A Bajaj está ganhando cada vez mais espaço no mercado brasilerio de motos, muito por conta de motos com ótimo custo benefício, como a Dominar 400. Apesar de ter motos com bom pacote tecnológico, motos potentes e robustas, muitos deixam de comprar uma por um problema clássico de novas marcas: pós-venda e reposição de peças originais (inclusive algo que a Bajaj já enfrentou). O fato é que a indiana anunciou um investimento de cerca de R$ 15 milhões em um centro de distribuição de peças em Barueri (SP) que deve servir a logística de todo o país.

Bajaj investiu R$ 15 milhões em estoque
Para o consumidor, saber que a Bajaj mantém um estoque de aproximadamente 1,5 milhão de peças, distribuídas em 3.408 itens diferentes, é, à primeira vista, um alívio. Isso sugere que a marca está preparada para atender desde reparos mais simples até necessidades mais específicas. No entanto, a dúvida persiste: são todas as peças dos modelos disponíveis no Brasil ou apenas as mais básicas e de maior rotatividade? Embora a empresa não detalhe exatamente quais componentes estão no estoque, o fato de terem 1.082 posições de armazenamento em um depósito de 750 m² indica uma operação estruturada para cobrir uma ampla gama de demandas.
Prazo de entrega
Outro ponto que pesa na decisão de compra ou na confiança no pós-venda é o tempo que uma peça leva para chegar à oficina. A Bajaj estruturou sua logística com uma meta interna de SLA (Acordo de Nível de Serviço) de até 72 horas para separação, conferência e expedição dos pedidos às concessionárias. Isso significa que, idealmente, a peça sai do centro de distribuição em Barueri em até três dias. Porém, o prazo final para o consumidor depende da localização da concessionária e do modal de transporte rodoviário utilizado, que varia por região.
Para situações de emergência, como motos imobilizadas ou processos de garantia, a marca recorre ao transporte aéreo, com peças chegando da Índia em cerca de 3 dias. Já o abastecimento regular do estoque, feito por transporte marítimo, leva em média 40 dias por contêiner.
Embora a Bajaj tenha uma plataforma digital para as concessionárias consultarem disponibilidade e fazerem pedidos, o consumidor final não tem acesso direto a essas informações. Isso pode gerar certa insegurança, já que o cliente depende da agilidade e da comunicação da concessionária local.
Expansão da Bajaj
O aporte de R$ 15 milhões no centro de distribuição, aliado à expansão da equipe em 40% nos próximos dois meses (atualmente são 10 colaboradores dedicados), demonstra que a Bajaj está comprometida em consolidar sua operação no Brasil. A marca, que já emplacou 50.764 motos desde sua estreia em 2022 e triplicou sua rede de concessionárias em 2024, chegando a 66 endereços pelo país, parece entender que o pós-venda é tão importante quanto a qualidade e o preço de suas motos.


