mas são mais lentas.

De berço duplo, o chassi é longo e baixo. Os 1.685 mm de distância entre eixos e os meros 675 mm de altura do assento resultam em um deslocamento que prima pelo conforto e uma bela aparência, enquanto os pés nas pedaleiras adiantadas se acomodam em uma posição relaxada para longos períodos de pilotagem.

A Midnight é uma custom que, como outras da categoria, raspam as plataformas que funcionam como um sensor, que mostra os limites na inclinação. Em balões ou curvas de acesso às rodovias, o contato delas serve de aviso para ir com calma, pois, se avançar na inclinação, o impacto poderá ser com o chassi. Neste caso, as rodas poderiam perder contato com o piso, resultando numa situação perigosa.

Com ajustes na pré-carga do amortecedor traseiro, a suspensão tem link roletado, da tradicional tecnologia monocross Yamaha. Os tubos dianteiros têm 41 mm de diâmetro, mas as canoplas grossas dão uma imagem mais robusta, conferindo beleza e rigidez ao sistema. Percebemos melhoras neste modelo da Midnight no set-up da suspensão. O efeito de mergulhar a frente numa oscilação do piso não se observa mais. Esse é aquele conhecido efeito “a moto pesca muito nos buracos” – conseqüência da diferença do efeito de absorção do impacto entre uma e outra roda da moto, o que não acontece na versão atual.

A geometria, com os números altos de rake e trail proporcionam grande estabilidade nas retas

A geometria, com os números altos de rake e trail proporcionam grande estabilidade nas retas

Geometria lenta permite manobras bem definidas e com facilidade para se pilotar. A estabilidade em linha reta fica garantida pelas dimensões típicas de uma custom e a suspensão bem calibrada garante o conforto, mesmo nas ruas mal pavimentadas, guardadas as devidas proporções para a categoria dessa moto.

O disco grande e único na dianteira freia por intermédio da pinça deslizante de dois pistões

O disco grande e único na dianteira freia por intermédio da pinça deslizante de dois pistões

Os freios são bons, fazem bem o seu serviço e, por isso, não chamam a atenção. O grande disco dianteiro deixa a bela roda de liga visível pelo lado direito. Junto com o traseiro eles freiam bem dentro do esperado, passando confiança e controle. Já a posição do piloto faz com que, em viagens longas, a moto se torne cansativa. Em velocidade de cruzeiro, não há como se inclinar contra o vento para balancear as forças e andar relaxado. Por isso, é necessário tencionar os braços ou as costas para resistir à força do vento. Cansa bastante, mas pode ser resolvido com a instalação de um pára-brisa, que corta o vento e coloca o indivíduo numa situação mais relaxada. Outros acessórios interessantes são o sissy bar e um banco mais largo para maior conforto do garupa.

No seu ambiente ideal, o prazer se acumula com a quilometragem e o passar da paisagem

No seu ambiente ideal, o prazer se acumula com a quilometragem e o passar da paisagem

Consumo
Durante nosso primeiro teste, a Midnight se apresentou muito sensível à qualidade do combustível e à forma de conduzir, variando o consumo consideravelmente.  Ela ia de um mínimo de 13 km/l com gasolina comum e tocada agressiva, até o máximo de 32 km/l com combustível ideal, em percurso com descida de serra e andando no nível do mar, em velocidade constante de 80 km/h. Na época, a bike mostrou que gostava de gasolina de qualidade e o motor sofria (esquentava mais) com a falta dela. Na última versão esse problema foi resolvido e agora ela aceita bem a gasolina comum e mantém um consumo mais regular, sem grande oscilação na temperatura de trabalho.

Com o modelo atual a média ficou bem melhor, em 20,3 km/litro e a variação também diminuiu, ficando entre 17,63 até o máximo de 22,19 km/litro. O motor se mostrou muito mais redondo no funcionamento com menos barulhos internos também. O preço de R$34.950,00 (FIPE – maio 2015) se mostra um pouco acima da média para motos da mesma categoria.

Yamaha_MidnightStar_FichTec

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