A Yamaha Factor 150 nunca foi referência em potência no segmento, mas construiu sua fama em pontos que importam para muita gente no mercado de usadas: durabilidade mecânica, conforto acima da média e acabamento geralmente superior ao básico da categoria

A Yamaha Factor 150 sempre ocupou um espaço curioso no mercado brasileiro. Nunca foi a líder absoluta em desempenho, nunca foi a mais equipada da categoria e também não teve o apelo comercial explosivo da linha CG. Ainda assim, construiu uma reputação extremamente sólida como uma moto “sem sustos”: econômica, resistente, confortável e fácil de manter.

Em 2026, isso continua fazendo dela uma opção relevante no mercado de usadas, principalmente para quem quer uma moto urbana honesta, sem pagar os valores cada vez mais altos de modelos zero km. Dependendo do ano e da conservação, ela pode ser uma compra muito mais lógica do que várias rivais mais caras ou mais visadas.

A evolução da Factor: o que mudou ao longo dos anos?

A linha passou por uma transformação importante quando saiu da antiga proposta 125 para a geração 150 flex, lançada em meados da década passada. O salto trouxe motor mais forte, visual mais moderno e melhor capacidade para uso urbano com garupa.

Ao longo dos anos, porém, a verdade é que a Yamaha fez poucas mudanças profundas. A base mecânica permaneceu bastante semelhante, o que ajuda tanto na manutenção quanto na previsibilidade. Entre os principais avanços, estiveram ajustes visuais, freios UBS em versões mais recentes e refinamentos pontuais.

Isso significa que uma Factor 150 2016 bem cuidada pode entregar experiência muito próxima de uma unidade bem mais nova, e esse é justamente um dos maiores trunfos do modelo no mercado de usadas.

factor 150 2026 brasil 3

Os 3 principais motivos que fazem a Factor 150 usada valer atenção

1. Durabilidade mecânica costuma ser seu maior trunfo

A Yamaha tem fama sólida no Brasil quando o assunto é robustez em motores de baixa cilindrada, especialmente entre usuários que priorizam manutenção preventiva. A Factor 150 costuma ser lembrada por proprietários justamente por suportar uso intenso sem exigir intervenções complexas com frequência, desde que o básico seja respeitado.

Isso não significa “indestrutível”, mas sim uma moto que geralmente sofre menos preconceito mecânico do que algumas concorrentes muito exploradas em trabalho severo.

Factor 150 foi a moto escolhida para o desafio
Yamaha Factor 150 ano 2016

2. Conforto e suspensão geralmente agradam mais que o básico da categoria

Quem já pilotou CG e Factor costuma notar uma diferença recorrente: a Yamaha frequentemente transmite sensação de rodagem mais refinada, especialmente em suspensão e acabamento. Não é uma regra absoluta, mas a percepção de maior conforto em pisos ruins aparece com frequência entre usuários. Para quem encara buracos, trajetos urbanos longos ou uso diário pesado, isso pode pesar mais do que alguns cavalos extras.

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3. Boa revenda, mas sem o “ágio Honda”

A CG ainda domina em liquidez, mas isso também cobra preço. Muitas vezes, a Honda usada custa mais do que deveria justamente pela fama. A Factor, por outro lado, pode aparecer como alternativa menos inflacionada, entregando confiabilidade com valores mais equilibrados. Isso abre espaço para encontrar unidades em bom estado por cifras competitivas, especialmente quando comparadas a CGs de mesma faixa etária.

factor 150 2026 brasil 1

Mas nem tudo são flores: atenção a 3 pontos

A Factor usada exige cuidado especial com histórico de uso. Como muitas unidades foram usadas para trabalho, quilometragem alta por si só não é necessariamente problema, mas falta de manutenção, sim.

Observe sinais como desgaste incompatível com o hodômetro, embreagem pesada, relação muito castigada e ruídos de suspensão. Também vale investigar se foi moto de frota, autoescola ou delivery.

Outro ponto é o preço: em alguns casos, o mercado de usadas inflacionado aproxima demais certos anos da faixa de motos zero km de entrada. Se a diferença estiver pequena, a compra pode perder lógica.

Quanto custa uma Yamaha Factor 150 usada em 2026?

Com base em referências de Tabela FIPE recentes para versões Factor 150 E/ED, os preços giram aproximadamente nesta faixa:

2016: cerca de R$ 11,6 mil
2018: cerca de R$ 10,9 mil a R$ 11 mil (varia conforme versão)
2020: geralmente entre R$ 12 mil e R$ 13 mil (mercado)
2022: cerca de R$ 13,1 mil

Na prática, motos muito conservadas, com baixa quilometragem e histórico claro, costumam pedir acima da FIPE. Já exemplares de uso profissional intenso (delivery, motofrete ou autoescola) podem aparecer mais baratos, mas exigem atenção redobrada.

factor 150 2025

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Qual o melhor ano/modelo para comprar em 2026?

Para muitos compradores, o “ponto ideal” costuma estar entre 2016 e 2020. Essas versões normalmente equilibram melhor preço, visual moderno e custo-benefício.

Uma 2016 ou 2018 bem conservada pode representar excelente negócio para quem quer economizar na compra. Já uma 2021 ou 2022 faz mais sentido para quem busca menor idade e eventual revenda futura, desde que o preço não esteja exageradamente próximo de uma moto nova.

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Jornalista que desde cedo se apaixonou por velocidade e pelo universo duas rodas. Produzo atualizações sobre lançamentos, comparativos e tendências do setor, sempre com foco em me conectar com o leitor apaixonado por velocidade e por motos. 
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