Yamaha XTZ 125 2009

Yamaha XTZ 125 2009

Com visual renovado, trail de 125cc da Yamaha já atende ao Promot 3 e mantém-se como boa opção de moto versátil seja para o campo ou para a cidade.

Yamaha XTZ 125 2009

No início dos anos 80 popularizavam-se no Brasil as motos de uso misto. Modelos como a Yamaha TT 125 recebiam a curiosa classificação de cidade-campo em função de sua proposta. Quase 30 anos depois, as nomenclaturas mudaram e as motos, hoje chamadas de trail, continuam fazendo sucesso para quem busca um veículo versátil.

Assim como o termo “cidade-campo” caiu em desuso, a Yamaha relegou às suas motos de competição os ruidosos e poluentes motores dois tempos. E a trail da Yamaha, a XTZ 125 modelo 2009 recebeu mudanças para atender ao rigoroso Promot 3, lei que regulamenta a emissão de poluentes por motocicletas e similares. Contudo, sua proposta de uso misto continua a mesma.

Carburador ecológico Assim como na street YBR 125 Factor, a Yamaha manteve a alimentação por carburador na sua trail de 125cc. Mais moderno, fabricado pela Mikuni, o carburador BS 25 tem acionamento do segundo estágio a vácuo e sensor de posição do acelerador (TPS) com válvula de “Cut-Off”, que interrompe o fornecimento de combustível ao se tirar a mão do acelerador – o que contribui para menor emissão de hidrocarbonetos e também para a economia de combustível. Além do carburador, ganhou também um catalisador para atender às novas regras. As mudanças para poluir menos resultaram em perda de desempenho. A antiga XTZ 125 (lançada em 2003) oferecia 12,5 cv de potência máxima, já o modelo 2009 produz apenas 10,9 cv a 7.500 rpm. O torque máximo também diminuiu de 1,19 kgf.m para 1,11 kgf.m a 6.000 rpm.

Na prática ao se pilotar a nova XTZ não se nota tanto a perda de torque, mas se percebe que com a potência menor fica mais difícil manter a velocidade na estrada. No painel, que se manteve inalterado, o velocímetro marcou no máximo 110 km/h – na descida e com o cabo “enrolado”. Porém, bastava uma subida para o ponteiro começar a cair para 90 km/h, 80 km/h.

Bom lembrar que a XTZ 125 não tem a pretensão de ser uma moto estradeira. Por isso mesmo, na cidade, esse desempenho menor passa despercebido. Além disso, o que se perdeu em potência ganhou-se em economia de combustível – na estrada teve consumo de 42,3 km/l e nas ruas de São Paulo fez até 37,4 km/l.

Face-lift e ciclística off-road Além das adequações à nova lei de emissão de poluentes, a XTZ 125 2009 também ganhou um face-lift. À primeira vista, nota-se apenas a nova carenagem do farol – de muito bom gosto e seguindo as linhas de design da linha WR no exterior. As setas também são novas, arredondadas como na sua irmã maior, a Lander XTZ 250. A roupagem e o tanque continuam os mesmos, mas com novos grafismos. Outra pequena mudança foi na proteção do escapamento.

Mas a ciclística permaneceu inalterada. O quadro é do tipo diamante com motor fazendo parte da estrutura. Na dianteira, o garfo telescópico convencional tem 180 mm de curso, assim como a suspensão traseira monoamortecida. Ambas absorvem tranquilamente as irregularidades do piso. Bastante leve (apenas 103 kg a seco), o conjunto da XTZ 125 merece elogios. Encara uma estrada de terra ou a buraqueira da cidade de São Paulo sem transferir ao motociclista as imperfeições do piso. As rodas – aro 21 na frente e 18 atrás – agora vem calçadas com pneus mais modernos, os Pirelli MT 90 Scorpion A/T de uso misto. São limitados para o uso na lama, mas se saem muito bem no asfalto e em terra seca. O conjunto de freios também permaneceu o mesmo. Na dianteira, a XTZ 125 tem freio a disco de série – disco de 220 mm de diâmetro com pinça de dois pistões. Na traseira, um tambor de 130 mm. Em função do baixo peso da moto, o sistema de freios dá conta do recado.

Outro ponto positivo para quem é fã de motos trail – ou de motos cidade-campo – é a posição de pilotagem. Bastante ereta e com o tanque esguio, o piloto se encaixa na moto e tem total controle para uma aventura mais off-road. Porém o banco estreito, pode se tornar um desconforto para quem passa muitas horas pilotando.

Claro que a XTZ 125 tem suas limitações para trilhas mais pesadas, não apenas em função dos pneus. Seu desempenho pode comprometer em subidas mais íngremes. Bom lembrar que esta trail não é uma off-road profissional.

Porém, atende muito bem sua proposta de uso misto. Aquela moto ideal para se ter no sítio, na praia, e circular por vias não-pavimentadas. Disponível nas cores azul, preta e vermelha, a XTZ 125 vem em duas versões, ambas com freio a disco na dianteira: a K, com partida a pedal; e a E, com partida elétrica. O preço, apesar das alterações no motor e no visual, aumentou pouco em relação à versão passada: passou de R$ 6.867,00 para R$ 7.013,00 na versão K. Já a versão “E” 2009 sai por 7.817,00.

FICHA TÉCNICA Yamaha XTZ 125 K 2009 MOTOR Tipo: 4 tempos, OHC, monocilíndrico, 2 válvulas por cilindro, arrefecimento a ar Capacidade cúbica: 123,7 cm³ Diâmetro e curso: 54,0 x 54,0 mm Taxa de compressão: 10,0 : 1 Alimentação: Carburador BS 25 Mikuni Potência máxima: 10,9 cv a 7.500 rpm Torque máximo: 1,11 kgf.m a 6.000 rpm Câmbio: 5 velocidades Transmissão final: corrente Partida: A pedal CICLÍSTICA Quadro: Tipo diamante em aço Suspensão dianteira: Garfo telescópico de 180 mm de curso Suspensão traseira: Balança monoamortecida, com curso de 180 mm Freio dianteiro: Disco de 220 mm com pinças de dois pistões Freio traseiro: Tambor de 130 mm de diâmetro Pneu dianteiro: Pirelli MT 90 – 80/90-21 Pneu traseiro: Pirelli MT 90 – 110/80-18 DIMENSÕES E CAPACIDADE Comprimento total: 2.090 mm Largura total: 810 mm Altura total: 1.125 mm Distância entre-eixos: 1.340 mm Distância do solo 265 mm Altura do assento: 840 mm Peso seco: 103 kg Tanque de combustível: 10,6 litros Cor: Azul, preta e vermelha Preço: R$ 7.013 (versão K com partida a pedal)