Entenda os motivos que vão tornar as motos elétricas mais acessíveis nos próximos anos: baterias mais baratas, incentivos fiscais e aumento da produção nacional. Veja o que muda no Brasil.

A Kawasaki pode ter encontrado o caminho para motos elétricas mais baratas. Um documento vazado ao site CycleWorld.com revelou que a fabricante japonesa está desenvolvendo um sistema de chassi modular que permite encaixar diferentes tipos de motor em uma mesma estrutura — sem alterações significativas no quadro principal. A ideia, se confirmada, pode derrubar a principal barreira de entrada no segmento elétrico: o preço.

O sistema de chassi modular que muda o jogo

No modelo tradicional de produção, o motor a combustão é soldado diretamente ao chassi — o que obriga as fabricantes a desenvolver uma estrutura específica para cada configuração de motor. Quanto maior e mais potente o motor, maior a necessidade de um quadro próprio, projetado do zero.

O sistema revelado pela Kawasaki muda essa lógica. De acordo com o documento, a empresa desenvolveu um subchassí intermediário dividido em duas partes removíveis. Essas peças podem ser trocadas com facilidade, permitindo que motores de diferentes tamanhos e potências se encaixem em um mesmo quadro principal. O próprio documento descreve que “diferentes tipos de unidades de motor podem ser montados em um veículo do tipo motocicleta ao se alterar a forma do acessório, sem realizar mudanças importantes no chassi principal”.

Kawasaki: motos elétricas mais baratas

Como isso reduz os custos de produção – motos elétricas mais baratas

A lógica é direta: fabricar um único chassi para vários modelos diferentes é consideravelmente mais barato do que projetar e produzir cada estrutura do zero. O compartilhamento de peças entre modelos abre espaço para ganhos de escala na produção em série.

Além disso, segundo o documento, a simplicidade do sistema beneficia todas as etapas da linha de fabricação. Menos variação de peças significa menos tempo nas fábricas e menor investimento em pesquisa e desenvolvimento para cada novo modelo.

O alvo são as motos de médio e grande porte

Os esboços vazados junto ao arquivo para motos elétricas mais baratas mostram estruturas semelhantes às dos modelos Ninja e Z da própria Kawasaki — o que indica que a iniciativa não é voltada para scooters ou motos urbanas de baixa cilindrada. O foco parece ser justamente o segmento onde o preço alto das elétricas mais afasta os compradores.

Atualmente, o custo é o principal obstáculo para quem considera migrar para uma moto elétrica. Modelos com autonomia satisfatória custam, em geral, muito mais do que equivalentes a gasolina. Se a Kawasaki conseguir tornar a produção mais eficiente com esse sistema, o mercado pode mudar de forma relevante nos próximos meses e disponibilizar motos elétricas mais baratas. Os primeiros modelos de teste ainda estão em desenvolvimento.

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