Jogadores de futebol enfrentam cláusulas contratuais que proíbem pilotar motos para evitar riscos de lesão e prejuízo aos clubes. Mais detalhes!

Jogadores de futebol não lidam apenas com treinos e partidas. Fora de campo, a profissão exige cuidados adicionais, que muitas vezes passam despercebidos pelo público. Entre eles está a proibição de pilotar motos, um hábito comum entre pessoas em geral, mas que se torna restrito quando se trata de atletas de alto rendimento. 

Cristiano Ronaldo em uma "encenação" para a gravação de uma propaganda - Divulgação
Cristiano Ronaldo em uma “encenação” para a gravação de uma propaganda – Divulgação

Essa proibição não é fruto de lei ou regra oficial da FIFA, mas sim de cláusulas contratuais. Elas são criadas para proteger clubes e atletas de acidentes que podem comprometer temporadas inteiras e, em alguns casos, carreiras. É uma clausula bastante comum, mas não afeta “todos” os contratos.

Para entender melhor a questão, é importante observar como funcionam essas cláusulas, os exemplos de atletas que se envolveram em acidentes e casos de jogadores que só puderam dar vazão a essa paixão depois da aposentadoria.

 

O papel das cláusulas de risco dos jogadores de futebol

Nos contratos assinados por jogadores de futebol, os clubes costumam incluir cláusulas chamadas de “cláusulas de risco”. Elas definem limites para atividades que coloquem em perigo a integridade física do atleta.

Motos, esportes radicais, automobilismo amador, paraquedismo e até certos tipos de lazer entram nessa lista. O raciocínio é direto: clubes investem milhões em salários, transferências e direitos de imagem, e qualquer acidente fora de campo pode representar um prejuízo significativo.

Jogadores de futebol e motos: uma relação nem sempre possível - Divulgação
Jogadores de futebol e motos: uma relação nem sempre possível – Divulgação

Veja Também:

Lenda do Mundial, Cafu escondia paixão por motos – e já dividiu pista com feras da MotoGP

Proibido ser feliz? Jogadores da Copa não podem pilotar motos

 

Além da preocupação financeira, existe a lógica esportiva. Lesões sérias podem afastar jogadores de futebol de competições importantes, afetando o desempenho coletivo da equipe e até o planejamento de uma temporada inteira.

Um caso bastante curioso foi de Neymar em 2013. Naquele ano, o jogador brasileiro assinou um contrato com o Barcelona de 49,5 milhões de euros anuais, mas uma cláusula do contrato estipulava que Neymar teria que se manter longe de motos, motos aquáticas, esportes radicais e qualquer situação de risco. A informação foi publicada pelo site inglês Footbal Leaks.

Em 2013, o contrato de Neymar com o Barcelona excluía motos - Divulgação
Em 2013, o contrato de Neymar com o Barcelona excluía motos – Divulgação

 

Cafu: paixão liberada somente após pendurar as chuteiras

Um exemplo emblemático é o de Cafu, lateral-direito histórico da Seleção Brasileira e capitão na conquista da Copa do Mundo de 2002. Durante sua carreira, ele evitava pilotar motos justamente por conta das restrições contratuais e pela necessidade de manter-se em condições plenas para treinar e competir.

Depois da aposentadoria, a situação mudou. Cafu passou a participar de cursos de pilotagem em autódromos, treinou com pilotos profissionais e apareceu em eventos ligados ao motociclismo. Ele mesmo admitiu que sempre gostou de motos, mas que sua profissão não permitia arriscar.

O caso de Cafu mostra de forma clara como a proibição não é definitiva. Enquanto estão em atividade, os jogadores de futebol vivem sob restrições que visam preservar seu rendimento e o investimento dos clubes. Ao encerrar a carreira, podem finalmente realizar hobbies antes vetados.

Cafu não esconde a paixão por motos - Divulgação
Cafu não esconde a paixão por motos – Divulgação

Mais do que segurança física

Segundo os grandes clubes, além da questão da integridade física, há também a preocupação com a imagem. Jogadores de futebol são figuras públicas e frequentemente se tornam modelos para torcedores mais jovens. Um acidente em circunstâncias vistas como imprudentes poderia prejudicar contratos de patrocínio e desgastar a reputação do atleta e do clube.

O simples fato de existir histórico de acidentes é suficiente para que os clubes tratem a moto como atividade incompatível com a carreira. Mesmo uma queda aparentemente simples pode causar fraturas e afastamentos de meses, algo impensável no calendário apertado do futebol profissional.

Postado por
Jornalista, web designer, desenvolvedor web e editor ao mesmo. Já fui radialista, publicitário e até metalúrgico metaleiro. Acabei entrando e abraçando o mundo 2 rodas por influencia do meu irmão mais velho.
Siga em:
Compartilhe
Deixe seu comentário
Img de rastreio