Diogo Moreira mostrou mais uma vez por que é considerado uma das maiores promessas do motociclismo mundial. O brasileiro venceu no Red Bull Ring, na Áustria, pela Moto2, e reforçou sua posição como forte candidato à MotoGP em 2026. Mais do que o triunfo, a atuação sólida desde a primeira volta, colocou o piloto no centro das atenções.

Diogo Moreira confirma talento e mira a MotoGP em 2026
Agora, o caminho de Diogo Moreira está desenhado para o próximo passo natural da carreira. O piloto da Italtrans deve confirmar em breve sua estreia na categoria principal, mas ainda precisa tomar uma decisão importante: escolher entre as propostas da Honda e da Yamaha, duas das gigantes do motociclismo, e as maiores vencedoras até aqui, da MotoGP.
Em entrevista após a corrida, Diogo Moreira afirmou que está pronto para a nova fase e que o critério principal será a chance de desenvolver um projeto sólido e duradouro. “Se eu for para a MotoGP, é porque estou indo bem; não será apenas pela bandeira, mas pelo que venho mostrando na pista”, declarou.

Honda e Yamaha disputam o brasileiro
De acordo com informações do canal italiano Sky Sports, e reforçado pelo jornalista Roberto Agresti, em sua coluna na Rádio CBN, tanto Honda quanto Yamaha já apresentaram propostas para Diogo Moreira. Os contratos girariam em torno de três anos, oferecendo garantias financeiras e estrutura de equipe competitiva.
No caso da Honda, o cenário atual abre possibilidades. Luca Marini tem contrato apenas até o fim desta temporada, enquanto Johann Zarco também encerra vínculo com a LCR. Além disso, Somkiat Chantra deve deixar a equipe, o que criaria ao menos uma vaga disponível. A proposta da marca incluiria um ano inicial na LCR, seguido de dois na equipe de fábrica.
Já a Yamaha trabalha na definição de quem será o parceiro de Toprak Razgatlioglu na Pramac. O turco já tem contrato até 2027, enquanto Fabio Quartararo e Álex Rins seguem até 2026. O espaço para Diogo Moreira seria justamente no time satélite, com a possibilidade de ascender ao time oficial posteriormente.

Preferência por equipe oficial
Embora Honda e Yamaha estejam na frente, outras fabricantes como Ducati e KTM também monitoram a situação de Diogo Moreira. No entanto, a tendência é que o piloto concentre suas escolhas entre as marcas japonesas.
O ponto central da negociação é a busca por estabilidade. O brasileiro em declaração recente, deixou claro que prefere equipe oficial e que deseja um contrato longo. Essa estratégia também ganha relevância diante da mudança de regulamento prevista para 2027, quando as motos passarão de 1000cc para 850cc. Com isso, Diogo Moreira teria um ano para se ambientar antes de iniciar a nova era em condições ideais.
“Nestes dias, vou me sentar com meu agente (Diego Silvente) e minha comitiva, e veremos quais são as opções”, acrescentou o piloto da Italtrans.

A próxima etapa acontece entre os dias 22 e 24 de agosto, no GP da Hungria, no circuito de Balaton Park, válido pela 14ª prova da temporada 2025.
Independentemente da escolha entre Honda e Yamaha, o destino de Diogo Moreira parece claro: a MotoGP em 2026. O talento mostrado e ao longo da temporada reforça que o Brasil terá novamente um representante na elite do motociclismo mundial.
