Teste – GPS Aquarius MOTO

O Motonliner atento já verificou nos vídeos e fotos publicados aqui a presença de um GPS (sistema de posicionamento global) afixado nas motos que são testadas. Esse GPS que Motonline usa é um Garmin Zumo 660 importado e com fixação própria (marca RAM) para qualquer tipo de moto.

GPS Aquarius MOTO, já vem com mapa brasileiro completo

GPS Aquarius MOTO, já vem com mapa brasileiro completo e todo em português

A utilização de GPS é muito mais do que simplesmente descobrir o melhor caminho de um lugar a outro. No nosso caso, ele serve sobretudo para garantir a precisão dos dados colhidos de velocidade, distâncias percorridas, tempo e outras informações que influem no resultados de desempenho de uma motocicleta. Só para ilustrar, em algumas motos o erro do velocímetro pode chegar a 18% – ele marca 18% a mais do que é a velocidade real. Imagine um erro desses de distância num cálculo de consumo, por exemplo.

Mapas em 3D mostram com clareza os caminhos e pontos de referência

Mapas em 3D mostram com clareza os caminhos e pontos de referência

Como se pode imaginar, um GPS para moto deve ser robusto, à prova de poeira e água. Com o uso e a experiência adquirida nos testes realizados, quando soubemos da chegada do primeiro GPS brasileiro para motos, solicitamos um para teste. O GPS Moto Aquarius foi lançado exclusivamente pelo Extra (www.extra.com.br) e é fornecido pela Maptec. Possui tela de 3,5″, 64MB de memória RAM, 2 GB de memória interna, processador de 500 MHz e mapa 3D.

O fabricante informa que o produto é 100% resistente a água e impactos, vem com bluetooth acoplado ao capacete e traz mapa atualizado com 1.403 cidades mapeadas, mais de 4.121 cidades de referência e 2.6 milhões de pontos de interesse. O GPS Aquarius MOTO  traz ainda alerta de radares, indica o tempo restante até o destino durante o percurso e mostra como chegar ao seu seu destino sem se perder e possui a facilidade de instalação especificamente em motocicletas, afixando um suporte plástico que vai preso no guidão.

O suporte plástico prende em guidão tubular, mas como colocamos num scooter, tivemos que fazer uma adaptação no suporte do espelho

O suporte plástico prende em guidão tubular, mas como colocamos num scooter, tivemos que fazer uma adaptação no suporte do espelho

O funcionamento é bastante simples. Ao ligar o aparelho, a tela inicial mostra seis opções: Navegação, Bluetooth, Player, Ebook, Imagem e Configurar. Cada uma dessas opções vai abrir uma nova tela com as opções relativas ao assunto. Evidentemente, o mais utilizado deve ser o Navegação.

 

Conexão Bluetooth: simples e fácil de instalar

Conexão Bluetooth: simples e fácil de instalar

Em Navegação, ao tocar na tela nesse ícone o GPS abre o sistema de navegação, com um mapa na tela. No canto inferior direito se vê o menu para as opções de navegação. Essa área da tela, como várias outras, há uma certa dificuldade em acertar o que se está querendo teclar, pois a área é pequena e um dedo normal de um homem adulto gera certa imprecisão. Com luvas então, nem pensar. A não ser que se crie uma ponta mais fina na luva. Caso contrário, só sem luvas e com muito cuidado.

A entrada de dados para o destino é bastante intuitivo, mas deve ser feito sempre sem luvas

A entrada de dados para o destino é bastante intuitivo, mas deve ser feito sem luvas

Para colocar um destino deve-se entrar na Navegação / Ir para / Endereço e colocar o destino. Ao determinar o destino o GPS pergunta se quer iniciar a navegação. Ao fazê-lo, as indicações se iniciam e conforme ocorre o deslocamento, se vê na tela do mapa o percurso que vai fazendo. Com a ligação do fone de ouvido pelo Bluetooth o sistema informa as indicações por voz a cada referência importante. Para isso o dispositivo Bluetooth com o fone é facilmente afixado no capacete. Vale a recomendação de utilizar o dispositivo por voz e olhar a tela apenas como referência para não perder a atenção ao trânsito.

Chegando ao destino é possível salvar o trajeto e, se quiser, exportá-lo em arquivo legível pelo google maps. Esse trajeto pode ser repetido quantas vezes desejar, mas o log do trajeto com os dados de velocidade e tempo percorrido em cada ponto do percurso não ficam disponíveis para consulta ou verificação futura.

Travinha delicada mantém a fixação segura

Travinha manual mantém a fixação segura

Para retirar o aparelho da moto, há uma trava de segurança que deve ser liberada. Sua operação é um pouco difícil de entender e exige olhar para a indicação que existe no suporte do GPS. Na verdade são duas posições: horizontal (destravado) e vertical (travado). Mas é necessário olhar pois a trava é pequena. Após soltar a trava de segurança, há uma aba plástica que deve ser abaixada para soltar a unidade de sua fixação. Essa operação precisa ser feita com as duas mãos e requer muita atenção, pois a aba é de material plástico muito duro e, se forçado pode se quebrar.

Os cabos e a conexão do aparelho tem contatos com tratamento de superfície que evita oxidação, mas deve-se verificar que estejam limpos, tanto na base quanto no GPS antes da sua ligação, pois a umidade pode provocar desgaste e oxidação dos contatos, que não tem camada de ouro como seria o ideal. Quando se retira o suporte, há uma conexão para evitar se retirar também o cabo conectado na bateria da moto (entrada 12 ou 24v cc – saída 5v em 1,5A). Quando está conectado, há uma rosca externa que veda a conexão.

Obs.: Para facilitar a discussão sobre esse assunto, criamos um tópico no fórum para os motonliners. Clique aqui para acessar o tópico.

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