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Z900 mata irmã para ocupar seu lugar

A Kawasaki acaba de apresentar mais uma integrante da família naked “Z”. Na verdade não se trata de uma moto a mais, mas uma substituição dentro da família. Trata-se da Kawasaki  Z900, um “míssil” de visual agressivo e que esbanja atributos de alto desempenho para pilotos experimentados.

A nova moto chega ao mercado brasileiro agora em outubro e se junta às irmãs Z300, Z1000 e Z650. No papel de “Caim”, a Z900 repete sua irmã Z800 que já havia matado a Z750 anos antes. Agora a Z900 mata a assassina Z800 para ficar no seu lugar e tentar dar mais estímulo às vendas da Kawasaki no segmento onde a briga é duríssima entre Ducati Monster, Yamaha MT09 e as Triumph Speed Triple e Street Triple.

Z900 mais magrinha

Segundo o comunicado da empresa, a Kawa apostou mais uma vez na união de força e agilidade, resultado obtido com o novo motor de quatro cilindros em linha e 948 cc de capacidade cúbica. Para efetivar isso, o projeto da nova moto também mexeu nos materiais utilizados e conseguiu reduzir peso no chassi e na balança traseira da Z900, que tem peso total de 210 kg (223 kg era o peso da Z800).

Outra mudança que contribuiu para essa perda de peso foi a escolha da rodas com cinco raios, o que beneficiou também a dirigibilidade da moto. O resultado é uma moto leve, com a posição do banco do piloto mais baixa e com um maior ângulo de esterçamento, que chega a 33 graus, combinação que permite ao condutor ter mais facilidade na hora de manobrar, uma das grandes reclamações de quem compra uma naked de grande porte.z900_shot34

Uma das características mais singulares da Z900 é o som que emite o motor pelo escapamento que, segundo o comunicado da empresa, passou por uma minuciosa pesquisa de componentes que influenciam no som do motor para criar “uma nota auditiva única e exclusiva”. Mas não é só na acústica que a motorização da Z900 se destaca.

Com potência máxima de 125 cv e torque máximo de 10,1 kgf.m, a usina de força da Kawasaki Z900 se diferencia pela rápida subida de giro e forte tocada nas faixas de média rotação. Esse desenvolvimento veloz se torna possível graças à adoção de um virabrequim mais leve, especialmente projetado para a Z900.

O câmbio também contribui para a rápida aceleração da Z900, onde as relações de marcha ficaram mais curtas entre a primeira e a quinta, de forma a priorizar as rotações mais usadas no dia a dia, deixando para a sexta marcha uma função de overdrive, usada apenas nas estradas par manter o giro mais baixo e aumentar a economia de combustível.

Esse câmbio é acompanhado por um sistema de embreagem com ajuste no manete e é do tipo “Assistida & Deslizante” para auxiliar nas reduções de marchas em velocidades e giros maiores para evitar o travamento da roda traseira, algo muito recomendado para motos esportivas de alto desempenho.z900_shot42

Os freios, como não poderia deixar de ser, são compatíveis com a máquina. São dois discos semi-flutuantes de 300 mm de diâmetro e pinça dupla com quatro pistões na roda dianteira. Na traseira há um disco de 250 mm de diâmetro e pistão único, tudo com ABS, evidentemente. Já o sistema de amortecimento conta com garfo dianteiro invertido com bengalas de 41 mm de diâmetro e suspensão traseira horizontal do tipo back-link.

O painel segue o padrão da linha “Z” com muitas informações exibidas numa peça única que tem um display digital de LCD no meio com tacômetro digital equipado com a tecnologia shift light, que indica a troca de marchas conforme o motor atinge uma rotação previamente programada, hodômetro total e parcial, relógio, indicadores de posição de marcha e de pilotagem econômica, consumo médio combustível, autonomia e luz de temperatura do líquido refrigerante, além das luzes espia tradicionais.

A nova Kawasaki Z900 2018 vem nas cores grafite, preto fosco, preto metálico e não poderia faltar, verde. O preço público sugerido é de R$ 41.990 (frete não incluso).

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Sidney Levy

Motociclista e jornalista paulistano, une na atividade profissional a paixão pelo mundo das motos e a larga experiência na indústria e na imprensa. Acredita que a moto é a cura para muitos males da sociedade moderna.