A MotoGP é a principal categoria do motociclismo mundial, com classes como Moto2, Moto3 e, desde 2019, MotoE — dedicada a motos elétricas. Porém, a MotoE será colocada em um hiato após a temporada 2025. A informação foi oficializada pela organizadora do Campeonato nesta semana.
Quem acompanha a MotoGP mais de perto sabe que a categoria enfrentou grandes obstáculos, mesmo após investir tanto em desempenho, sustentabilidade e inovação. Há vários motivos que podem ter levado a organização a tomar essa decisão, e nós vamos apresentar aqui os principais.
Audiência aquém do esperado e pouco engajamento
O primeiro e grande motivo é que a MotoE não conseguiu captar a atenção do público como o esperado. Mesmo competindo nas mesmas etapas de MotoGP, a audiência é menor em relação às outras categorias. A verdade é que o público não abraçou de fato a MotoE e isso pode se dar por inúmeras razões pessoais, já que havia investimento da organização. Porém, a falta de público desincentiva o investimento.
Tecnologia elétrica de desempenho ainda limitada
Mesmo com inovações, a verdade é que alguns desafios estavam presentes na competição, como baterias com autonomia curta, peso elevado, recarga e desempenho comparável às motos de combustão em pistas longas. Na prática, não saiu tão bem como o esperado. A categoria elétrica sofre para acompanhar o ritmo de evolução necessário e os fãs acabam sentindo isso, o que nos leva ao primeiro motivo.
Custo vs retorno: manter uma categoria cara sem retorno proporcional
Para manter a categoria é necessária uma infraestrutura especial: baterias, carga elétrica, regulamentos ambientais, etc. Dito isso, os custos são altos, e o retorno financeiro não acompanhou em termos de patrocínio, audiência, vendas ou engajamento. De acordo com a organização, continuar gastando sem ter retorno é insustentável a longo prazo.
Pausa ou fim definitivo?
O anúncio desse hiato não significa necessariamente um fim definitivo, apesar de ter pouquíssimas chances dela retornar em um futuro breve. A MotoGP deixou claro que pode reavaliar o formato no futuro, especialmente se houver avanços tecnológicos em baterias e maior interesse do mercado de motos elétricas de alto desempenho. Quem sabe, no futuro, a categoria se torne viável.

