Em 2025, o custo para encher o tanque pesa pesado no bolso das famílias brasileiras, chegando a consumir até 10% da renda mensal nas regiões Norte e Nordeste. Essa realidade impacta com ainda mais força os motoboys e entregadores, que dependem diretamente da moto para garantir seu sustento diário.
Região Nordeste e Norte: o combustível como vilão no orçamento
Dados do Monitor de Preços de Combustíveis do Panorama Veloe revelam que, enquanto a média nacional do gasto para abastecer 55 litros de gasolina comum representa 6,1% da renda familiar, nas regiões Nordeste e Norte esse percentual praticamente dobra, chegando a 9,6% e 8,1%, respectivamente. Isso significa que, para muitas famílias nessas áreas, o abastecimento toma uma parte significativa do orçamento doméstico.
Motoboys e entregadores: ganhando nas ruas, perdendo no tanque
Para motoboys e profissionais de entrega, o problema se intensifica. O aumento continuado dos preços dos combustíveis mina parte significativa dos seus ganhos, tornando obrigatória a busca por motos econômicas. Modelos como Honda Biz 125, Honda Pop 110i e NXR 160, que chegam a fazer até 60 km por litro, são verdadeiras alternativas para quem precisa rodar muito e economizar a cada abastecimento.
Além do modelo correto, a manutenção rigorosa das motos é imprescindível para garantir a melhor performance e reduzir os gastos com combustível. A maior autonomia proporcionada torna o dia a dia mais produtivo, aumentando a quantidade de entregas possíveis e ampliando a margem de lucro.
Preços dos combustíveis em julho de 2025
O levantamento do Panorama Veloe revelou os seguintes valores médios nacionais para julho de 2025, com variações regionais importantes que refletem a realidade de diferentes partes do Brasil:
| Combustível | Preço médio (R$) | Variação mensal (%) | Observações regionais |
|---|---|---|---|
| Gasolina comum | 6,281 | -0,4% | Mais alta no Norte (R$ 6,71) e Nordeste (R$ 6,35) |
| Gasolina aditivada | 6,435 | -0,1% | Estabilidade regional |
| Etanol hidratado | 4,267 | +0,3% | Mais caro no Norte e Nordeste |
| Diesel comum | 6,123 | +0,8% | Pequenas altas em quase todas as regiões |
| Diesel S-10 | 6,180 | +0,7% | Tendência similar ao diesel comum |
| GNV | 4,755 | -1,2% | Estabilidade crescente com pequena queda |
Essas variações apontam para um cenário de preços elevados, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a pressão sobre o orçamento das famílias e profissionais que dependem do transporte individual, como motoboys, é ainda mais intensa.
Apesar de pequenas flutuações mensais, a manutenção desses preços em patamares altos reforça a importância da busca por motos mais econômicas e tecnologias alternativas, como as motos elétricas, para amortecer o impacto financeiro no dia a dia.
Motos: resposta prática e econômica do brasileiro
Com o preço dos combustíveis em alta constante, a busca por motos econômicas disparou no Brasil, refletindo uma estratégia clara de muitos brasileiros para reduzir o impacto desse custo no orçamento doméstico. Modelos que oferecem alta quilometragem por litro e manutenção acessível, como a Honda Biz 125 e a Honda Pop 110i, são os preferidos de quem usa a moto para trabalhar ou se locomover diariamente.
Além disso, o mercado de motos elétricas vive um crescimento acelerado. Segundo dados oficiais, a frota de motos elétricas emplacadas no país cresceu quase nove vezes entre 2019 e 2022. Em cidades como Goiânia (GO), as vendas mensais de motos elétricas saltaram de aproximadamente 30-40 unidades para até 120, mostrando uma mudança significativa no perfil do consumidor.
Para muitos, o custo de rodagem das motos elétricas é quase simbólico: a recarga da bateria aumenta a conta de luz em cerca de R$ 30 por mês, enquanto os gastos com manutenção chegam a ser até oito a dez vezes menores que os de motos a combustão, graças à simplicidade mecânica desses veículos. Isso transforma as motos elétricas de uma opção de lazer em uma solução econômica para driblar o preço alto da gasolina, que em algumas regiões ultrapassa os R$ 8 por litro.
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