Visual musculoso dá ênfase ao motor

Yamaha tira V Max de seu line up no Brasil

Em maio do ano passado, quando a testamos, dissemos que a Yamaha V Max é uma “moto poderosa, com motor que nunca acaba e uma potência de deslocar as órbitas oculares”. Afinal, uma cruiser de 1.700 cc, com um motor V4 que gera 200 cv de potência máxima, não poderia ser definida de outra forma. Passado menos de um ano desde então, percebemos que ela desapareceu do site da Yamaha.

E de fato, a Yamaha confirma que suspendeu sua importação, fruto da crise que assola o mercado de duas rodas no Brasil. Mas fique tranquilo: se você comprou uma, a Yamaha garante a assistência técnica e as peças de reposição. A informação não foi divulgada oficialmente, o que é prática comum dos fabricantes e importadores, mas para nós isso não é notícia relevante.

Visual musculoso dá ênfase ao motor

Visual musculoso dá ênfase ao motor

A confirmação do fim da icônica V Max no Brasil foi justificada pela alta cotação (do dólar) que eleva demais o preço da moto por aqui, o que inviabilizava suas vendas. Em seu modelo 2016, o último a ser trazido para cá, a V-Max custava R$ 130 mil e para se ter uma ideia, apenas 2 unidades foram vendidas nestes quatro primeiros meses de 2017.

É a alma e o espírito da V Max

É a alma e o espírito da V Max

A musculosa Yamaha V Max deixará saudades

Infelizmente, a variação do câmbio nos deixou órfão de uma moto icônica. Para quem ainda não ligou nome à pessoa, a Yamaha V Max, com seu motor estrondoso e visual agressivo, fora escolhida para estrelar os filmes Motoqueiro Fantasma (2007) e Motoqueiro Fantasma 2, Espírito de Vingança (2012). Lançada em 1985 nos Estados Unidos, ela no Brasil no início dos anos 1990, ainda com seu motor de 1.200 cc. Em 2008 veio sua mais radical atualização, quando ganhou visual minimalista que destacava seu virtuoso motor de 1.679,5 cc, que gerava 200 cv a 9.000 rpm e absurdos 17.01 kgfm de torque, a 6.500 rpm (mais do que muitos carros 1.6, como o caso do Hyundai HB 20, que tem 16,5 kgf-m, por exemplo. Com diferença que a moto precisava deslocar pouco mais de 300 kg, claro.).

Modelo era vendido no Brasil por R$ 130 mil. Variações no câmbio inviabilizaram sua distribuição por aqui

Modelo era vendido no Brasil por R$ 130 mil. Variações no câmbio inviabilizaram sua distribuição por aqui

A Yamaha V Max era o máximo de brutalidade em todos os sentidos. Além do já citado motor de 1.700 cc absurdamente potente para uma custom / roadster, proporcionando-a quase que com a performance de uma dragster, evidenciavam-se também outros números, como as medidas dos pneus, já que o modelo vinha de fábrica calçada com um pneu 200/50R na traseira. “A Yamaha V Max 1700 é uma moto que vive a imagem da força bruta e aceleração estonteante. Você sente sua força ao acelerar, na força que tem que fazer nas mãos e no apoio que o assento com encosto, aliás muito bem vindo, provê”, dissemos no teste do ano passado.

E fomos além: “Três ou quatro trocas de marcha, uma piscada e provavelmente já vai ter que retornar o acelerador. Vai estar muito rápido para a via, e assim a próxima ideia será “onde posso acelerar tudo nessa moto?” – Vai precisar de muito espaço, quem sabe numa pista de aeroporto”. Relembre o último teste da V Max no Motonline, clicando aqui.

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Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.