A Energica Motor Company, fabricante italiana de motos elétricas de alta performance, confirmou nesta semana seu retorno ao mercado após meses de incerteza. A empresa havia decretado falência em 2024, mas conseguiu reverter a situação com o aporte financeiro de um fundo de investimento sediado em Singapura.
Do colapso à retomada
No começo do ano, a marca entrou em processo de liquidação judicial, avaliada em menos de 5 milhões de euros. Fundada na Itália e conhecida por sua participação na MotoE, categoria de corridas de motos elétricas, a Energica era vista como referência no segmento premium — mas enfrentava sucessivas dificuldades financeiras.
O reforço de capital estrangeiro mudou o cenário e permitiu que a companhia reorganizasse as operações. Em comunicado, o CEO Stefano Benatti afirmou que a nova fase foi possível graças à “finalização da alocação da empresa” apoiada pelos investidores asiáticos.
Produção retomada
A estratégia inicial envolve dois eixos principais: garantir que clientes atuais tenham suporte e assistência para seus veículos, e retomar a fabricação dos modelos mais emblemáticos da linha. Entre eles estão:
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EGO+
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EVA Ribelle
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EsseEsse9+
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Experia
A empresa informou ainda que vai restabelecer sua rede de distribuição nos mercados onde já atuava e, em seguida, iniciar um processo de expansão para novos territórios.
Desafios e próximos passos
O retorno, no entanto, não deve ser imediato. Benatti reconheceu que reativar a produção em série e avançar nos projetos de inovação tecnológica exige tempo. “Não é um processo simples”, disse o executivo ao reafirmar que a Energica continuará a ser administrada a partir da Itália.
Ainda não foi definido se a produção seguirá exclusivamente na Europa ou se parte dela migrará para a Ásia, possibilidade que poderia reduzir custos e acelerar a estratégia global.
Impacto no setor
A recuperação da Energica reforça a crescente relevância das motos elétricas no mercado mundial. Em meio à busca por alternativas sustentáveis e experiências de alta performance, marcas como a italiana ganham papel de destaque na transição energética do setor de duas rodas.


