ZFM importa menos

A verticaliza‡Æo da produ‡Æo do PIM vem reduzindo os gastos com importa‡Æo de insumos e aumentando o valor das exporta‡äes. O objetivo ‚ equilibrar a balan‡a comercial do Estado em 2005 ou 2006.

Proje‡äes indicam que as ind£strias do Distrito devem fechar o ano com US$ 1,30 bilhÆo de exporta‡äes – aumento de 21,53% em rela‡Æo a 2002 – e US$ 2,30 bilhäes em importa‡Æo de insumos – redu‡Æo de 10,85%, na mesma compara‡Æo.

“Mesmo registrando um d‚ficit de US$ 1 bilhÆo em 2003, este valor ser  bem menor do que trˆs anos atr s e muito inferior … performance de anos anteriores, quando as ind£strias do PIM chegaram a registrar d‚ficits de mais de US$ 3 bilhäes”, opinou o economista e consultor, Jos‚ Laredo.

Em 2001, o gasto com importa‡Æo de insumos do PIM (P¢lo Industrial de Manaus) foi de US$ 2,70 bilhäes contra US$ 3,02 bilhäes de 2000, totalizando uma queda de 10,71%. J  2002 registrou retra‡Æo menor, de 4,37%, com US$ 2,58 bilhäes investidos na modalidade.

Por outro lado, os valores das exporta‡äes aumentaram em 11,87%, de US$ 741,62 milhäes para US$ 829,04 milhäes, no per¡odo de 2000 para 2001. No ano passado, o incremento das vendas para o mercado externo foi da ordem de 23,64%, gerando um faturamento de US$ 1,02 bilhÆo para as ind£strias instaladas na ZFM (Zona Franca de Manaus).

Na opiniÆo de Laredo, analisada isoladamente a redu‡Æo das importa‡äes de insumos ‚ pouco significativa, mas quando comparada ao crescimento das exporta‡äes no mesmo per¡odo, indica que o p¢lo tem se profissionalizado, fortalecendo sua cadeia de fornecedores locais.

Nos £ltimos trˆs anos, empresas como Nokia, Moto Honda, Recofarma e Brastemp, entre outras, tˆm feito esfor‡os para trazer f bricas para abastecer as ind£strias do Distrito. A previsÆo ‚ que outras empresas se instalem no PIM nos pr¢ximos anos, principalmente depois da aprova‡Æo da nova lei de incentivos fiscais do governo do Estado, promulgada em setembro.

“A possibilidade de abater at‚ 90,25% do ICMS (Imposto sobre Circula‡Æo de Mercadorias e Servi‡os), fez com que cinco empresas se instalassem para atender o segmento de celulares e sete para o de motocicletas, por exemplo”, explicou.

Para efeitos comparativos, o incentivo estadual para ind£strias de bens finais ‚ de 55% em m‚dia. As exce‡äes sÆo os chamados produtos excepcionais como computadores, embarca‡äes, brinquedos e os produtos da linha branca.

O diretor executivo da Aceam (Associa‡Æo do Com‚rcio Exterior do Estado do Amazonas), Moacyr Bittencourt, disse que o esfor‡o das empresas exportadoras do PIM para formar clusters – conjunto de empresas fornecedoras de um segmento – deve-se aos imperativos de qualidade e competividade do mercado externo.